ea Archive for Setembro 2020
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ASSISTA: A ESPERA / THE WAIT - O NOVO FILME DE HENRIQUE AVANCINI

Confira o novo filme de Henrique Avancini. Em A Espera, o atleta fala sobre como ele está lidando com este período em que o mundo está mudando frente a pandemia da Covid-19.
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PENALIZAÇÃO POR TEMPO PARA CICLISTAS QUE JOGAREM LIXO DURANTE COMPETIÇÕES


   
    A UCI está preparando punições para atletas que forem flagrados jogando lixo nas estradas durante competições por etapas. A informação foi classificada por David Lappartient, presidente da entidade, como um "comportamento inaceitável.
        "Está claro que tivemos um comportamento inaceitável de alguns atletas durante o Tour de France", afirmou o dirigente. "Quando você joga uma lata onde temos pessoas, tudo bem. Mas quando você joga lixo na natureza, isso é inaceitável", afirmou ele.
        Atualmente, os atletas que são flagrados jogando lixo são multados, mas segundo Lappartient, isso não está sendo suficiente. Por isso, segundo ele, medidas mais enérgicas serão tomadas.
        "Com certeza punições por tempo serão aplicadas. É claro que não podemos ficar assim. Existem esforços que foram feitos organizadores e alguns ciclistas, mas este não é o caso em todos os lugares", afirmou.
        Segundo ele, a gravidade da situação no ano passado durante a Vuelta levou algumas cidades a reconsiderarem a presença da prova em suas ruas, devido ao impacto ambiental. Em um determinado momento da prova, o Primeiro Ministro do país viu os atletas jogando lixo no chão antes de uma subida importante e ficou horrorizado com a situação, inclusive questionando a legalidade.
            Além disso, até mesmo o Tour de France está sofrendo uma grande pressão de grupos de defesa do meio ambiente. Na cidade de Lyon, o prefeito afirmou que "já não é mais aceitável sediar eventos esportivos que não levam em consideração sua pegada ambiental".
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Avancini e mais 5 brasileiros competem nesta quinta-feira na Copa do Mundo

Nesta quinta-feira (1º), será a vez do cross country olímpico (XCO), a mais cobiçada justamente por fazer parte do programa dos Jogos. O feminino está marcado para começar às 7h20 e o masculino, às 10h50. Ambos horários de Brasília.
Na sexta-feira (2), os ciclistas fazem outra prova de short track (12h o feminino e 12h45 o masculino), para novamente competir o cross country olímpico no domingo (4) (6h50 o feminino e 10h45 o masculino).
Vale lembrar que em ambas as sequências, a colocação final do short track influencia na posição de largada do cross country olímpico.
Além de Henrique Avancini, atual número dois do ranking mundial, Guilherme Muller e Letícia Cândido, Edson de Rezende Junior, Luiz C: ocuzzi e Raiza Goulão são os brasileiros inscritos na competição
A Etapa de Nove Mesto marca a retomada das competições de mountain bike e tudo sem público. Havia uma esperança de que cerca de 3 mil espectadores diários acompanhariam as provas. Mas com pandemia ainda fazendo estragos e para a proteção dos atletas, a organização da Copa do Mundo decidiu não autorizar a entrada de público.
A mesma poderá ser assistida na REDBULL TV clicando AQUI!

Amstel Gold Race cancelada após decisão de três municípios

        A clássica de ciclismo de estrada Amstel Gold Race, nos Países Baixos, foi nesta quarta-feira cancelada, devido à pandemia de covid-19, após os três municípios envolvidos terem concluído que não estarem em condições de segurança.
        Em comunicado, a organização anuncia que a medida foi tomada uma vez que não é possível garantir todas as condições exigidas a nível nacional, sobretudo a de ausência de público nas estradas, com os municípios de Eijsden-Margraten, Maastricht e Valkenburg a tomarem a decisão.
        "A pandemia de covid-19 torna a organização da Amstel Gold Race muito complexa. Trabalhamos muito tempo num plano à prova de covid-19, mas nas últimas semanas tornou-se cada vez mais claro que um traçado pela zona sul de Limburg seria impossível", pode ler-se no comunicado da organização.
        A decisão faz 'cair' uma das três clássicas das Ardenhas, e a única na Holanda, depois de hoje se ter disputado a Flèche Wallonne, com a Liège-Bastogne-Liège agendada para o próximo domingo, já em si num calendário refeito após a suspensão generalizada do ciclismo entre abril e o final de julho.
        A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos no mundo desde dezembro do ano passado.
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Fonte: https://www.record.pt/modalidades/ciclismo/detalhe/amstel-gold-race-cancelada-apos-decisao-de-tres-municipios

Em prova de recuperação, Henrique Avancini é 12º no retorno da Copa do Mundo de MTB

    
    Após meses de espera, a Copa do Mundo de Ciclismo Mountain Bike retornou nesta terça-feira, com as disputas do short track, na etapa de Nové Mesto, na República Tcheca. E o Brasil foi muito bem representado, com três atletas. Henrique Avancini foi o melhor deles, encerrando na 12ª colocação. Guilherme Muller foi o 25º e Letícia Cândido acabou em 37º em seus respectivos naipes.
        Avancini teve um bom início e liderou diversos trechos do percurso da prova. No entanto, escorregou na quarta volta (eram nove, no total) e sofreu uma queda, partindo para uma corrida de recuperação. Ao final, ele acabou em 12º, com o tempo de 20m19s, a quatro centésimos do líder, José Gerardo Ulloa Arevalo, do México.
        Arevalo foi o vencedor e os franceses Victor Koretzky e Maxime Marotte completaram o pódio. Outro brasileiro na disputa foi Guilherme Muller, que acabou em 25º, com 20m26s. O atual campeão olímpico e nove vezes campeão mundial Nino Schurter teve que se contentar com a 29ª posição, chegando a 13 centésimos do campeão.
        Entre as mulheres, vitória da britânica Evie Richards, em 20m52s. Assim como no masculino, a prata e o bronze foram para atletas da França: Pauline Ferrand Prevot e Loana Lecomte, respectivamente. A brasileira Letícia Cândido, de 29 anos, foi a 37ª, com uma volta a menos do que as demais.
        A Copa do Mundo de MTB seguirá em solo tcheco ao longo da semana. Na quinta-feira (1º), serão realizadas as provas do cross-country olímpico, a partir das 7h (horário de Brasília). Um dia depois, na sexta, haverá mais uma competição do short track, referente a uma nova etapa da Copa do Mundo. O evento será encerrado no domingo (04), com novas disputas do cross-country olímpico.
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Mexicano vence Copa de ciclismo, e termina com a cara cheia de lama...

O mexicano José Ulloa Arévalo venceu hoje uma prova "raiz" da Copa do Mundo de Mountain Bike, a primeira da temporada 2020, seriamente afetada pela pandemia do novo coronavírus. A corrida foi disputada com tempo chuvoso em Nove Mesto, na República Tcheca, e a lama na cara deixou os competidores irreconhecíveis.
A prova de ontem (29), primeiro dia da programação em Nove Mesto, foi de short track, uma versão reduzida do moutain bike, bem mais rápida. Os ciclistas pedalam sempre muito próximos, um "na roda" do outro, como se diz no ciclismo, o que faz com o que o barro jogado pela roda traseira de quem está à frente vá direto para o peito e para o rosto de quem está atrás. Exatamente por isso, muitos pedalam de óculos, o que não foi o caso do mexicano.
Foram 20 minutos de lama, até que Ulloa pedalasse mais forte nos metros finais para conseguir a vitória, seguido de Victor Koretzky e Maxime Marotte, ambos franceses. O brasileiro Henrique Avancini, segundo do ranking mundial, não teve um bom dia. Ele sofreu uma queda, chegou a cair para o 30º lugar, mas terminou em 12º. Guilherme Muller ficou em 25º.
Todos voltam a pedalar na quinta-feira (1), quando acontece a prova de XCO, que é a distância olímpica. A programação prevê duas etapas consecutivas em Nove Mesto. A segunda terá o short track na sexta (2) e a prova principal no domingo (4). Avancini busca a primeira vitória do Brasil em uma prova de XCO.
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Resultados do Cross Country Short Track (XCC) da Copa do Mundo de MTB 2020 em Nové Mesto, na República Tcheca.

As provas da Copa do Mundo estão de volta! O primeira das duas rodadas do Short Track desta semana deu início a uma série XC que terminará na tarde de domingo. Baixas temperaturas e saturação de chuva tornavam o percurso que às vezes lembrava uma pista de ciclocross. Aqui estão os resultados no formato de sprint da 1ª rodada de Nove Mesto.

Elite Feminino
1. RICHARDS Evie 20:52
2. FERRAND PREVOT Pauline +0:00 Photo Finish
3. LECOMTE Loana +0:01
4. FREI Sina +0:03
5. BRANDAU Elisabeth +0:03

Elite Masculino
1. ULLOA AREVALO Jose Gerardo 20:15
2. KORETZKY Victor +0:00
3. MAROTTE Maxime +0:02
4. COLOMBO Filippo +0:02
5. BRANDl Maximilian +0:02

Resultado Completo

Elite Feminino

Elite Masculino

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ARTESP faz alerta sobre utilização de bicicletas nas rodovias

       De janeiro até julho deste ano, ocorreram 268 acidentes, com 27 mortes de ciclistas pelas rodovias concedidas do Estado de São Paulo, segundo dados da ARTESP- Agência de Transporte do Estado de São Paulo. No mesmo período do ano passado, foram também 268 acidentes e 22 óbitos. No total, em 2019, houve 433 acidentes e 35 mortes.
        Com o objetivo de mudar esse cenário, durante a Semana Nacional do Trânsito de 2020, de 18 a 25 de setembro, a ARTESP e as 20 concessionárias que integram o Programa de Concessões Rodoviárias Paulistas intensificarão ações de conscientização para motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres para um trânsito mais consciente e seguro.
        "A Semana é uma oportunidade de reforçar todas as ações que são feitas pelas concessionárias sob a regulação da agência, ao longo do ano. São campanhas, ações educacionais, de conscientização, além de informações permanentes nas redes sociais e demais plataformas. Intervenções como essa são extremamente necessárias para aumentar o entendimento sobre o trânsito mais seguro e tranquilo", afirma Milton Persoli, diretor geral da ARTESP.
        Os Ciclistas devem assumir comportamentos seguros para evitar acidentes. Embora o tráfego de bicicletas no acostamento das rodovias brasileiras seja permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro, é preferível, por uma questão de segurança, que se evite transitar pelos acostamentos e seja dada preferência pela utilização de ciclovias e ciclofaixas adequadas.
        Caso seja realmente necessário o uso do acostamento em rodovias para andar de bicicleta, seguem algumas dicas de segurança:
        - Grupos de motociclistas e ciclistas não podem mais trafegar por vias federais sem autorização da Polícia Rodoviária Federal. Independente da quantidade de integrantes, os organizadores devem solicitar uma liberação junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) antes de circular pelas rodovias federais em todo país, mesmo que estejam fazendo apenas um passeio;
        - O ciclista deve estar atento ao fluxo de veículos, já que muitos motoristas não respeitam a distância mínima do ciclista, recomendada em 1,5 metro;
        - Evitar rodovias com tráfego intenso de caminhões. Ao realizar uma ultrapassagem, os caminhões geram correntes de ar e isso pode desequilibrar o ciclista;
        - Não dependa de sinal de mãos para ser visível, use equipamentos refletivos. Um caminhão carregado com 40 toneladas a uma velocidade de 80 km/h precisa, em média, de 97 metros para parar totalmente;
        - Evite passar fome, leve alimentos com você e coma alguma coisa de 30 em 30 minutos. Há muitos sites de ciclismo que orientam sobre a alimentação e a bebida do ciclista;
        - Mantenha-se hidratado;
        - Revise a estrutura de sua bike antes de sair com ela.

CALENDÁRIO UCI MTB 2021 - Confira as datas das provas da próxima temporada.

Bartek Wolinski / Red Bull Content Pool
A UCI anunciou as datas das principais provas de mountain biking da próxima temporada. No ano que vem, teremos um calendário um pouco mais enxuto, com seis rodadas na Copa do Mundo de XCO e seis na de DH.
Não existem novas pistas e espera-se que a temporada retorne a normalidade depois da pandemia da Covid-19. As únicas localidades que não terão competições são Mont Sainte Anne, no Canandá, e Vallnord, em Andorra. O Campeonato Mundial acontecerá em Val di Sole, na Itália.

Calendário Copa do Mundo de XCO 2021

Etapa 1; 8 e 9 Maio - Albstadt, Alemanha
Etapa 2: 15 e 16 Maio - Nove Mesto, Republica Tcheca
Etapa 3: 5 e 6 Junho - Leogang, Austria
Etapa 4: 3 e 4 Julho - Les Gets, França
Etapa 5: 4 e 5 Setembro - Lenzerheide, Suiça
Etapa 6: 18 e19 Setembro - Snowshoe, EUA

Calendário Copa do Mundo de DH 2021

Etapa 1; 24 e 25 Abril - Maribor, Eslovênia
Etapa 2: 5 e 6 Junho - Leogang, Áustria
Etapa 3: 12 e 13 Junho - Fort William, Reino Unido
Etapa 4: 3 e 4 Julho - Les Gets, França
Etapa 5: 4 e 5 Setembro - Lenzerheide, Suiça
Etapa 6: 18 e 19 Setembro - Snowshoe, EUA

Olimpíadas Tóquio

26 a 29 de Julho

Campeonato Mundial de MTB 2021

24 a 29 Agosto - Val Di Sole
XCO, XC Short Track, XC Relay, Downhill, e-MTB, 4X
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Julian Alaphilippe conquista o Mundial masculino de estrada e encerra jejum francês

    
    O francês Julian Alaphilippe conquistou neste domingo (27) a prova masculina de estrada, competição que encerrou o Mundial de Ciclismo em Ímola (ITA). Ele acabou com um jejum de 23 anos da França nesta prova, já que o última campeão mundial que o país teve foi Laurent Brochard em 1997.
        Após quase sete horas de prova e cerca de 258 km de percurso, Julian Alaphillippe conquistou o título mundial com 24 segundos de vantagem sobre o pelotão. O pódio foi completado pelo belga Wout van Aert (segundo lugar) e o suíço Marc Hirschi (terceiro lugar).
        Esta foi a nona vez que a França venceu a prova masculina de estrada em mundiais. Os países que mais venceram foram a Bélgica, que tem 26 conquistas, e a Itália, que possui 19 títulos.
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Por que a maior fábrica de bikes do mundo não está dando conta da demanda?

    
    Taichung, Taiwan – Porque as academias estão fechadas e poderíamos fazer um pouco mais de exercício; porque estamos evitando ônibus e trens; porque estamos precisando de atividades em grupo ao ar livre; ou talvez apenas porque a pandemia nos fez desejar prazeres simples, como o vento batendo no rosto, as vendas de bicicletas estão subindo ao redor do mundo.
        O resultado foi uma escassez internacional de bicicletas. E a maior fabricante do mundo, a Giant, espera que sua oferta permaneça apertada por algum tempo.
        Depois que o presidente Donald Trump iniciou sua guerra comercial com a China em 2018, a Giant transferiu parte de sua fabricação destinada ao mercado americano para a base da empresa em Taiwan, para evitar as tarifas adicionais. No ano seguinte, a União Europeia impôs tarifas antidumping às bicicletas elétricas da China, de modo que a Giant também começou a fazê-las em Taiwan.
        Mas, quando a pandemia fez com que a demanda por bicicletas desse um salto, a Giant precisou reverter o processo. Com suas instalações em Taiwan já sob pressão, a empresa não teve escolha a não ser aumentar a produção na China, mesmo que isso significasse suportar o custo extra das tarifas.
“Não há outro lugar no mundo que possa ir de zero a cem em um instante como a China”, disse em uma entrevista Bonnie Tu, a presidente da Giant.
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Dica importante: Pressão ideal para os pneus da sua bike

    
    Para começar, você sabe o que é PSI? Essa é a unidade de medida mais utilizada no Brasil para a calibragem de pneus. A sigla significa Pound Force per Square Inch, ou Libra Força por Polegada Quadrada, que é a resultante de uma força aplicada a uma área de uma polegada quadrada. É a unidade de medida de pressão padrão da indústria inglesa e americana.

Qual a calibragem correta?

        Engana-se quem acredita que quanto mais cheio o pneu, mais a bicicleta vai render. O pneu precisa absorver as irregularidades do solo, oferecer tração e ao mesmo tempo manter o conforto para o ciclista.         Quando for calibrar o seu pneu, considere o tipo e tamanho do pneu, peso do ciclista e bicicleta somados, e as condições do terreno. Sempre que for rodar com a sua bicicleta, verifique a calibragem e, caso necessário, calibre com a pressão indicada para seu peso, condição de uso e tipo de pneu.

Excesso de pressão

        Uma bicicleta com o pneu muito cheio tende a perder contato com o solo em trechos irregulares e nas curvas. Outro ponto sacrificado é o conforto, a bicicleta vibra e a condução é comprometida. Também está propenso a danos nos pneus causados por pedras afiadas e perigos semelhantes da estrada. Mas há, sim, alguma vantagem quando rodando em uma superfície ultralisa, como a de um velódromo.

Pneu murcho

        Um pneu muito murcho terá maior resistência de rolamento. Também estará mais propenso a furar: é o tipo de furo que chamamos de snake bite, ou seja, picada de cobra, devido ao formato do furo pelo impacto do aro contra a câmara. Um pneu murcho pode até sair do aro durante as curvas. Este é um problema particular com pneus largos em aros estreitos.

Os pneus com calibragem ideal

        Com a calibragem correta, o pneu terá resistência ideal de rolamento. Um pneu inflado corretamente não terá as “picadas de cobra” em uso normal. Também irá absorver melhor as irregularidades da superfície do terreno, melhorando o conforto do piloto. Absorvendo as irregularidades da superfície, ele não irá quicar nem perder a tração.
Indicação na banda
        Não se engane com a informação na banda lateral do pneu, que indica a pressão máxima recomendada. Este número informa a máxima pressão que o pneu irá suportar, porém, considere que os pneus durante o uso irão se deformar e a pressão varia com o calor, impactos e peso do conjunto bicicleta, ciclista e carga.

Ferramentas

        Você precisa de uma aferidor de calibragem, mas também pode utilizar o manômetro da bomba infladora. Uma dica bacana é um aplicativo da tradicional marca italiana de pneus Vittoria, que pode ser baixado para IOS ou Androide no link www.vittoria.com

Principais tópicos sobre pneus

Para escolher a pressão precisamos saber:
        Quão fina é a TPI (Thread per Inch), que é a trama do pneu. Ou seja, o quanto flexível é a carcaça do pneu. Quanto mais alto o TPI, maior a pressão possível.
        Qual a construção: Clincher é menos flexível e sofre mais de histerese (fricção interna) do que um tubular, portanto suportando maior pressão. Tubeless pode usar pressão menor, pois não corre risco de ‘pinch flat’/snake bite.
Peso total do sistema: quanto mais pesado bike e ciclista, maior a pressão necessária para ‘sustentar’ o peso. Por isso que colocamos uma pressão maior nos pneus de nossos carros quando viajamos com ele cheio.
        Condições climáticas e do piso – com chuva temos menos aderência, por isso precisamos de uma área de contato maior, que se obtém com uma pressão menor (pneu menos cheio). Em pisos muito irregulares, um pneu ‘duro’, ou seja, muito cheio, com pressão muito alta, irá ficar menos tempo em contato com a superfície e com isso perderá tração. Ou seja, perdemos desempenho e conforto!
        Para MTB, a largura do pneu: a largura do pneu afeta o volume de ar interno, o que afeta diretamente a pressão. Como no MTB a largura do pneu varia muito mais, isso tem de ser considerado. Para estrada, o efeito é menor, a não ser que se esteja comparando um pneu 19C de pista com um 28C de granfondo/treino. Quanto mais largo o pneu, menor a pressão a ser usada, pois maior será o volume de ar dentro do pneu.
        A função principal do pneu é manter a bicicleta o máximo possível em contato com o piso. Por isso que a roda de madeira foi substituída pelo pneu de borracha: não só para conforto, mas para desempenho.
A PRESSÃO IDEAL PARA OS PNEUS MUDA CONFORME AS CIRCUNSTÂNCIAS, POR EXEMPLO, CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E O PISO
© Alex Emanuel Koch / © Roundstripe / © Vereshchagin Dmitry

O pneu tem que deformar para criar uma área de contato maior.

        O pneu tem que deformar para absorver pequenas irregularidades do piso e manter a bike em contato com o chão, fazendo com que toda a força exercida pelas pernas seja direcionada a propulsionar a bike para a frente!
        A pressão muda conforme o pneu deforma: apenas para reforçar que jamais se deve usar uma pressão próxima da máxima escrita na lateral do pneu.
        E último, mas não menos importante: a preferência pessoal. Algumas pessoas preferem uma bike um pouco mais dura, mais agressiva, e outros preferem um pouco mais macias. Às vezes uma bike com entre-eixos mais curta, que é mais ‘arisca’, pode ser amansada com uma calibragem um pouco mais baixa.
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Você pode usar esta CALCULADORA DE PRESSÃO - SRAM, para ver qual a calibragem correta para a sua bike.
Nesta Tabela você poder ter uma média em relação ao tamanho da roda de sua bike:














MTB Festival e Ladeiras Trail em Mairiporã 2020

O MTB Festival engloba competições ciclísticas, Campeonato Brasileiro de XCO, Brasileiro de short track e Brasileiro de E-MTB, em Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2020, segunda-feira de feriado nacional. Uma corrida de trilha da Ladeiras Trail também integra a programação em 02/11.
Importante: a realização da prova pedestre depende da fase do Plano São Paulo, o de retomada gradual da economia em meio à pandemia de covid-19, na qual o município estará na semana do evento. Em setembro de 2020, encontrava-se na Amarela.
Detalhes do evento

Evento: MTB Festival e Ladeiras Trail em Mairiporã 2020

Modalidade: ciclismo, corrida de trilha

Data: 02/11/2020 (segunda-feira)

Local: Instituto Mairiporã

Endereço: Avenida Thomaz Rodrigues da Cruz, 1113; Luiz Fagundes

Localidade: Mairiporã-SP

CEP: 07625-110

Evento para: praticar

Mais informações: http://mtbfestival.com.br

Informações sobre inscrições

As inscrições (clique aqui) foram abertas em 21 de setembro de 2020. As para as provas ciclísticas são apenas para federados; as para a pedestre, que custam R$ 180, são abertas ao público que apresentar exame RT-PCR (para covid-19) negativo.

Mapa/Como chegar ao local

Letícia Cândido quer aproveitar Mundial depois de estreia 'bater na trave'

    
    No que pode    ria ter sido sua primeira participação em um Campeonato Mundial de mountain bike, a ciclista mineira Letícia Cândido viu o sonho se desfazer com uma queda nos treinos do local da competição faltando poucos dias para sua estreia. Letícia seguiu com a delegação e precisou ver os companheiros do lado de fora. Em 2020, ela volta a ganhar nova oportunidade, com a certeza de que lições foram tiradas.
        "Eu esperava ser chamada neste ano novamente, mesmo em um período de incertezas. O acidente do ano passado é algo que acontece, a queda que sofri foi importante para o meu crescimento. Quando estamos em um Mundial pela primeira vez, existe muita euforia e acho que isso me desestabilizou. Agora estou com outra cabeça, mais madura e tenho certeza que minha participação será completa. Quero representar bem o Brasil e voltar com pontos na bagagem", comenta a atleta, natural de Ouro Branco.
        Letícia não é favorita para representar o Brasil na Olimpíada de Tóquio, mas não desiste da possibilidade. Diante de potências do mountain bike mundial, ela não pensar em uma colocação específica.
        "Mundiais são sempre difíceis, ainda mais quando se está estreando. Ano passado não pude sentir a intensidade da prova. Para este ano, não estabeleci meta. Treinei muito e quero dar o meu melhor. O resultado será a consequência do que vou fazer", indica. 
        Uma das representantes de Minas Gerais no time nacional, ela parte nesta sexta-feira para a sede do evento, em Leogang, na Áustria. Além dela, Guilherme Muller também estará defendendo o Estado, celeiro da modalidade. "Será incrível termos dois mineiros por lá", resume.
        Apesar da possibidade que tinha de realizar os treinos longe de casa, ela fez questão de, nos últimos anos, se manter na sua cidade-natal, contando com boa estrutura, profissionais capacitados e a presença da família e dos amigos.
        "Isso favorece o lado psicológico. Meu treinador acompanha meu rendimento em tempo real. A preparação física faço com um personal, que está sempre do meu lado, assim como as atividades de fisioterapia. Ouro Branco é a cidade que escolhi para viver e treinar, na região consigo fazer circuitos e simulações, não sinto falta de nada", garante.
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CBC convoca atletas selecionados para o Mundial de XCO 2020

        A Confederação Brasileira de Ciclismo convocou por meio de uma nota em seu site os atletas selecionados para correr o Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO 2020, que acontecera entre os dias 05 e 11 de outubro de 2020, na cidade de Leogang, na Austria.

Nota para a imprensa

CONVOCAÇÃO

CAMPEONATO MUNDIAL DE MTB XCO - AUSTRIA

        A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), convoca os atletas abaixo relacionados para participarem do Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO, que acontecerá entre os dias 05 e 11 de outubro de 2020, na cidade de Leogang, na Austria.

Critérios de convocação

        A convocação tem como objetivo exclusivo o Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO. Para selecionar os atletas convocados, foram adotados critérios objetivos, fundamentados em resultados esportivos e rankings, como também critérios subjetivos, incluindo fator idade, renovação da base, surgimento de novos atletas com alto índice técnico e atletas que tenham apresentado resultados crescentes significativos ao longo da última temporada.

Relação de convocados:

Henrique Avancini - Elite
Guilherme Muller - Elite
Luiz Cocuzzi - Elite
Ulan Bastos - Sub23
Raiza Goulão - Elite
Leticia Candido - Elite
Giuliana Morgen - Junior
Alex Malacarne - Junior

Carlos Polazzo - Coordenador
Carolina Avancini - Fisioterapeuta
Carlos Renato - Mecânico

*** A CBC também convocou a atleta Jaqueline Mourão que decidiu abrir mão da participação por motivos pessoais.

Assessoria de Comunicação - CBC

Telefone: (61) 3585.1051 | (61) 9123.2218 
E-mail: imprensa@cbc.esp.br 
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Fonte: https://www.pedal.com.br/mundial-de-mtb-xco-2020-cbc-convoca-atletas-selecioandos_texto14600.html

Focada em Tóquio, Jaqueline Mourão abre mão de vaga no Mundial de Mountain Bike

    
    Um dos maiores nomes do ciclismo brasileiro em todos os tempos, Jaqueline Mourão preferiu por não estar presente no Campeonato Mundial de mountain bike, que vai acontecer entre 5 e 11 de outubro em Leogang, na Áustria.
        A atleta de 44 anos, que mora no Canadá, tem outras prioridades no momento, incluindo reunir todas as forças possíveis para estar, no ano que vem, no que pode ser sua sétima participação olímpica. Até aqui, ela soma duas presenças nos Jogos de verão e quatro nos Jogos de inverno, competindo no esqui e biatlo.
        Depois de receber a convocação por parte da Confederação Brasileira de Ciclismo, ela agradeceu o chamado em decisão conjunta com seus patrocinadores.
        "Fui convocada mas abri mão da minha vaga. Desde o início do isolamento, venho conversando com a Confederação e o pessoal da Sense Factory Racing. Todos estamos de comum acordo que seria melhor concentrar na temporada 2021 e nas Olimpíadas. Nós focamos na preparação e em arriscar menos em virtude da Covid-19. Os pontos de agora não contam para o ranking olímpico", lembra Jaque, mineira de Belo Horizonte.
        O Brasil segue na briga para ter mais de uma atleta nos Jogos de Tóquio. O número de representantes vai de acordo com o ranking do país no cenário internacional. No feminino, o país, 19º colocado, teria direito a uma única vaga, que é dada às nações entre 8ª e 21ª posição no ranking. Para ter uma segunda atleta, teria que estar entre o 3º e 7º lugar.
        Na briga com Jaque, estão Raíza Goulão e Letícia Cândido, que estarão presentes no Mundial da Áustria.
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Dia Mundial sem Carro chama atenção para bicicleta como alternativa

    
    Na última terça-feira (22) foi comemorado o Dia Mundial Sem Carro. A data é usada por entidades envolvidas com o debate sobre mobilidade urbana para chamar a atenção para alternativas a veículos individuais motorizados, como a bicicleta.
        Este é o meio de transporte de Marcelo Santos. Aposentado, ele se desloca pedalando e tem um projeto com alunos de jornalismo da Universidade Federal Fluminense sobre o tema. Até se aposentar, ia da casa para o trabalho em um trajeto de 14 quilômetros diários de pedalada.
        “Eu usava transporte público, mas encontrava dificuldade. Andei muito de bicicleta até meus 26 anos e voltei a andar há quatro anos. A opção foi por achar mais fácil me movimentar entre meu trabalho e minha casa sem transtorno de engarrafamento e outros obstáculos”, conta.
        Não há dados muito consolidados sobre a realidade de pessoas como Marcelo no Brasil. De acordo com o relatório mais atual sobre os ciclistas, denominada Perfil do Ciclista 2018, da Parceria Nacional pela Mobilidade por Bicicleta, 75,8% utilizavam o meio de transporte para ir ao trabalho, 61,9% para o lazer, 55,7% para fazer compras e 25,4% para ir à faculdade.
        Dos ouvidos, 82,5% pedalavam mais de cinco vezes por semana, 59% usavam há mais de cinco anos, 55% levavam entre 10 minutos e 30 minutos em suas viagens, 40,3% têm renda entre 1 e 2 salários e 25.7% têm entre 25 e 34 anos de idade.
        As principais motivações para pedalar são rapidez e praticidade (34,8%), saúde (25,8%) e custo (22%). Os principais problemas enfrentados são segurança no trânsito (40,8%), a infraestrutura (37,9%), segurança pública (7,9%) e sinalização (6,9%).
        A diretora-presidente da União de Ciclistas do Brasil, Ana Carboni, destaca que apesar da presença quantitativa das bicicletas no país, ela ainda é pouco valorizada como meio de transporte tanto entre as pessoas quanto no planejamento das cidades e das estruturas de mobilidade.
        “A frota de bicicleta é maior do que a de automóveis. Contudo, o Brasil continua priorizando os veículos individuais motorizados. 80% da infraestrutura viária nas cidades é dedicada ao carro e à moto, que transporta menos de 30% da população. Existe um desequilíbrio muito grande. A maioria das pessoas se locomove a pé, de bicicleta ou de transporte público”, pondera.
        Ana Carboni defende que é preciso repensar as cidades considerando novos modelos de mobilidade. A dificuldade posta nas distâncias de grandes centros urbanos está diretamente relacionada às desigualdades e como elas se colocam nos territórios. Mas ela acredita que as duas rodas podem ser uma alternativa real, não somente sozinhas como em combinação com outros modais, como metrô.
        “A bicicleta tem potencial de intermodalidade, mas o transporte público precisa melhorar. Precisa haver investimento em infraestrutura, em bicicletários, bicicletas compartilhadas, e a bicicleta pode ser usada como primeira ou última perna”, defende. Ela cita como exemplo a cidade de Fortaleza, onde é possível usar o bilhete de ônibus para pegar bicicletas compartilhadas e fazer parte do trajeto.

CICLISMO E PANDEMIA

        A União dos Ciclistas do Brasil lançou um documento com sugestões de adaptação das vias e estruturas de mobilidade no contexto da pandemia. Como o transporte público se tornou um vetor de transmissão do vírus e parte expressiva da população não conta com a possibilidade do transporte por carro, as bicicletas se tornaram uma alternativa de mobilidade.
        As bicicletas também passam a ser empregadas crescentemente na logística. Os entregadores de aplicativo são um exemplo dessa tendência e forma de deslocamento.
        “O transporte por bicicleta não polui o ar, evita contato físico direto e promove saúde e bem-estar. Além dos benefícios ambientais, há também benefícios socioeconômicos: trata-se de um veículo de baixo custo e acessível, sendo a ciclomobilidade a aposta de muitos países para recuperar a economia”, defendem os autores.
        Uma série de cidades em todo o mundo, como Berlim (Alemanha), Bogotá (Colômbia) e Vancouver (Canadá) adotaram medidas emergenciais, como a construção de ciclovias temporárias (com sinalização ou com reserva de faixas com cones, por exemplo).
        A construção dessas ciclofaixas pode ser feita a baixo custo, com sinalização. O documento sugere cores como amarelo e vermelho para remeter ao sinal de alerta e trazer maior contraste com o pavimento. São sugeridas também barreiras móveis para reforçar a demarcação e evitar acidentes causados por motoristas.
        Outra alternativa é a ampliação de espaços para pessoas. Em Brasília, isso foi feito na pandemia em algumas vias. Mas, de acordo com os autores, ainda de forma limitada por ocorrer em alguns dias. Eles advogam pelo uso deste recurso de forma mais perene, com o objetivo de incentivar o deslocamento ativo.
        Marcelo Santos destaca que várias cidades estão vendo o novo normal com a necessidade de incentivar a mobilidade ativa. “Sabe-se que no Brasil 70% das viagens são de no máximo 8 km, é uma distância viável para qualquer um pedalar. O desafio maior é da sociedade entender que esse é um momento de retornar diferentes”, opina.
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BICICLETAS DE TRILHAS (MOUNTAIN BIKES) - CONHEÇA OS TIPOS E COMO ESCOLHER...

    
    O mountain biking é uma modalidade do ciclismo que nasceu nos anos 1970 na Califórnia, Estados Unidos. De lá pra cá, o que começou como um bando de malucos adaptando bikes cruiser para descer ladeiras de terra, evoluiu e se diversificou em em esporte com várias categorias, cada uma com seus objetivos e bicicletas adequadas.

  • Índice - Os diferentes tipos de mountain bikes
    • O que é Mountain Bike ou Bicicletas de Montanha ?
    • Bikes de Cross-Country
    • Bikes de Trail ou All Mountain
    • Bikes de Enduro
    • Bikes de Downhill
    • Perguntas e Respostas
    • Vale a pena ter uma mountain bike que não seja aro 29 ?
    • Qual a melhor marca de mountain bike ?
    • Vale a pena ter uma mountain bike de competição apenas para uso básico ?
    • Posso usar uma mountain bike no asfalto ?

    • O que é Mountain Bike ou Bicicletas de Montanha ?
        O termo mountain bike em tradução direta significa "bicicletas de montanha", diferente de "mountain biking" que é a atividade - o ciclismo de montanha. Muitas vezes são chamadas também como bicicleta de trilha e quando falamos de bicicletas 29 estamos em geral falando de mountain bikes, já que esse é o tamanho atualmente considerado padrão para as rodas.
        Apesar de no Brasil muita gente usar mountain bikes para se locomover no ambiente urbano, o propósito delas é andar fora de estrada (off-road), seja em estradas de terra ou trilhas super-técnicas.
        É possível usar essas bicicletas para terra / trilhas e asfalto, mas nas maioria das situações, uma bicicleta dedicada para o uso urbano será mais eficiente e mais barata. Da mesma maneira, uma speed (road bike) terá um desempenho muito melhor no asfalto.
    • Bikes de Cross-Country
        O Cross-Country, também chamado de XC é a modalidade do ciclismo mais praticada no Brasil. Normalmente, os praticantes do cross-country gostam de uma pedalada com mais desempenho atlético, com foco tanto nas subidas quanto nas descidas. basicamente, ele é dividido em duas modalidades:
        O Cross Country Olímpico (XCO), que acontece em várias voltas em circuitos com mais ou menos 4km, e o cross-country maratona (XCM), em que os atletas pedalam por trilhas e estradas em uma volta só, sendo um percurso bem mais longo.
        As boas bikes para XC são leves, rápidas, ágeis e sobem muito bem. A maioria das bikes de XC possuem ao menos uma suspensão dianteira, mas muitas delas possuem uma suspensão traseira também.
        Normalmente, a curso de suspensão deste tipo de bicicleta, que é a capacidade que a suspensão tem de se mover em um impacto, fica na casa dos 100mm, o que não é muita coisa.
        Atualmente, algumas marcas já começaram a fazer bikes de XC com um pouco mais de curso, com alguns modelos com até 120mm de suspensão. Elas são indicados para provas mais técnicas como competições de XCO em circuitos com muitos obstáculos.
        As bikes de cross-country são indicadas para quem quer fazer pedais com mais desempenho, quilometragens maiores ou mesmo participar de competições de cross-country olímpico e maratona.
        Vale destacar que, para manter a eficiência na subida, este tipo de bike costuma ter um comportamento na descida menos eficiente.
        Além de terem menos suspensão, elas costumam ter pneus um pouco mais estreitos, além de uma geometria que coloca o piloto em uma posição mais indicada para subidas.
        Apesar disso, muitas bikes de XC mais modernas já contam com uma geometria bem mais adaptada aos desafios técnicos.

    • Bikes de Trail ou All Mountain
        As bikes chamadas hoje de Trail Bikes/All Mountain são mais indicadas para pedaladas um pouco mais recreacionais do que o cross-country. Neste tipo de pedal, o desempenho ainda importa, mas o ciclista está disposto a abrir mão de alguns segundos nas subidas para ganhar mais controle e diversão nas descidas.
        Por isso, as bikes de trail são muito parecidas com as bikes de cross-country, mas com uma pitadinha adicional de características indicadas para descidas. Via de regra, elas sobem quase tão bem quanto uma bike de XC, mas sua geometria, seus pneus e suas suspensões ganham mais capacidade na hora de descer.
        Geralmente, o curso da suspensão de uma trail bike fica entre 120mm e 140mm, com pneus um pouco mais pesados e agressivos e guidões mais largos. Muitas delas já vem com canotes retráteis, uma tendência que está ficando comum até nas bikes de XC.
        Apesar disso, algumas bikes de trail pode encarar uma competição de maratona ou XCO com bastante desenvoltura, mas é claro que ela não vai oferecer a mesma eficiência pura de uma XCzeira tradicional.
        Quando falamos em geometria, a bike de trail já é tem uma geometria mais longa e relaxada do que a de XC, o que aumenta sua capacidade de andar em velocidades altas e em terrenos mais técnicos.
        As bikes de trail são indicadas para quem quer fazer aquele pedal mais recreacional, encarando subidas e descidas com bastante desempenho.
        Vale destacar que, se você é iniciante, este tipo de bike pode oferecer um pouco mais de “folga” e conforto na pilotagem, o que tende a compensar um pouco a falta de habilidade de quem está começando no esporte. Para quem não pretende competir, costuma ser uma opção melhor.
    • Trail ou All Mountain ?
        O All Mountain e Trail acabam sendo termos que se misturaram. Algumas marcas usam o Trail para falar das bikes mais próximas das de Cross-Country e All Mountain para bikes mais agressivas próximas das bikes de Enduro, mas outras simplesmente usam apenas Trail e Enduro.
    • Bikes de Enduro
        As bikes desta categoria são ideais para que busca se divertir nas descidas. Isso porque, embora elas sejam capazes de subir relativamente bem, boa parte do projeto de uma bike de All Mountain ou Enduro foi pensada para quando a trilha vira para baixo.
        O Enduro acabou se tornando uma modalidade própria, com competições de alto nível e mundiais.

        Em uma prova de Enduro, os pilotos devem encarar especiais de descida cronometrada. Mas, antes de descer, eles precisam chegar no topo da montanha. Apesar do tempo na subida não contar, existe um limite de tempo entre uma especial e a outra.
        Então, se você tem o perfil de subir sem muita pressa, só para descer o mais rápido possível, escolha as bikes desta categoria. Para identificá-las, procure por modelos com cerca de 140mm até mais ou menos 170mm de curso de suspensão, caixas de direção bem mais “deitadas”, entre-eixos mais longos e pneus mais largos, pesados e resistentes.
        Esses e outros detalhes aumentam a capacidade da bike nas descidas, mas acabam comprometendo sua eficiência nas subidas e trechos de pedalada. Assim como as bikes de trail em comparação com as de XC, uma bike de enduro vai oferecer para o ciclista iniciante uma maior facilidade para encarar as descidas e obstáculos.
    • Bikes de Downhill
        Uma bike de Downhill (DH) é uma máquina criada apenas para as descidas. Apesar de serem capazes de, nas mãos certas, descerem trilhas que a maioria das pessoas não conseguiria descer a pé, uma bike desta modalidade serve apenas para fazer isso.
        Para se ter ideia, elas não utilizam nem um canote retrátil, já que um pequeno canote para segurar o banco em uma posição baixa é mais do que o suficiente. Afinal, para chegar ao topo das subidas, os atletas desta modalidades utilizam teleféricos ou "resgates" motorizados.
        As marchas também são reduzidas: enquanto bicicletas de outras modalidades tendem a ter 12 marchas ou mais, as de downhill algumas vezes podem ter somente 7.
        Uma bike de Downhill possui suspensões extremamente grandes, muitas com 200mm de curso, e pneus que mais parecem ser de motocross. As bikes são extremamente reforçadas e resistentes, com geometrias que permitem manter o controle mesmo em situações absurdas.

  • Perguntas e Respostas
    • Vale a pena ter uma mountain bike que não seja aro 29 ?
        Vemos cada vez menos argumentos contra a eficiência das 29". E uma outra coisa que é preciso levar em consideração é quanto ao desenvolvimento de novos rodas, especialmente aros e pneus, para outros tamanhos. Sendo assim, poderá ser cada vez mais difícil ter uma variedade de produtos que não sejam 29" e certamente não terão grandes novidades.
        Caso o uso da bike seja urbano e não haja pretensão de melhoria nas peças, ou seja, a mountain bike for usada para passeios ou locomoção, não há muita diferença de performance nas rodas 29", não sendo vantagem trocar sua bike atual somente por isso.
    • Qual a melhor marca de mountain bike ?
        Não existe melhor marca de bicicleta de trilha. A cada ano surgem novidades e a tecnologia não para de evoluir. Existem algumas marcas que estão no topo do desenvolvimento, brigando entre si e se superando a cada ano. Algumas marcas também são melhores em uma determinada modalidade.
    • Vale a pena ter uma mountain bike de competição apenas para uso básico ?
        Em geral, é um desperdício de dinheiro que pode não se refletir na melhor experiência de uso. Uma MTB de competição é feita para ganhar corridas. Em contra-partida, pode ser menos confortável e ter necessidades maiores de manutenção.
    • Posso usar uma mountain bike no asfalto ?
        Uma mountain bike de verdade terá pneus com cravos, popularmente chamados de pneus biscoito, que são ótimos na terra, porém no asfalto deixam a bicicleta mais lenta e curiosamente podem ser mais escorregadios que os pneus lisos urbanos (chamados de pneus slick).
        Além disso, ela poderá ter uma relação de marchas muito mais voltada para situações extremas de ladeiras inclinadas e também buscando desempenho. Isso custará mais caro e trará maior manutenção, com um benefício não tão grande.
        Além disso, dependendo do nível, ela poderá ter suspensões, que ao contrário do que se pensa, não é para trazer conforto no uso urbano, mas sim maior controle e desempenho na terra. Uma suspensão ruim aumentará o peso sem muito benefício e uma suspensão muito boa pode ser mais cara que bicicletas populares, com pouca vantagem para pedalar no asfalto.
        O conforto de uma bicicleta no uso urbano deve ser dado pelo selim correto, ajuste de medidas e pressão certa do pneu.
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TOUR DE FRANCE: Tadej Pogacar, o garoto que fez o que ninguém fazia há mais de 100 anos.

    
    Filho de pai designer de móveis e de mãe professora de francês, o esloveno de 21 anos tornou-se este domingo no 2.º vencedor mais jovem de sempre do Tour, só atrás de Henri Cornet, em 1904. Além disso, o ciclista da UAE Emirates, que até começou no futebol e que teve a sua primeira vitória como profissional na Volta ao Algarve, fez o que apenas Eddie Merckx conseguiu na história do Tour: levar para casa três camisas. Um prodígio, uma das caras de uma geração de exceção.    
        Isto no ciclismo, já tendemos a falar quase sempre, com "pinças". E a culpa não é nossa, é mesmo dele - e ele que nos perdoe, mas é mesmo assim. Porque muitos de nós já viram um pouquinho de tudo no Tour, desde ciclistas expulsos no meio da prova, ciclistas que desapareceram em plena corrida, até o herói, o maior de sempre, afinal era um trapasseiro, tudo confessado em pleno talk show norte-americano, para vergonha nossa, nós que trocamos incontáveis horas de nosso dia para ver o Capitão América montanha acima, ele e a sua história de superação.
        Sabem o que é uma traição? Isso é uma traição e o ciclismo já nos traiu algumas vezes.
        Estamos queimados, como gato escaldado, temos medo de um dia olharmos para as notícias e mais uma vez levarmos as mãos à cara, de embaraço por termos voltado a acreditar. Mas, nunca se esqueçam, em cada amante do ciclismo há um romântico e por isso aí vai: aquilo que Tadej Pogacar fez no sábado, naquele contrarrelógio entre Lure e La Planche des Belles Filles, não é um dos feitos esportivos do ano... É um dos feitos esportivos do século, um dos maiores momentos da história recente do centenário Tour.
        Em 36,2 quilômetros, um garoto de 21 anos, com ar de menos ainda, comeu os 57 segundos que tinha de atraso para o líder e vencedor antecipado Primoz Roglic, e deu-lhe ainda outros 59, para se tornar no mais jovem vencedor do Tour desde 1904, quando um tal de Henri Cornet, a uns dias de completar 20 anos, ganhou a segunda edição da prova. Tudo isto na penúltima etapa, no derradeiro momento, numa Volta a França em que nem sequer partia como o líder absoluto da UAE Emirates. Num Tour onde à etapa 7 perdeu inesperadamente mais de um minuto devido a uma mudança de direção do vento, que fragmentou o pelotão e deixou o esloveno sozinho, sem a proteção de uma equipe com quem raramente pôde contar - o suposto líder, Fabio Aru, sem condições, desistiu cedo, e Davide Formolo caiu e teve de abandonar.
O esloveno de amarelo em Paris - ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/GETTY
        Depois desse infortúnio, Pogacar não mais parou: na etapa seguinte atacou e recuperou desde logo algum do tempo perdido. E venceu em Laruns e no Grand Colombier, antes do triunfo estratosférico no último contrarrelógio, que o catapultou para o topo da geral. E para lá da camisa amarela, ainda vai para casa como líder da juventude e rei da montanha, feito que só Eddie Merckx conseguiu nos seus dias, quando também na estreia no Tour, em 1969, venceu três classificações, geral, pontos e montanha - também teria ganhado a juventude se ela existisse naquela época.
        Fica mais fácil perceber a enormidade do feito de Tadej Pogacar quando se visita o site oficial deste garoto, nascido há 21 anos, perto de Komenda, uma vila bem no centro da Eslovénia. O primeiro que vemos é a sua frase de guerra: "Nunca deixar de tentar e nunca desistir". Mesmo com a corrida comprometida, Pogacar terá sido o único a nunca deixar de acreditar que era possível bater o compatriota Primoz Roglic, mais experiente, com uma super-equipe por trás, favorito número 1 desde o início à vitória no Tour, que em tempo algum pareceu possível escapar-lhe. Até àquele contrarrelógio final.
        De Pogacar não se pode dizer que a vitória é uma surpresa. A surpresa é apenas ter acontecido tão cedo, mesmo que dele já estejamos à espera de recordes de precocidade. Ainda com 20 anos, tornou-se em 2019 no mais jovem vencedor de uma prova do World Tour, o Tour da Califórnia. Mas foi em Portugal que brilhou pela primeira vez: uns meses antes da vitória nos Estados Unidos, venceu pela primeira vez como profissional na Volta ao Algarve, que viria a conquistar no final. Ele que nem sequer estava na equipe inicial da UAE Emirates para a prova algarvia: foi chamado de última hora quando o diretor esportivo da equipe percebeu que um dos ciclistas estava fora de forma.
    Os bons resultados ao longo do ano fizeram a equipe dos Emirados Árabes Unidos antecipar a chamada de Pogacar a uma grande volta e, logo na estreia, na Vuelta de 2019, o jovem não só terminou em 3.º lugar como venceu três etapas e a classificação da juventude. Na primeira participação no Tour, para onde vinha sem pressão e apenas com a ideia de aprender e ganhar experiência, conseguiu fazer ainda melhor.
FUTEBOL COMO PRIMEIRA PAIXÃO
        A primeira paixão de Tadej Pogacar nem sequer foi o ciclismo. O próprio conta numa pequena biografia no seu site oficial que o futebol foi o primeiro esporte que praticou.
        "Quando andava na escola primária, comecei a treinar na equipa de futebol de Komenda. Acho que também tinha muito talento para o futebol e continuo a gostar de jogar", diz o prodígio esloveno.
        O ciclismo apareceu quando o seu irmão mais velho, Tilen, começou a correr numa equipe da capital, Ljubljana. Tadej quis desde logo seguir o irmão, mas a equipe não tinha bicicletas que se adaptassem à sua pequena estatura. Aos 9 anos começou finalmente a treinar-se nas duas rodas e em pouco tempo já impressionava. Em declarações à revista "Procycling", Andrej Hauptman, esloveno que foi medalha de bronze nos Mundiais de 2001 e que é hoje um dos treinadores de Pogacar, revelou como conheceu o agora vencedor da Volta a França.
        "Era uma corrida de jovens e cheguei um pouco atrasado. A primeira coisa que vi foi um grande grupo de adolescentes a liderar e depois um menino, muito mais pequeno que os outros, uns 100 metros atrás, a tentar apanhá-los. Disse aos organizadores que deveriam fazer alguma coisa para que o miúdo voltasse a entrar no grupo e responderam-me: 'Não, estás a fazer confusão. Ele está à frente, já deu uma volta a toda a gente'. Esse miúdo era o Tadej".
Pogacar, campeão da Volta ao Algarve em 2019, a sua primeira vitória como profissional - TIM DE WAELE/GETTY 
        Daí para cá, Hauptman tem sido um dos seus mentores e foi essencial na hora de assinar pela UAE Emirates. Quem o conhece, diz que é calmo e inteligente, corajoso e confiante, apesar de tímido. Um líder nato, apesar da tenra idade.
"Acho que um dos meus pontos fortes é saber como ler a corrida. Não gosto de me entusiasmar em demasia e atacar sem sentido. Prefiro ver o que os outros fazem e depois seguir a maré", disse Pogacar em entrevista à revista "Cyclist".
        Na mesma publicação, Neil Stephens, diretor da UAE Emirates, sublinha a inteligência e a intuição natural do jovem esloveno.
        "Às vezes penso naquilo que lhe vou dizer para fazer na corrida pelo rádio e normalmente ele já tomou uma decisão e é a decisão correta", explica. Stephens diz ainda que se surpreende com a maturidade de Pogacar: "Não é normal. Ele é muito calmo, independente e reflete muito. Mas também sabe ouvir, seguir conselhos e ordens. Sabe fazê-lo sem nunca perder a sua iniciativa".
        Numa modalidade em que o pico de forma muitas vezes não chega antes dos 30 anos, Tadej Pogacar é mais uma figura de uma jovem geração fenomenal que promete dominar o ciclismo nos próximos anos. Sucede como vencedor do Tour a Egan Bernal, colombiano de 23 anos que neste Tour acabou por desistir e terá, seguramente, duelos com Remco Evanepoel, belga de 20 anos, vencedor da Volta ao Algarve deste ano, neste momento a recuperar de um grave acidente na Volta à Lombardia.
E este Tour foi também o Tour dos jovens. Não foi apenas o Tour de Pogacar, mas também o Tour de Wout van Aert, vencedor de duas etapas e que fez 25 anos durante a prova. O Tour de Lennard Kamna, alemão de 24 anos, vencedor de uma etapa e um dos grande animadores nas fugas. De Marc Hirschi, de 22 anos, também ele vencedor de uma etapa e o super-combativo desta edição da Volta a França.
        O futuro parece brilhante. E nós, como românticos que somos, queremos acreditar nele.
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Fonte: https://tribunaexpresso.pt/ciclismo/2020-09-20-Tadej-Pogacar-o-super-miudo-que-fez-o-que-ninguem-fazia-ha-mais-de-100-anos.-E-que-comecou-a-ganhar-em-Portugal

TOUR DE FRANCE: Pogacar conquista o Tour e repete feito de Eddy Merckx

Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu a 107.ª Volta a França, ao cruzar a linha de chegada, nos Campos Elísios, integrado no pelotão, no final da 21.ª e última etapa conquistada pelo irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).
Pogacar, de 21 anos, é o primeiro esloveno a conquistar o Tour e o ciclista mais jovem no pós-guerra a fazê-lo, e vai ser acompanhado no pódio final pelo seu compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo a 59 segundos, e pelo australiano Richie Porte (Trek-Segafredo), terceiro a 03m30s.
A 21.ª e última etapa, uma ligação de 122 quilômetros entre Mantes-la-Jolie e Paris, foi ganha pelo camisa verde, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep), com o tempo de 02h53m32s, diante do campeão do Mundo, o dinamarquês Mads Pedersen (Trek-Segafredo), e do eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe).
Tadej Pogacar tornou-se no primeiro ciclista desde Eddy Merckx a vestir três camisas - amarela, montanha e juventude - no pódio dos Campos Elísios, na festa de consagração dos vencedores da 107.ª Volta a França.
O esloveno da UAE Emirates, que na segunda-feira cumprirá 22 anos, bateu, este domingo, todos os recordes de precocidade, imitando o "Canibal" Eddy Merckx, considerado o melhor ciclista de todos os tempos, que, em 1969, quando tinha 24 anos, ganhou o seu primeiro Tour, além das classificações da montanha e da regularidade.
No entanto, Pogacar é mesmo o primeiro corredor a vestir a amarela, a camisola das bolas vermelhas (montanha) e a branca no pódio final desde que a classificação da juventude foi instituída em 1975.
O líder da UAE Emirates, que roubou a amarela ao compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma) no penúltimo dia, é também o segundo mais jovem de sempre a vencer a "Grande Boucle", sendo superado apenas por Henri Cornet, que ainda não tinha 20 anos quando triunfou em 1904, na segunda edição da prova francesa - na realidade, o francês foi quinto na estrada, mas ascendeu à primeira posição após várias desclassificações.
O triunfo do esloveno entra ainda para o top 10 das menores diferenças de sempre entre primeiro e segundo (59 segundos), um "ranking" liderado pelos traumáticos oito segundos que custaram a amarela ao francês Laurent Fignon em 1989, num contrarrelógio perdido em plenos Campos Elísios para o norte-americano Greg LeMond.
Curiosamente, o primeiro dia "amarelo" do ciclista de Komenda foi vivido na 21.ª e última etapa, algo que não acontecia desde 2011, quando o australiano Cadel Evans destronou o luxemburguês Andy Schleck na véspera da chegada a Paris, também num contrarrelógio.

Resultado da 21ª Etapa
IRL  1  BENNETT, Sam (DECEUNINCK - QUICK-STEP)                  2:53:32
DEN  2  PEDERSEN, Mads (TREK - SEGAFREDO)                       
SVK  3  SAGAN, Peter (BORA - HANSGROHE)                         
NOR  4  KRISTOFF, Alexander (UAE TEAM EMIRATES)                 
ITA  5  VIVIANI, Elia (COFIDIS)                                 
BEL  6  VAN AERT, Wout (JUMBO - VISMA)                          
AUS  7  EWAN, Caleb (LOTTO SOUDAL)                              
FRA  8  HOFSTETTER, Hugo (ISRAEL START - UP NATION)             
FRA  9  COQUARD, Bryan (B&B HOTELS - VITAL CONCEPT P / B KTM)   
GER  10 WALSCHEID, Maximilian Richard (NTT PRO CYCLING)         
Classificação Geral Final
SLO  1  POGAČAR, Tadej (UAE TEAM EMIRATES)                       87:20:05
SLO  2  ROGLIČ, Primož (JUMBO - VISMA)                           +      59
AUS  3  PORTE, Richie (TREK - SEGAFREDO)                         +    3:30
ESP  4  LANDA MEANA, Mikel (BAHRAIN - MCLAREN)                   +    5:58
ESP  5  MAS NICOLAU, Enric (MOVISTAR)                            +    6:07
COL  6  LOPEZ MORENO, Miguel Angel (ASTANA PRO)                  +    6:47
NED  7  DUMOULIN, Tom (JUMBO - VISMA)                            +    7:48
COL  8  URAN, Rigoberto (EF PRO CYCLING)                         +    8:02
GBR  9  YATES, Adam (MITCHELTON - SCOTT)                         +    9:25
ITA  10 CARUSO, Damiano (BAHRAIN - MCLAREN)                      +   14:03
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Seleção brasileira de mountain bike vai com dois mineiros para o Mundial

Cinco atletas foram escolhidos pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) para representar o país na categoria elite do Campeonato Mundial de mountain bike, que está marcado para acontecer entre 5 e 11 de outubro na cidade de Leogang, na Áustria. Entre eles, dois mineiros, para ratificar a tradição do Estado na modalidade.
Henrique Avancini, número dois do ranking mundial, é a grande referência. Avancini foi quarto colocado nos dois últimos Mundiais. Ele terá a companhia do mineiro Guilherme Muller, além de Luiz Henrique Cocuzzi. Entre as mulheres, a referência é Raíza Goulão, que tem disputado provas internacionais nos últimos anos, além de Letícia Cândido, mineira de Ouro Branco.
No sub-23, Ulan Bastos foi chamado, assim como Giuliana Morgen e Alex Malacarne na categoria Junior. A ausência ficou por conta de Jaqueline Mourão, de 44 anos, nome do país que briga por vaga na Olimpíada de Tóquio.
Segundo a confederação, foram adotados critérios fundamentados em resultados esportivos e rankings, como também critérios subjetivos, incluindo idade, renovação da base, surgimento de novos atletas com alto índice técnico e atletas que tenham mostrado evolução nos últimos anos.
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Cartilha incentiva novos bikers a cuidar das trilhas


 

A prática de mountain bike nas montanhas de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem se mostrado uma das válvulas de escape perfeitas para enfrentar a pandemia. Contato com a natureza, aliado à busca por melhor qualidade de vida, sensação de liberdade e adrenalina são alguns dos motivos que atraem fãs do esporte.
A região, reconhecida por suas belezas naturais e amplos espaços abertos preservados, também possui uma ampla malha de trilhas que podem levar o ciclista à diversas cidades do entorno como Brumadinho, Rio Acima, Itabirito e até Ouro Preto.
A mistura de profissionais e amadores pelos estreitos caminhos de terra vem chamando a atenção do Projeto Trilhas, idealizado em 2013 por Fred Lanna e Christian Wagner. O grupo, que participou ativamente do tombamento de 380 quilômetros de trilhas em Nova Lima em 2016, agora traz um novo olhar para a região revitalizando alguns dos traçados e alertando para as boas práticas do esporte, com ênfase na sustentabilidade das trilhas, aliado à segurança.
Juntamente com o Peloton BH e com apoio de empresas da CSul Desenvolvimento Urbano, que possui um terreno no entorno da Lagoa dos Ingleses, e da loja Giga Bike, foi lançada uma cartilha que convida os praticantes mais experientes a “adotarem um iniciante”.
O documento traz cinco importantes dicas de segurança para quem quer se aventurar sobre duas rodas: Uso do capacete; Equipamentos de segurança fundamentais; Planejamento do pedal; Check up da bike; e Segurança em 1º lugar.
“Queremos seguir incentivando a prática do esporte de forma consciente e segura. Tendo em vista o crescimento do esporte e da busca pela região durante a pandemia, percebemos que há muitos novatos ingressando na modalidade e por isso começamos uma campanha de conscientização sobre o mountain bike, a utilização dos equipamentos e a importância da segurança desde o momento em que o ciclista sai de casa. É fundamental entender que não se trata de um ambiente com riscos controlados, como em parques de diversões, a segurança é responsabilidade de cada um”, reforça Fred Lanna.
De acordo com os idealizadores do projeto, a região metropolitana de Belo Horizonte abriga uma das maiores redes de conexão de trilhas do mundo. “Temos poucos exemplos no mundo de trilhas que conectam tantos municípios e distritos, e que são amplamente utilizadas, como vemos aqui. Essa rede é muito única e especial para nós e um motivo ainda maior para lutarmos por essa conservação. Somos a capital nacional do moutain bike”, afirma Christian Wagner. 

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Fonte: https://www.jornaldacidadebh.com.br/duas-rodas/cartilha-incentiva-novos-bikers-a-cuidar-das-trilhas/