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Henrique Avancini leiloa sapatilha do título de Nove Mesto

    
    Um dos símbolos da conquista histórica de Henrique Avancini na etapa de Nove Mesto (CZE) da Copa do Mundo de Mountain Bike, a sapatilha utilizada pelo atleta foi leiloada, na última segunda-feira (5), como parte do projeto ‘Pedaling for a Reason’, visando à arrecadação de fundos para uma instituição social de Petrópolis (RJ), sua terra natal. Bastante disputado, o equipamento superou as estimativas e foi arrematado por mais de R$10 mil. Ao todo, a campanha reverterá R$36.100,00 à entidade beneficente fluminense.
        Disponível pela plataforma da Semexe.com, o projeto começou no dia 3 de setembro. As sapatilhas utilizadas por Avancini nas provas de XCO tinham lance inicial de R$200. Logo nos primeiros dias, o produto ascendeu mais de 2.000%. As últimas horas foram semelhantes à prova, com uma disputa árdua pelo prêmio. Ao final, Guilherme Figueiredo, líder de um grupo de ciclistas e fã do atleta, arrematou o item por R$11.100.
        “É realmente muito especial ter arrematado a sapatilha que o Henrique usou para conquistar sua primeira e tão sonhada vitória em uma etapa da Copa do Mundo de XCO. Nós juntamos um grupo e fizemos o lance vitorioso. Esse leilão foi inteligente, pois, é o que eu chamo de operação ganha-ganha. Além de adquirir um equipamento histórico, estamos ajudando uma instituição de caridade escolhida pelo próprio Henrique. E, obviamente, somos muito fãs dele. Para mim, ele está no mesmo patamar de outros ídolos que tive no passado, como Senna e Gustavo Kuerten", afirma Figueiredo.
        As sapatilhas utilizadas por Avancini nas provas de short track também estavam disponíveis ao público, mas, em outro formato. A partir da compra de um par de meias personalizado da campanha, o fã estava concorrendo ao sorteio. O vencedor, neste caso, foi Frank Albuquerque, de Joinville (SC), que levará o equipamento emblemático também, pois foi com ele que Avancini venceu o quarto XCC da sua carreira. Vale ressaltar que o brasileiro é o segundo atleta da história da categoria a conseguir a dobradinha de vitórias. Antes, só o holandês Mathieu Van der Poel havia alcançado tal resultado.
        Com o sorteio e o leilão, Avancini arrecadou R$36.100, cujo valor será totalmente revertido para Comunidade Terapêutica Mateus 25:35. Ao longo do processo, o ciclista contou com a parceria de Semexe.com, Shimano e Studio Black Tiger. Outras grandes marcas, como Cannondale e Strava, também contribuíram para o sucesso da campanha. Esta é a segunda ação do projeto ‘Pedaling for a Reason’. No início do ano, o atleta havia leiloado a sapatilha que utilizaria para a disputa do Cape Epic.
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Alex Malacarne e Giuliana Morgen ficam em posições intermediárias no Mundial Júnior de MTB

    
    Começou nesta quinta-feira o Campeonato Mundial de Mountain Bike, em Leogang, na Áustria, com as disputas juniores do cross country olímpico. O Brasil foi representado por dois ciclistas na abertura da competição, Giuliana Morgen e Alex Malacarne. Ele foi o 16º colocado, enquanto ela terminou na 26ª posição.
        A prova feminina foi a primeira a ocorrer, no início da tarde austríaca. Disputando seu primeiro mundial, Giuliana Morgen acabou em 26º lugar, completando o percurso de 13,6km em 1h30m56s, 15 minutos atrás de Mona Mitterwallner, prata da casa, que que foi a vencedora com 15h15m55s. A alemã Luisa Daubermann foi a segunda colocada e a tcheca Aneta Novotna fechou o pódio.
        Pouco tempo depois, foi a vez das promessas masculinas do mountain bike entrarem em ação. O brasileiro Alex Malacarne fez uma boa prova e acabou na 16ª posição, com 1h24m50s (16,8km). O vencedor foi o alemão Lennart-Jan Krayer, que teve um tempo de 1h16m39s, seguido por Janis Baumann, da Suíça, e Luca Martin, da França.
        As competições do Campeonato Mundial de Mountain Bike seguem nesta sexta-feira e invadirão o final de semana, sendo encerradas no domingo. A prova mais aguardada pelos brasileiros, o cross-country olímpico masculino (XCO), está marcado para ocorrer no sábado. Inspirado pelos títulos do short track e do próprio XCO na Copa do Mundo de Nové Mesto no último final de semana, Henrique Avancini é favorito ao pódio.
        Nesta sexta, serão realizadas as qualificatórias da elite e do júnior do downhill (não olímpica), além da prova final do cross-country olímpico para a categoria sub-23 masculina. Ao todo, o Brasil terá sete representantes nas disputas, sendo cinco no downhill de elite masculino, com Gabriel Lanfredi, Gabriel Giovannini, Lucas Eduardo Borba, Douglas Vieira e Roger Vieira, e dois no sub-23, com Ulan Galisnki e Gustavo Xavier.
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Giro D'Italia - 7ª Etapa: Arnaud Démare soma terceira vitória


O português João Almeida (Deceuninck-Quick Step) reforçou esta sexta-feira a liderança da Volta a Itália, após a sétima etapa, ganha ao "sprint" pelo francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ), que se impôs pela terceira vez nesta 103.ª edição.
Démare, que já tinha vencido a quarta e sexta etapas, ergueu os braços pelo segundo dia seguido, após 143 quilômetros, entre Matera e Brindisi, cumpridos em 2h47m28s, à frente do eslovaco Peter Sagan (BORA-hansgrohe), segundo colocado, e do australiano Michael Matthews (Sunweb), terceiro.
A classificação geral continua a ser liderada pelo ciclista português, que beneficiou de um `corte` no final para reforçar a liderança, com o holandês Wilco Kelderman (Sunweb), agora em segundo lugar, a 48 segundos, enquanto o espanhol Pello Bilbao (Astana) caiu para terceiro, a 49.
No sábado, a oitava etapa liga Giovinazzo a Vieste, ao longo de 200 quilômetros, com duas contagens de montanha, uma de segunda e outra de quarta categoria, e um final em circuito.
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Resultado - 7ª Etapa
FRA  1  DEMARE, Arnaud (GROUPAMA - FDJ)                       2:47:28
SVK  2  SAGAN, Peter (BORA - HANSGROHE)                       
AUS  3  MATTHEWS, Michael (SUNWEB)                            
GBR  4  SWIFT, Ben (INEOS)                                    
COL  5  HODEG CHAGUI, Alvaro Jose (DECEUNINCK - QUICK-STEP)   
FRA  6  BARBIER, Rudy (ISRAEL START - UP NATION)              
ITA  7  BALLERINI, Davide (DECEUNINCK - QUICK-STEP)           
ITA  8  BATTAGLIN, Enrico (BAHRAIN - MCLAREN)                 
ITA  9  FIORELLI, Filippo (BARDIANI CSF FAIZANE')             
ITA  10 VIVIANI, Elia (COFIDIS)                               
Classificação Geral após a 7ª Etapa
POR  1  ALMEIDA, João (DECEUNINCK - QUICK-STEP)               24:48:29
ESP  2  BILBAO LOPEZ DE ARMENTIA, Pello (BAHRAIN - MCLAREN)     +   43
NED  3  KELDERMAN, Wilco (SUNWEB)                               +   48
BEL  4  VANHOUCKE, Harm (LOTTO SOUDAL)                          +   59
ITA  5  NIBALI, Vincenzo (TREK - SEGAFREDO)                     + 1:01
ITA  6  POZZOVIVO, Domenico (NTT PRO CYCLING)                   + 1:05
DEN  7  FUGLSANG, Jakob (ASTANA PRO)                            + 1:19
NED  8  KRUIJSWIJK, Steven (JUMBO - VISMA)                      + 1:21
AUT  9  KONRAD, Patrick (BORA - HANSGROHE)                      + 1:26
POL  10 MAJKA, Rafal (BORA - HANSGROHE)                         + 1:32

Pelo Mundial, Avancini compete no XCO

        Os últimos dias foram de fortes emoções para Henrique Avancini, ciclista da equipe Cannondale Factory Racing. O atleta venceu as provas de short track e cross country olímpico (XCO) na 2ª etapa da Copa do Mundo, competições disputadas na semana passa, respectivamente, em Nove Mesto, na República Tcheca.
        Mas engana-se quem pensa que as vitórias tiraram o foco de Avancini. Os títulos inéditos para o Brasil já fazem parte do passado, que jamais será esquecido, pois o foco do atleta está agora no Campeonato Mundial de XCO, competição que será realizada neste sábado, às 9h30 (horário de Brasília), na Áustria.
        “A vitória na Copa do Mundo, vitória dupla, no short track e no cross country olímpico, foi um momento marcante, muito emotivo e logo em seguida, no dia seguinte, eu já busquei voltar as minhas emoções ao normal, voltar às rotinas de preparação e me tranquilizar novamente para poder construir a próxima missão”, disse o atleta, que agora quer triunfar no mundial para, quem sabe, conquistar outro resultado inédito na sua carreira e para o esporte nacional.
Henrique Avancini faturou título inédito para o Brasil (Michele Mondini)

Preparado

        “Estou me sentindo bem, tranquilo. Eu sei bem como esse esporte funciona. Independentemente de ter vencido a última prova, eu sei que as variações do mountain bike são muito acentuadas, então preciso fazer sempre um trabalho muito bem feito de forma muito constante. É trabalhando desta forma que venho construído meu nível e mantendo a consistência. Então, mesmo tendo vencido a última prova, essa continua sendo minha maneira de trabalhar. No geral, me sinto bastante bem e tranquilo”.
        Avancini já foi campeão mundial de mountain bike na categoria maratona (XCM), diferente do cross country olímpico (XCO). Ele venceu a prova em 2018, disputada na Itália e, desta forma, um brasileiro pôde usar a tão sonhada camisa arco-íris do ciclismo, pela primeira vez, na elite do mountain bike.
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Covid-19 cancela Prova de Ciclismo Paris-Roubaix pela primeira vez em 78 anos

A Paris-Roubaix é uma das mais emblemáticas provas de ciclismo de estrada, realizada no Norte de França num só dia.
Este ano e pela primeira vez em 78 anos, a prova foi cancelada devido à covid-19.
"A pedido do prefeito do Nord, do prefeito dos Hauts-de-France e seguindo o anúncio de ontem [quinta-feira] do ministro da saúde Olivier Verán, que colocou a metrópole de Lille em alerta máximo, a 118.ª edição do Paris-Roubaix, a primeira Paris-Roubaix feminina, originalmente agendada para 25 de outubro, não vai ser organizada", refere o comunicado da organização.
A prova, inicialmente marcada para o dia 12 de abril deste ano, já tinha sido adiada devido à pandemia.

A Paris-Roubaix  mais emblemáticas é uma das mais emblemáticas provas de ciclismo de estrada, realizada no Norte de França num só dia. Este ano e pela vez em 78 anos, a prova foi cancelada devido à covid-19.

"A pedido do prefeito do Nord, do prefeito dos Hauts-de-France e seguindo o anúncio de ontem [quinta-feira] do ministro da saúde Olivier Verán, que colocou a metrópole de Lille em alerta máximo, a 118.ª edição do Paris-Roubaix, a primeira Paris-Roubaix feminina, originalmente agendada para 25 de outubro, não vai ser organizada", refere o comunicado da organização.

A prova, inicialmente marcada para o dia 12 de abril deste ano, já tinha sido adiada devido à pandemia.

 

Mundial de Mountain Bike 2020 - LEOGANG - Avancini relata sua preparação final para a prova

        Os últimos dias foram de fortes emoções para Henrique Avancini, ciclista da equipe Cannondale Factory Racing. O atleta venceu as provas de short track e cross country olímpico (XCO) na 2ª etapa da Copa do Mundo, competições disputadas sexta e domingo, respectivamente, em Nove Mesto, na República Techa.

        Mas engana-se quem pensa que as vitórias tiraram o foco de Avancini. Os títulos inéditos para o Brasil já fazem parte do passado, que jamais será esquecido, pois o foco do atleta está agora no Campeonato Mundial de XCO, competição que será realizada neste sábado, às 9h30 (horário de Brasília), na Áustria.

        “A vitória na Copa do Mundo, vitória dupla, no short track e no cross country olímpico, foi um momento marcante, muito emotivo e logo em seguida, no dia seguinte, eu já busquei voltar as minhas emoções ao normal, voltar às rotinas de preparação e me tranquilizar novamente para poder construir a próxima missão”, disse o atleta, que agora quer triunfar no mundial para, quem sabe, conquistar outro resultado inédito na sua carreira e para o esporte nacional.

        “Estou me sentindo bem, tranquilo. Eu sei bem como esse esporte funciona. Independentemente de ter vencido a última prova, eu sei que as variações do mountain bike são muito acentuadas, então preciso fazer sempre um trabalho muito bem feito de forma muito constante. É trabalhando desta forma que venho construído meu nível e mantendo a consistência. Então, mesmo tendo vencido a última prova, essa continua sendo minha maneira de trabalhar. No geral, me sinto bastante bem e tranquilo”.

        Avancini já foi campeão mundial de mountain bike na categoria maratona (XCM), diferente do cross country olímpico (XCO). Ele venceu a prova em 2018, disputada na Itália e, desta forma, um brasileiro pôde usar a tão sonhada camisa arco-íris do ciclismo, pela primeira vez, na elite do mountain bike.

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Fonte: https://www.pedal.com.br/mundial-de-mtb-2020-leogang-avancini-relata-sua-preparacao-final-para-a-prova_texto14643.html

Giro D'Italia - 5ª Etapa: Um francês que vence novamente e João Almeida firme na liderança


       Arnaud Démare venceu ao sprint a sexta etapa da Volta a Itália. Démare, que já tinha vencido a quarta etapa, triunfou nos 188 quilômetros entre Castrovillari e Matera, após 4h54m38s, num sprint em que cortou a linha de chegada bem à frente do australiano Michael Matthews (Sunweb), segundo classificado, e do italiano Fabio Felline (Astana), terceiro.

        Na geral individual, João Almeida, que cortou a meta no 25.º lugar, integrado no pelotão, segue com a camisa rosa, com 43 segundos de vantagem para o espanhol Pello Bilbao (Astana), segundo colocado, e 48 para o holandês Wilco Kelderman (Sunweb), terceiro.

        Hoje em uma etapa plana liga Matera a Brindisi, ao longo de 144 quilômetros, sem contagens de montanha, em nova oportunidade para os 'sprinters', mas com a 'ameaça' de vento cruzado.

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Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/giro-um-frances-que-bisa-e-joao-almeida-firme-na-lideranca-12898025.html

''Por um milímetro não passo o resto da minha vida em uma cadeira de rodas''

Menino prodígio do ciclismo mundial volta a falar da grave queda sofrida na Volta à Lombardia, que lhe perigou a vida.
Remco Evenepoel, ciclista de 20 anos da Deceuninck-QuickStep, teve uma grave queda na Volta à Lombardia, que lhe perigou a vida, ao cair de um viaduto. Apesar de o belga ter estado sempre consciente, temeram-se lesões cervicais graves. Com uma fratura na pélvis e contusões num pulmão, o menino prodígio do ciclismo mundial conta agora que por um milímetro não terá de passar o resto da vida numa cadeira de rodas.
"Quando cheguei ao hospital após a minha queda, o exame revelou uma veia arrebentada na minha virilha. Felizmente, os médicos viram-no rapidamente, puderam drenar-me o sangue. Mais tarde, soube que a minha fratura do quadril estava a um milímetro ao lado de um nervo. Eu poderia ter passado a minha vida numa cadeira de rodas", explicou o ciclista num documentário da VRT.
"A minha mãe e a Oumii [namorada] estavam ao meu lado quando me disseram isso. Vi-as ficarem pálidas", concluiu.
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Fonte: 

Thomas Pidcock é o campeão do e-MTB

        O britânico Thomas Pidcock, de 21 anos, venceu o Mundial de e-MTB, disputado nesta quarta-feira (7 de outubro), no primeiro dia de competições em Leogang, na Áustria. Com a chuva que atingiu a região, o circuito estava enlameado e o vencedor cruzou a meta praticamente coberto pela lama.
        No segundo ano da modalidade no calendário UCI, o britânico, que vai integrar a equipe Ineos em 2021, chegou como um dos nomes fortes depois de vencer em agosto o Giro d’Italia Sub 23 e a Copa do Mundo de MTB da categoria Sub 23 em Nove Mesto, na República Tcheca, no final de semana passado.
        O francês Jerome Gilloux, que foi o segundo no ano passado, lutou forte e largou na ponta. Manteve a liderança até a 4ª das cinco voltas, mas Pidcock o ultrapassou na volta final e cruzou sozinho, com vantagem de 35 segundos. O dinamarquês Simon Andreassen, que venceu a primeira rodada do XCO da Copa do Mundo, foi o 3º, a 41 segundos.
        A prova contou com dois brasileiros: Albert Morgen, que terminou em 25º, e Erick Bruske, que não completou a prova.
        O Mundial de e-MTB contou ainda com a presença de nomes que já fizeram história no esporte, como o francês Julian Absalon (que não terminou), o italiano Marco Fontana (que terminou em 22º) e o belga Sven Nys (que terminou em 19º).
        Na disputa das mulheres, a vencedora foi a francesa Melanie Pujin. As suíças Katrin Stirnemnn e Nathalie Schneitter ficaram em 2º e 3º.

A CHEGADA

TOP 5
Thomas Pidcock (Grã-Bretanha) 1:01:41
Jerome Gilloux (França) +35 ”
Simon Andreassen (Dinamarca) +41 ”
Martino Fruet  (Itália) + 1,21´
Joris Ryf (Suíça) + 1,16´

PRÓXIMAS PROVAS

        Nesta quinta-feira a categoria Junior disputa a camisa arco-íris do XCO e na sexta-feira será a vez da categoria Sub 23 masculino. O sábado promete muitas emoções, com a Sub 23 feminino e as decisões da Elite dos homens e mulheres no cross country. A programação termina domingo com as provas de downhill.
        Cinco brasileiros foram escolhidos pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) para representar o país na categoria Elite: Henrique Avancini, número dois do ranking mundial e quarto colocado nos dois últimos Mundiais, que chega com os ânimos renovados depois de vencer o short track e o XCO da rodada 2 da Copa do Mundo de MTB (leia mais aqui), além de Guilherme Muller e Luiz Henrique Cocuzzi. No feminino foram convocadas Raiza Goulão e Letícia Cândido. Na categoria Sub 23 o convocado foi Ulan Bastos e, na categoria Junior, foram convocados Giuliana Morgen e Alex Malacarne.
As disputas da Elite terão transmissão ao vivo na Red Bull TV. Confira aqui

Site oficial do evento aqui

PROGRAMAÇÃO (horário local, hora de Brasília – 5 horas)
Quarta-feira – 7 de outubro
12h30 – XCO Team Relay – França é ouro
14h30 – Mundial de e-MTB – Masculino
16h15 – Mundial de e-MTB – Feminino

Quinta-feira – 8 de outubro
13h30 – Mundial XCO – Junior feminino
15h30 – Mundial XCO – Junior masculino

Sexta-feira – 9 de outubro
15h – Mundial XCO – Sub 23 masculino

Sábado – 10 de outubro
10h – Mundial XCO – Sub 23 feminino
12h15 – Mundial XCO – Elite feminino
14h45 – Mundial XCO – Elite masculino

Domingo – 11 de outubro
9h25 – Mundial Downhill – Junior masculino e feminino
12h50 – Mundial Downhill – Elite feminino
14h10 – Mundial Downhill – Elite masculino

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Fonte: https://www.bikemagazine.com.br/2020/10/mundial-de-mtb-thomas-pidcock-e-o-campeao-do-e-mtb/

Giugiu Morgen e Top 15 em sua primeira Copa do Mundo de XCO na Europa

No último sábado, dia 3 de outubro, a jovem petropolitana Giuliana Morgen deu mais um importante passo em sua carreira. Isso porque, em sua primeira participação em uma etapa europeia da Copa do Mundo de MTB XCO Junior (UCI Juniors World Series XCO), a atleta de 17 anos que está em seu primeiro ano na categoria fechou sua participação com a décima terceira colocação – a vencedora da prova foi a austríaca Mona Mitterwallner, de 18 anos.
A competição aconteceu no duro e técnico circuito montado na cidade de Nové Město na Moravě, na República Tcheca – trata-se do mesmo percurso utilizado pelos atletas da Elite do esporte, que também competiram neste fim de semana as duas primeiras etapas da Copa do Mundo de MTB XCO, a principal copa da modalidade.
Foto Thiago Lemos

Desafio em alto nível

        No mountain bike cross-country olimpico (MTB XCO), assim como acontece em qualquer outra modalidade do ciclismo, a Europa é onde encontram-se os maiores e mais fortes atletas do planeta. Por conta disso, um Top-15 correndo no velho continente é um grande destaque.
        “Fiz uma boa largada”, afirmou Giugiu. “Até a metade do start lap estava bem, mas acabei entrando no trecho de trilha mal, mais ou menos na vigésima colocação. Recuperei muitas posições nas duas primeiras voltas, mas depois, nas duas últimas, acabei perdendo um pouco o ritmo” complementou a atleta.
          Em muitos países da Europa, as competições de bicicleta já voltaram a acontecer há alguns meses, enquanto o Brasil segue praticamente com seu calendário bloqueado por conta da pandemia da Covid-19.
        Há algumas semanas, a Giugiu participou do Desafio dos Gigantes. Na competição que aconteceu em Santana dos Montes, Minas Gerais, nos dias 15 e 16 de Agosto, ela disputou contra atletas da Elite brasileira e fechou em segundo lugar na classificação geral, tendo vencido uma das etapas da prova.
        Apesar da falta de competições, Giugiu não acredita que isso tenha influenciado negativamente em sua prova, já que ela manteve uma rígida rotina de treinamento ao longo de todos estes meses de isolamento.
        “Aqui é nível é outro, as atletas são muito fortes”, afirmou Giugiu. “No fim, aprendi muito com esta competição. É mais um pouco de bagagem que sempre é bem-vinda”, finalizou Giugiu.

Próximos desafios

        O próximo desafio de da ciclista acontece já na semana que vem. Isso porque, em alguns dias, ela deixa a República Tcheca e ruma para Leogang, na Áustria, onde deve participar do Campeonato Mundial de MTB XCO.
        A competição mais destacada do calendário acontece no dia 8 de outubro, e é o principal objetivo de Giugiu para a temporada. Até lá, ela deve focar suas atenções no reconhecimento da pista do mundial e na preparação final para a prova mais importante do ano.
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Brasil conquista título inédito da Copa do Mundo de Mountain Bike

        O brasileiro Henrique Avancini venceu pela primeira vez uma etapa da Copa do Mundo de mountain bike no XCO, a versão olímpica da modalidade, em Nove Mesto, na República Tcheca, onde tem início à temporada 2020.
        Avancini já havia vencido em Nove Mesto na sexta, mas no short track, uma prova bem mais curta com característica completamente diferente. Foi a quarta vitória dele em Copas do Mundo nessa distância, sendo que a primeira havia sido há dois anos. O brasileiro também já foi campeão mundial na versão maratona do moutain bike.
        Faltava, porém, uma vitória consagradora no XCO, depois de bater na porta diversas vezes, incluindo no começo da semana, quando foi realizada a primeira de duas etapas em Nove Mesto.
Na ocasião, ele foi quinto colocado. Hoje, ele venceu pedalando forte nos metros finais, deixando para trás o holandês Milan Vader e o astro suíço Nino Schurter, número 1 do ranking mundial e maior mountain biker da história. Os dois completaram um segundo depois do brasileiro, que é o segundo do ranking. 
Vejam como foi a chegada...
O ouro confirma que Avancini é o maior ciclista da história do país. Graças a ele, o MTB é febre no Brasil, a ponto de a transmissão da Copa do Mundo pelo canal da Red Bull ter mais audiência aqui.
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Fonte: https://www.acheiusa.com/Noticia/brasil-conquista-titulo-inedito-da-copa-do-mundo-de-mountain-bike-83088/

La Flèche Brabançonne: Alaphilippe já ganha com a camisa de campeão mundial

O ciclista francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step), campeão do mundo de fundo em título, venceu nesta quarta-feira a clássica La Flèche Brabançonne, num sprint em que voltou a festejar antes de tempo, desta feita sem consequências.
Na primeira das clássicas das Flandres, neste ano em outro espaço temporal devido à pandemia de covid-19, foi o francês, de 28 anos, a impor-se numa chegada a três, à frente do holandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), segundo, e do francês Benoit Cosnefroy (AG2R La Mondiale), terceiro.
Estreou-se a vencer com a camisa arco íris e espantou a maldição que, no mundo do ciclismo, se associa ao campeão do mundo, mas não se livrou de nova polêmica: poucos dias depois de celebrar antes do tempo na La Flèche Walonne, injustificadamente, uma vez que foi segundo, e ter sido desclassificado até ao quinto lugar, voltou a fazer o mesmo.
O ciclista francês cumpriu os 197 quilômetros entre Lovaina e Overijse de forma exemplar, mas quase "borrou a pintura", após um sprint em que se superiorizou sem dificuldades aos adversários, com Van der Poel que errou no tempo de lançamento do sprint.
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Giro D'Italia - 4ª Etapa: Filippo Ganna vence e João Almeida mantém a Camisa Rosa

        Mais um dia para João Almeida com a camisa rosa no corpo. O ciclista português não só segurou nesta quarta-feira a liderança da Volta a Itália como ainda a aumentou o tempo para o segundo colocado: sprintou no final do dia, para ganhar segundos de bonificação com o terceiro lugar na etapa.

        Neste contexto, já com 43 segundos de vantagem para o segundo colocado, Almeida poderá, em tese, manter a liderança do Giro até à etapa de domingo, dia em que terá o primeiro verdadeiro teste, numa etapa com chegada em alta montanha.
        Na frente da corrida, a etapa acabou por sorrir ao italiano Filippo Ganna, que resistiu na fuga do dia e somou o segundo triunfo na corrida, depois da vitória no contra-relógio da 1ª etapa. Ganna está, neste momento, a caminho de um Giro tremendo: já venceu duas etapas, já vestiu a camisola rosa e ainda tem mais dois “cronos” pela frente.
        Nesta quarta-feira, a etapa começou com várias tentativas de fuga, mas só à terceira, com um grupo de seis conseguiu isolar-se, entre os quais o ex-líder Ganna, livre para fazer a sua própria corrida, depois de a Ineos ter tido o abandono do seu líder, Geraint Thomas.
        O grupo chegou a ter cinco minutos de vantagem para um pelotão que reduziu, pouco a pouco a vantagem dos fugitivos.
        E foi sensivelmente nessa fase que, na fuga, Ganna atacou e, como bom contra-relogista que é, não mais permitiu aproximações aos companheiros de aventura.
        No pelotão, a subida ao Valico di Montescuro fez cair do grupo Jonathan Caicedo, deixando João Almeida - que chegou a parecer em dificuldades - sem o principal rival na luta pela camisa rosa (Caicedo estava a dois segundos).
        Motivado pela ausência de Caicedo, Almeida ainda foi sprintar na chegada, depois de uma etapa dura, mostrando capacidade física e, sobretudo, ambição e audácia. E foi terceiro na etapa, somando quatro segundos de bonificação.
        Nesta quarta-feira haverá uma etapa muito aberta, dado o perfil montanhoso, ainda que não muito duro. É um dia desenhado para uma fuga.
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Giro D'Italia: Ciclista hospitalizado depois de acidente com helicóptero

    
    O ciclista Luca Wackermann foi levado, esta quarta-feira, para o hospital com ferimentos múltiplos, isto depois de um helicóptero de um canal de televisão ter voado demasiado baixo e ter provocado um acidente no final da quarta etapa do Giro
        A aproximação do helicóptero provocou fortes rajadas e dois ciclistas foram atingidos pelas barreiras metálicas que separavam o público dos atletas.
Etienne van Empel, da equipe Vini Zabu-KTM, sofreu pequenas escoriações nas mãos, ao contrário do companheiro de equipe, Luca Wackermann, que sofreu lesões mais graves.
"O Wackerman foi transportado para o hospital, inconsciente", contou Andrea Citracca, chefe da equipe, à televisão RAI2.
Wackermann abandonou mesmo a corrida com um nariz fraturado e ainda suspeitas de fraturas na anca.

Primo Roglic e Lizzie Deignan vencem a Clássica Liège-Bastogne-Liège

    
    O esloveno Primoz Roglic e a britânica Lizzie Deignan foram os vencedores da Liège-Bastogne-Liège, mais uma clássica disputada no último domingo (4) na Bélgica, chegando em 2020 a sua 106ª edição no masculino e quarta edição no feminino.
Primoz Roglic venceu a prova masculina após uma chegada inusitada. O francês Julian Alaphilippe, campeão mundial de estrada em Ímola, estava à frente nos metros finais e comemorou antes da hora, abrindo os braços e desacelerando a bicicleta. Isso permitiu que o esloveno o ultrapassasse e conquistasse a vitória. De quebra, Alaphilippe ainda foi rebaixado para o quinto lugar, pois na sua desaceleração ele acabou fechando a trajetória do suíço Marc Hirschi, que acabou ficando em segundo lugar na prova.
        No feminino, Lizzie Deignan acabou com o domínio das holandesas vencendo a prova com nove segundos de vantagem sobre a australiana Grace Brown, que ficou em segundo lugar, com a holandesa Ellen Van Dijk completando o pódio.
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COPA DO MUNDO DE MTB 2020 - Andreassen vence, Avancini chega em quinto

    
    O jovem Simon Andreassen, de apenas 22 anos, venceu contra os melhores atletas de XCO do mundo - detalhe, ele largou na quadragésima primeira colocação.
        Esta foi apenas a segunda prova que ele correu pela elite, tendo sido sua primeira apenas na semana passada. O segundo posto ficou com Maxime Marotte, com o pódio sendo fechado por Milan Vader - os três integraram o grupo de escapados que formou-se na segunda metade do embate.
        O brasileiro Henrique Avancini andou muito bem na primeira parte da prova, mas depois acabou perdendo um pouco de velocidade, cedendo assim tempo para os ponteiros. Curiosamente, o contrario aconteceu com o suíço Nino Schurter, que perdeu terreno na primeira metade da prova mas acabou recuperando-se depois.
         No fim, Nino e Avancini rodaram juntos por toda a última da sete voltas da prova. Na aproximação para a meta, Nino veio puxando o brasileiro e foi o primeiro a acelerar. Avancini estava muito bem posicionado e chegou a colocar a bike ao lado de seu adversário - porém, a decisão na foto deu o quarto lugar para o campeão olímpico.
    
    Ainda na prova masculina, o Brasil contou com Guilherme Muller na 47º, Luiz Cocuzzi em 77º e Edson Gilmar de Rezende em 84º Entre as mulheres, mais uma vitória vinda de um atleta jovem. Com apenas 21 anos, a francesa Loana Lecomte foi a mais rápida do dia, com Anne Terpstra chegando em segundo e Pauline Ferrand, Prevot em terceiro.
        Raiza Goulão foi a brasileira mais bem posicionada na prova, fechando sua participação com a 43º colocação. Letícia Cândido fechou em 65º.
        Nesta sexta-feira (2), os ciclistas voltam à pista para a disputa da segunda prova de short track. E no domingo (4), será a vez da última corrida da Copa do Mundo de Mountain Bike, com a segunda prova de cross country olímpico.

Resultados Elite Masculino

1 - Simon Andreassen: 1:34:39
2 - Maxime Marotte: +9
3 - Milan Vader: +26
4 - Nino Schurter: +44
5 - Henrique Avancini: +44
47 - Guilherme Muller
77 - Luiz Cocuzzi
84 Edson Gilmar de Rezende

Resultados Elite Feminino

1 - Loana Lecomte: 1:22:06
2 - Anne Terpstra: +31
3 - Pauline Ferrand Prevot: +37
4 - Lena Gerault: +1:15
5 - Laura Stigger: +1:21
43 - Raiza Goulão
63 - Letícia Cândido

Replay das provas no site da Red Bull TV.
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Giro d’Italia 2020: confira etapa a etapa e as altimetrias

        A edição 2020 do Giro d’Italia, que começa neste sábado (3 de outubro), na Sicília, e termina dia 25, em Milão, será uma corrida diferente das que estávamos acostumados. Nesta temporada, por causa da pandemia coronavírus, a competição de 21 etapas mudou de data e será disputada em pleno Outono. As baixas temperaturas e a chuva serão desafios extras para as 22 equipes na disputa, cujo percurso teve que ser reformulado.
        O Giro 2020 terá três contrarrelógios individuais (total de 64,7 km), seis etapas para velocistas, seis de média montanha e seis nas alturas. A etapa final será uma crono de Cernusco sul Naviglio a Milão, que pela 78ª vez sediará o desfecho da corrida.

Percurso do Giro 2020

        O Cima Coppi, o ponto mais alto, será o Stelvio, com seus 2.758 metros. A etapa do vinho desta edição será a crono do Prosecco Superiore de Conegliano a Valdobbiadene (um território que se tornou parte do patrimônio da Unesco).
        Pela primeira vez na história da corsa rosa, uma etapa começará dentro de uma base militar, a partir de Rivolto, casa do 2º Esquadrão da Força Aérea. Um ano importante para a base de Friuli: em 2020 também será comemorada a 60ª temporada da Pan (Patrulha Acrobática Nacional) e da Frecce Tricolori.
        A largada será na Sicília, com um contrarrelógio individual de 15,1 km entre Monreale e Palermo. O pelotão permanece em terras sicilianas mais três etapas, depois passa pela Calábria, Basilicata e Puglia. Em seguida virão as etapas em Abruzzo, com a novidade da chegada ao alto em Roccaraso, após uma exigente passagem pelos Apeninos, partindo de San Salvo, com mais de 4.000 metros de altitude. Já as últimas duas semanas permanecem inalteradas em relação àquelas já apresentadas, exceto pelo largada da 10ª etapa, em Lanciano.

Contrarrelógio de Monreale a Palermo abre a disputa

Primeira semana

        A corrida começa com um contrarrelógio de 15,1 km, de Monreale a Palermo, na Sicília, escolhida para substituir a largada prevista para Budapeste, na Hungria. O contrarrelógio começa com uma subida de um quilômetro de extensão, serpenteando por ruas estreitas e às vezes íngremes para chegar à catedral normanda de Monreale, do século 12. A partir desse ponto alto, há uma descida muito rápida para o centro de Palermo.

Chegada rápida na 2ª etapa, entre Alcamo e Agrigento

        No segundo dia na Sicília, no domingo (4 de outubro), a 2ª etapa terá 149 km, entre Alcamo e Agrigento. Partindo de Alcamo ao invés de Monreale, como originalmente programado, deverá ser uma etapa sem dificuldades significativas que termina com uma chegada rápida.
        De Alcamo, localizado a cerca de 50 quilômetros a oeste de Palermo, a rota segue para o sul, cruzando a província de Trapani, cruzando uma subida de quarta categoria em Santa Ninfa e passando pelo primeiro sprint da corrida em Partanna. Depois, o percurso é mais plano e a estrada principal que corre na costa ou perto da costa em direção a Agrigento tem suaves ondulações. O percurso, então, sobe até Agrigento com uma média de 5,3% de inclinação, com ponto máximo de 9% logo após os 3 km restantes.

Final do Monte Etna na 3ª etapa, a primeira com chegada ao alto de 2020

        Na segunda-feira, dia 5, a 3ª etapa vai percorrer 150 km, de Enna ao Monte Etna. Será a primeira chegada ao alto do Giro 2020 mas, desta vez, o pelotão vai subir ao vulcão por uma nova rota pelo nordeste. A etapa começa em Enna, no centro da Sicília, e à medida que o pelotão se aproxima do Etna, o vulcão ativo mais alto da Europa Ocidental, as ondulações se tornam mais pronunciadas.
        O percurso passa pelo primeiro sprint em Zafferana Etnea, faltando 43 km, e segue para o segundo em Linguaglossa, onde começa a subida de 19 km até o Piano Provenzana, estação de esqui situada a uma altitude de 1.793 metros, que é alcançada por uma estrada que sobe em ziguezague, com média de inclinação de 6,6%, constante na maior parte do trecho. Na curva para Piano Provenzana, a 3 km d meta, a inclinação aumenta significativamente, subindo em dois pontos a mais do que a média da subida, com alguns trechos curtos chegando a dois dígitos no penúltimo quilômetro.

A 4ª etapa terá uma longa subida ao Portella Mandrazzi

A 4ª etapa, na terça-feira, dia 6 de outubro, com 140 km, será de Catania a Villafranca Tirrena, com uma longa subida ao Portella Mandrazzi. A etapa segue para o norte ao longo da costa, antes de voltar para o interior e se dirigir a Taormina, famosa por seu teatro grego, que tem o Etna como pano de fundo. Contornando as encostas mais baixas no lado norte do vulcão, a rota atinge o primeiro sprint intermediário em Francavilla di Sicilia e, logo depois, no Portella Mandrazzi, de categoria 3. Depois de descer continuamente por 30 quilômetros, o pelotão terá 40 quilômetros de estradas planas.
O segundo sprint intermediário vem no início deste trecho de alta velocidade em direção à chegada em Villafranca Tirrena. A dois quilômetros da chegada, o percurso sai da rodovia principal e entra em uma reta com um quilômetro de extensão à beira-mar.

A 5ª etapa passa pela Calábria

        A 5ª etapa, na quarta-feira, dia 7 de outubro, será de Mileto a Camigliatello Silano, com 225 km. Esta é a terceira etapa mais longa da corrida e conta com a subida Valico di Montescuro, de categoria 1, de cujo cume os ciclistas vão mergulhar para a meta. Desde o início, em Mileto, a etapa atravessa a Calábria para chegar à costa jônica em Catanzaro Lido, onde ocorre o primeiro dos dois sprints intermediários do dia. Tendo chegado ao mar, a rota quase que imediatamente se afasta dele, cruzando duas subidas de categoria 3.
        Após 70 quilômetros de estradas ondulantes no planalto montanhoso da região de Sila, a rota chega à cidade de Cosenza, local do segundo sprint intermediário e também a plataforma de lançamento do Valico di Montescuro, palco de um lendário duelo entre Eddy Merckx e José Manuel Fuente no Giro de 1972, com “o Canibal” igualando-se ao grande escalador espanhol nesta subida e depois largando-o na descida, onde Fuente perdeu por duas vezes o controle. Com extensão de 24,2 km e média de 5,6%, a estrada foi recapeada recentemente e o trecho mais íngreme é uma pequena rampa com gradiente de 18%.

A 6ª etapa deve ter chegada rápida em Matera

A 6ª etapa, na quinta-feira, dia 8 de outubro, terá 188 km, entre Castrovillari e Matera. O primeiro sprint intermediário é em San Severino Lucano e o percurso tem uma única subida categorizada. Aproximando-se de Matera pelo sul, a rota começa a subir, contornando a cidade das pedras a oeste. A 3 km da chegada, a rota sobe por um quilômetro, com um pequeno trecho de 10% de inclinação, antes de uma descida suave. A chegada deve favorecer velocistas e vale lembrar que Mario Cipollini venceu em Matera duas vezes.

A 7ª etapa sai da Basilicata e vai a Puglia

A 7ª etapa, na sexta-feira, dia 9 de outubro, será de 143 km, de Matera a Brindisi, em um percurso praticamente plano, ao longo de estradas na maior parte largas e retas. Nos últimos 30 km, o percurso é rápido; nos últimos 5 km há passagens por ruas com curvas consecutivas e estreitamento parcial da faixa de rodagem. A 2 km da meta há um trecho em declive e uma subida muito leve. A última curva fica a 1.200m do final.

Percurso da 8ª etapa será na costa do Mar Adriático

A 8ª etapa, no sábado, dia 10 de outubro, será de Giovinazzo a Vieste (Gargano), com 200 km. O pelotão chega à Puglia e percorre a costa do Adriático. O primeiro trecho se estende por 90 quilômetros de Giovinazzo até o sprint intermediário inicial em Manfredonia, porta de entrada sul para Gargano. A corrida entra nesta península com antigos bosques de carvalhos e terá uma subida de segunda categoria no Monte Sant’Angelo, com extensão de 9,6 km e média de 6,1% Depois de descer de volta para a costa, a rota segue para o leste, cruzando uma subida de quarta categoria em La Guardia antes de chegar ao início do circuito de chegada de 14 km.

Etapa nos Apeninos, com muitas escaladas em 208 km

        A 9ª etapa, no domingo, 11 de outubro, terá 208 km, de San Salvo a Roccaraso (Aremogna), uma das importantes inovações desta primeira parte do Giro. A etapa será nos Apeninos, caracterizado por uma alta diferença de altura total (acima de 4.000 m). O pelotão subirá o Lanciano Pass, o San Leonardo Pass e o Bosco di Sant’Antonio, com ascensões longas e declives de dois dígitos. A escalada final é de cerca de 10 km em uma média de 5,7% de inclinação.
        O percurso começa na costa de Abruzzo em San Salvo e segue para o norte ao longo do Adriático, então vira para o interior para alcançar o primeiro sprint intermediário em Guardiagrele. Após uma curta descida, o primeiro do quarteto de grandes subidas é o Lanciano, frequentemente um trampolim para o famoso cume do Blockhaus, mas não nesta ocasião. A descida em direção a Scafa é rápida e técnica. Depois vem os 13,8 km do San Leonardo, com inclinação média de 4,5%, e a escalada ao Bosco di Sant’Antonio, de categoria 2. Dali, faltam 26 quilômetros para o final, mas ainda falta a passagem pela estação de esqui de Aremogna acima de Roccaraso.

A 10ª etapa se parece com uma “clássica belga”

Segunda semana

            Após o primeiro dia de descanso, a segunda semana começa com uma etapa de 177 km, entre Lanciano e Tortoreto, na terça-feira, 13 de outubro. A 10ª etapa tem o perfil de uma clássica de Flandres, com subidas curtas e acentuadas ao longo do percurso, algumas delas nos 40 km finais. A etapa começa descendo até a costa do Adriático e segue para o norte em direção a Pescara. O percurso, então, sobe a Chieti, cidade-natal do ciclista Giulio Ciccone, campeão de montanha do Giro de 2019. A partir daí, volta a descer para o mar e vai em direção à cidade de chegada de Tortoreto Lido, passando pelo primeiro sprint intermediário pouco antes.
        O trecho final de 40 km começa logo após este sprint, com uma rota irregular para o interior até a cidade antiga de Tortoreto, com rampas de até 8%. A partir daí vêm consecutivas “paredes”; a Colonnella tem inclinação média de 10% mas, em um ponto, é quase duas vezes mais íngreme. A subida Controguerra, por sua vez, conta com 24% de inclinação.

A 11ª etapa será ideal para os velocistas

        A 11ª etapa, na quarta-feira, 14 de outubro, será para velocistas e começa em Porto Sant’Elpidio, localidade final do Giro 2012 e regularmente destaque na rota Tirreno-Adriático. O primeiro sprint intermediário chega a Pesaro, pouco antes da única escalada do dia, o Monte San Bartolo, de quarta categoria. Além desse pequeno teste, a rota vira para o interior até Coriano, local do segundo sprint intermediário, e circunda a cidade de chegada de Rimini, cidade onde Marco Pantani morreu em 14 de fevereiro de 2004 e cidade-natal do cineasta Federico Fellini, que será homenageado no ano em que se festeja seu centenário de nascimento.

A 12ª etapa tem largada e chegada em Cesenatico, cidade-natal de Pantani

        A 12ª etapa, dia 15 de outubro, quinta-feira, será de 204 km, com largada e chegada em Cesenatico, cidade-natal de Pantani. A etapa homenageia o 50º aniversário do Gran Fondo Nove Colli, seguindo a mesma rota da corrida, com suas nove colinas pela Romagna, que somam 3.800 metros de ganho vertical. Há a subida da quarta categoria para Ciola, seguida pela subida da terceira categoria para Barbotto, com uma média de inclinação de 8,4% em um trecho de 4,5 quilômetros, mas há ainda uma rampa final em direção ao topo, com um trecho a 14%. A descida do Barbotto leva imediatamente a uma subida curta, mas, mais uma vez, íngreme, até Montetiffi, que antecede uma subida mais longa para Perticara, outra subida de terceira categoria.
        Depois de uma descida rápida há a escalada mais longa e mais alta do dia, até Madonna di Pugliano, de terceira categoria. Ainda há mais duas subidas no caminho, a última de quarta categoria em San Giovanni in Galilea. A partir deste ponto faltam 30 quilômetros até a meta.

A 13ª etapa terá circuito final de 40 km

        A 13ª etapa, dia 16 de outubro, sexta-feira, tem 192 km entre Cervia e Monselice. A menos que o vento apareça forte, não há muitos desafios nesta etapa, que se dirige ao norte pela planície plana do Rio Pó. Há um circuito final de 40 quilômetros e a chegada deve ser em sprint.

Percurso da 14ª etapa, contrarrelógio individual com 34,1 km 

        No sábado, 17 de outubro, a 14ª etapa, será de contrarrelógio individual, com percurso de 34,1 km entre Conegliano a Valdobbiadene, a etapa do vinho desta edição, entre vinhedos que produzem o Prosecco Superiore DOCG, patrimônio da Unesco. O percurso favorece os especialistas em crono, mas os escaladores não devem ser completamente superados, pois há uma subida significativa em cada extremidade.

A 15ª etapa terá largada da Base Aerea Rivolto, sede da Frecce Tricolori

            A segunda semana do Giro 2020 termina no domingo, dia 18 de outubro, com a 15ª etapa, que vai homenagear a Frecce Tricolori, a esquadrilha de acrobacias aéreas italiana que celebra seu 60º aniversário em 2020. A etapa, que terá largada na Base Aérea Rivolto, segue até Piancavallo, com 185 km de percurso e quatro escaladas. A última é até Piancavallo, com 14,5 km a uma inclinação média de 10%, onde Marco Pantani foi o vencedor solo na primeira visita do Giro em 1998. A subida foi escolhida o “Cima Pantani” deste ano, a escalada mais representativa do “Pirata”, um ídolo para sempre lembrado pelos fãs do ciclismo.

A 16ª etapa tem seis subidas categorizadas

Terceira semana

        A terceira e última semana do Giro começa com uma longa etapa, de 229 km, entre Udine e San Daniele del Friuli. A 16ª etapa, dia 20 de outubro, será mais um dia ao estilo “clássica”, com seis subidas categorizadas, todas de terceira categoria, exceto a primeira, a Madonnina del Domm, que começa após 19km de corrida, com pouco menos de 11 km de comprimento e uma média de 7,1% de inclinação. Depois vem o Monte Spig e a Monteaperta antes do circuito de chegada, que é percorrido três vezes, com duas subidas nele, a primeira muito curta, até o Castello di Susans, e a segunda, muito mais difícil, ao Monte di Ragogna, que tem uma média de 10,4% em 2,8 quilômetros, mas chega a atingir os 16%. O final do percurso conta com uma última rampa, com 20% no quilômetro final enquanto a estrada sobe a San Daniele del Friuli.

Chegada em Madonna di Campiglio está entre os desafios da 17ª etapa

        A 17ª etapa, no dia 21 de outubro, com 203 km, entre Bassano del Grappa e Madonna di Campiglio, será um longo dia nas montanhas. Desde o início, o percurso sobe muito suavemente pelos 40 km iniciais para chegar ao pé da subida de primeira categoria do Forcella Valbona. Há uma longa descida até Valbona antes de outra escalada de primeira categoria até o Monte Bondone, com uma média de 6,8% por 20 km. Outra longa descida leva ao primeiro sprint intermediário em Ponte Arche e ao Passo Durone, de terceira categoria.
        O percurso, então, sobe continuamente em direção ao teste final, passando o segundo sprint em Caderzone Terme. Alguns quilômetros adiante, chega a vez de encarar a Madonna di Campiglio, de categoria 1, com inclinação média de 5,7% ao longo de 12,5 quilômetros, que não é especialmente difícil em termos de perfil, mas, chegando lá, o pelotão já terá mais de 50 quilômetros de escalada nas pernas. (Vale lembrar que foi após esta etapa que, em 1999, Pantani foi forçado a abandonar a corrida devido ao elevado nível de hematócrito).

O lendário Stelvio no percurso da 18ª etapa

        A 18ª etapa, no dia 22 de outubro, de 207 km entre Pinzolo ao Laghi di Cancano, no Parco Nazionale dello Stelvio, passará pelo Stelvio, que, espera-se, esteja relativamente livre de neve. O dia promete ser épico, com mais de 5.400 metros de subida acumulada e uma nova chegada, em Laghi di Cancano. A subida inclui a “escala di Fraele”, 21 “degraus” íngremes comparados com as Lacets de Montvernier nos Alpes franceses.
        A etapa começa no Campo Carlo Magno, de segunda categoria, acima de Madonna di Campiglio, o primeiro teste do dia. Afastando-se dele, o pelotão chega a Val di Sole e segue por uma passagem recentemente aberta que aparece na rota do Giro pela primeira vez. Estendendo-se por 8,8 quilômetros, o Passo Castrin/Hohmandjoch não é longo, mas consistentemente íngreme até o cume, a 1.704 metros. A descida leva a corrida para o Val d’Ultimo, passa por Merano e vira para oeste, seguindo o rio Adige até chegar o Val Venosta.
        Começa então a aproximação ao Passo Stelvio, pelo lado de Prato. Desta pequena cidade, a ascensão mítica tem cerca de 25 km de comprimento, aumentando em média 7,5% por cento. O último terço da subida está acima de 2.000 metros. Depois, há uma descida em direção a Bormio, virando em Premadio para fazer a subida ao Laghi di Cancano. Com média de 6,8% em 8,7 quilômetros, não se compara ao Stelvio em estatura, mas, se o tempo estiver bom, ele se destacará tanto pelas vistas espetaculares quanto pela beleza da estrada, especialmente os ziguezagues em direção ao lago.

A 1ª etapa, com 253 km de Morbegno a Asti, é a mais longa do Giro 2020

        A 19ª etapa, dia 23 de outubro, com 253 km de Morbegno a Asti, é a mais longa do Giro 2020. Um dia ideal para os velocistas que sobraram na corrida após as duas etapas em plena montanha, que podem garantir uma recompensa na classificação por pontos. A etapa no Sul dos Alpes contorna a costa leste do Lago de Como, antes de virar para oeste em direção à própria Como e ao sul novamente para chegar a Saronno, famosa por seu licor de amaretto.

A penúltima etapa vai subir 5.000 metros ao cruzar três passagens lendárias antes do final em Sestriere

        A 20ª e penúltima etapa do Giro 2020, dia 24 de outubro, será de Alba a Sestriere, com 198 km, mais um dia duro nas montanhas antes da consagração em Milão. Certamente tão épica quanto a etapa no Stelvio, a penúltima etapa vai subir 5.000 metros ao cruzar três passagens lendárias e então subir até o mítico final em Sestriere, que apareceu pela primeira vez na rota Giro em 1914 em uma etapa de 468 km.
        O dia começa em Alba, ao sul de Torino, segue para Brossasco, local do primeiro sprint intermediário, e Casteldelfino, o início do Colle dell’Agnello, de longe a mais longa escalada do dia, que se estende por 21,3 quilômetros, com uma média de 6,8% enquanto sobe para 2.744 metros, apenas 14 metros a menos que o Stelvio. Resumindo, é imenso.
        Assim que o pelotão chega ao Château Queyras, na parte inferior, eles começam a escalar novamente, desta vez no lado clássico do Col d’Izoard que passa pelos campos de cascalho deslumbrantes e formações rochosas de Casse Déserte em direção ao cume, que vem após 14,2 km com inclinação de 7,1%. Mais uma vez, a descida é rápida, entrando em Briançon, onde a rota volta da França para a Itália através da passagem de segunda categoria Montgenèvre (8,4 km, 6%), que é muito uniforme na inclinação à medida que sobe até a fronteira. A descida em Cesena Torinese é comparativamente curta e leva direto para a subida final do dia para Sestriere. Como muitas outras estradas que acessam as estações de esqui, a inclinação é estável, a uma média de 5,9%. Mas os 11,4 quilômetros finais ainda podem causar um grande impacto, com 44 quilômetros de escalada já concluídos.

Contrarrelógio final com chegada em Milão

        O Giro 2020 termina no domingo, dia 25 de outubro, com um contrarrelógio individual de 15,7 km entre Cernusco sul Naviglio, Cidade Europeia do Esporte 2020, e Milão, na Piazza Duomo, que não deverá receber a multidão de fãs usual por causa das diretrizes de distanciamento social.

AS ETAPAS

Etapa 1 – 3 de outubro – Monreale – Palermo – 15,1 km Contrarrelógio individual
Etapa 2 – 4 de outubro – Alcamo – Agrigento – 149 km
Etapa 3 – 5 de outubro – Enna – Etna (Linguaglossa Piano Provenzana) – 150 km
Etapa 4 – 6 de outubro – Catania – Villafranca Tirrena – 140 km
Etapa 5 – 7 de outubro – Mileto – Camigliatello Silano – 225 km
Etapa 6 – 8 de outubro – Castrovillari – Matera – 188 km
Etapa 7 – 9 de outubro – Matera – Brindisi – 143 km
Etapa 8 – 10 de outubro – Giovinazzo – Vieste (Gargano) – 200 km
Etapa 9 – 11 de outubro – San Salvo – Roccaraso (Aremogna) – 208 km
12 de outubro – Descanso
Etapa 10 – 13 de outubro – Lanciano – Tortoreto – 177 km
Etapa 11 – 14 de outubro – Porto Sant’Elpidio – Rimini – 182 km
Etapa 12 – 15 de outubro – Cesenatico – Cesenatico – 204 km
Etapa 13 – 16 de outubro – Cervia – Monselice – 192 km
Etapa 14 – 17 de outubro – Conegliano – Valdobbiadene – Contrarrelógio individual 34,1 km
Etapa 15 – 18 de outubro – Base Aerea Rivolto (Frecce Tricolori) – Piancavallo – 185 km
19 de outubro – Descanso
Etapa 16 – 20 de outubro – Udine – San Daniele del Friuli – 229 km
Etapa 17 – 21 de outubro – Bassano del Grappa – Madonna di Campiglio – 203 km
Etapa 18 – 22 de outubro – Pinzolo – Laghi di Cancano (Parco Nazionale dello Stelvio) – 207 km
Etapa 19 – 23 de outubro – Morbegno – Asti – 253 km
Etapa 20 – 24 de outubro – Alba – Sestriere – 198 km
Etapa 21 – 25 de outubro – Cernusco sul Naviglio – Milão – Contrarrelógio – 15,7 km