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    O fim da Volta a Espanha, no domingo, marcou uma temporada "histórica pelas condições de saúde sem precedentes", que ainda assim renderam apenas 54 testes positivos desde a retomada das provas, apenas menos da metade deste total entre corredores.
        A União Ciclista Internacional (UCI) fez esta terça-feira um balanço "muito positivo" da retomada competitiva na temporada 2020, destacando os 121 dias de corrida no escalão WorldTour e os poucos casos positivos do novo coronavírus.
        "Depois de o nosso esporte ter parado por completo em meados de março, as corridas WorldTour masculinas e femininas retomaram a 1 de agosto, aderindo ao protocolo de saúde, com a Strade Bianche. Ao todo, decorreram 21 eventos e 121 dias de corrida no escalão masculino", 17 desses eventos entre agosto e o início de novembro.
        No caso das mulheres, foram 21 os dias de competição e 11 corridas, a que se somam, em ambos os gêneros, as corridas abaixo deste escalão, pelo que é um resultado "extremamente satisfatório", até porque "apenas a Paris-Roubaix e a Amstel Gold Race, masculina e feminina, foram cancelados no novo calendário desenhado em 05 de maio".
        O fim da Volta a Espanha, no domingo, marcou uma temporada "histórica pelas condições de saúde sem precedentes", que ainda assim renderam apenas 54 testes positivos ao novo coronavírus desde a retomada, apenas menos da metade entre corredores.
        "De 13.850 testes PCR levados a cabo juntos das equipes, a taxa de prevalência, que corresponde ao número de sujeitos doentes ou infetados, é de 0,34% (e apenas 0,17% para atletas) nos dois escalões principais do ciclismo de estrada. [...] A situação de saúde continuou sob controlo graças ao esforço de todos os envolvidos no ciclismo", acrescenta a nota da UCI.
        A realização das três grandes Voltas de estrada, de Mundiais de outras especialidades e vários eventos de pista são também aplaudidos pelo organismo de cúpula da modalidade, que no global registou 63 casos positivos, apenas 29 entre corredores, de um total de 18.650 testes efetuados.
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    Após seis etapas, time ribeirão-pretano fica no lugar mais alto do pódio em tradicional competição do calendário brasileiro.
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        O time de ciclismo de Ribeirão Preto conseguiu o título da 17ª Volta de Goias, disputada entre quarta-feira e este último domingo. Além da conquista por equipes, os ribeirão-pretanos celebraram destaques individuais.
        Alessandro Guimarães venceu duas das seis etapas e foi quatro vezes ao pódio em Caldas Novas (GO). Desde o início ele vestiu a camisa verde, que indica o líder por pontos, e segurou até o fim.
        - Muito feliz pelos resultados que conquistamos. Só tenho a agradecer à todos da equipe de Ribeirão Preto. Consegui terminar como campeão de meta sprint, vice no geral e duas vitórias em etapas. O saldo é bem positivo. E parabéns aos companheiros. Juntos conquistamos mais um título para Ribeirão Preto – disse o ciclista.
        Na categoria sub-23, João Pedro Rossi ficou com o título individual geral. Marcos Levy da Matta foi o terceiro na mesma categoria.
        - Foi excelente a nossa participação. A molecada vem mostrando serviço e os resultados apareceram. Nos destacamos em uma volta tradicional e que contou com grandes equipes - destacou o técnico Marcelo Donnabella.
        O time de Ribeirão Preto volta a competir no fim do mês, em 30 de novembro, pelo Campeonato Brasileiro de Estrada e Pista, que vai até o dia 6 de dezembro, em Curitiba.
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    Edição brasileira do Tour de France tem o percurso principal com 107 quilômetros de distância e 2.330 metros de altimetria.
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        A sexta edição do L’Etape Brasil by Tour de France será realizada em Campos do Jordão, interior de São Paulo, entre os dias 4 e 6 de dezembro. A prova de ciclismo terá representantes de todos os estados, com percursos percorridos por estradas do estado.
        A edição brasileira do Tour de France, tem o percurso principal com 107 quilômetros de distância e 2.330 metros de altimetria acumulada, o equivalente a subir um prédio residencial de 770 andares. A versão mais curta tem 66 quilômetros.
        O título de 2019 ficou com o ciclista Otávio Bulgarelli, com a marca de 3h07min02s20, o segundo dele na prova. O resultado foi definido praticamente no photo-finish, na disputa com Ricardo Pichetta, segundo colocado.
        No feminino, a alemã Nadine Gill não deu chances às adversárias e completou o percurso de 107 quilômetros em 3h15min36, com mais de 15 minutos na frente segunda colocada (Taise Benato). A ciclista amadora também foi bicampeã consecutiva da prova.

Protocolos

        O L’Etape Brasil seguirá todos protocolos para o combate da Covd-19, com o uso de máscaras, medição de temperatura, tótens com álcool gel, distanciamento social, limpeza e desinfecção dos locais com maior circulação de pessoas.
        Os protocolos e medidas de segurança foram elaborados seguindo orientações do setor da saúde para a execução de competições ao ar livre. Incluindo padrões divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
        ”Os pontos de hidratação, distribuição de alimentos e bebidas serão feitos separadamente e de forma higienizada para cada atleta”, disse Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do evento.
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        Na principal disputa da Road Brasil Ride, a dos 100k, Guilherme Couto e Marcella Toldi foram os campeões. Na 70k, as vitórias foram de Victor Fusi e Viviane Lourenço.
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            A sétima edição da Road Brasil Ride, premiada prova de ciclismo de estrada e eleita uma das dez melhores do gênero na América do Sul, foi realizada neste domingo (8) em Pardinho, na região da Cuesta Paulista. Enquanto na distância mais desafiadora, a 100k, os campeões foram os ciclistas Guilherme Couto (GRC Construtora) e Marcella Toldi (4Fun Bike Center/Specialized Brasil), na 70k levaram a melhor os atletas Victor Fusi (Ciclismo São Carlos) e Viviane Lourenço (Alta Performance Ciclismo). Esta foi a primeira prova da Brasil Ride depois do início da pandemia da Covid-19 e todos os participantes cumpriram um rigoroso protocolo de segurança.


            Guilherme Couto foi o primeiro ciclista a cruzar a linha de chegada do 100k, com o tempo de 2h37min09. Logo em seguida, pouco mais de um minuto depois do campeão, Vitor Teixeira (São José Ciclismo/Bike Padrão) e Douglas Amaral (Escalera) completaram a prova, fechando o top 3 do masculino, com os tempos de 2h38min19 e 2h38min33, respectivamente.
            Natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, Guilherme Couto fez neste ano a sua estreia na Road Brasil Ride. Há pouco mais de um ano e meio, o jovem de 26 anos começou a pedalar com seu pai apenas com o intuito de fazer mais um treinamento aeróbico. Após tomar gosto pelo esporte, começou a treinar com maior frequência, passando a treinar com planilha específica para o ciclismo
            “Como a prova começa logo no pé da Serra, nos primeiros quilômetros eu e mais um atleta conseguimos fazer uma fuga. Fomos juntos escapados até o momento em que faltavam cerca de dez quilômetros para o fim. Nisso, senti que ele estava um pouco cansado e ataquei em uma serrinha, para garantir a vitória”, relatou Guilherme. “Estou muito feliz com essa conquista. Confesso que para mim ainda não caiu a ficha do quão importante foi essa vitória, em um evento tão bem organizado e de ótima estrutura como a Road Brasil Ride”, complementou.
            Os 100 km feminino – Entre as mulheres, a ciclista mais rápida a completar o 100k foi a paulista Marcella Toldi. Mati, como é conhecida, completou o percurso em 2h53min19, exatos dez minutos à frente da vice-campeã, Cristiane Silva (Alta Performance Ciclismo), com o tempo de 3h03min21. Em terceiro lugar ficou Erika Soares (LuluFive Team), completando o top 3 do geral feminino.
            “Nunca tinha competido na Road Brasil Ride e as pessoas com que eu falei me avisaram da dificuldade, principalmente pela serra logo depois da largada. Ou seja, me aconselharam a não fazer força demais na largada porque eu pagaria a conta depois. Não ouvi os conselhos e ainda levei a Maira, da LuluFive, junto comigo e saímos bem forte. No fim da serra, dei uma afogada e o pelotão chegou mais perto”, disse Mati, ciclista de 36 anos.
            “A Cris Silva chegou a me passar, mas soube respeitar o momento. Passando no meio de Pardinho, veio um pelotão forte e ela não conseguiu acompanhar. Me segurei com todas as forças e foi como falaram, um monte de subidas duras, uma atrás da outra. Cheguei na linha de chegada acabada. No limite do limite. Estava muito quente, a prova foi super organizada. Errei a estratégia e dei bastante sorte. Daqui duas semanas, estou de volta para o Warm Up do Festival Brasil Ride”, concluiu.
            Top 3 nos 70k – No percurso mais curto, o de 70 km, as vitórias foram de Victor Fusi e Viviane Lourenço, que cruzaram a linha de chegada com os tempos de 1h57min06 e 2h14min57. Entre os homens, o top 3 teve ainda os ciclistas Márcio Paes (1h58min22) e Marcelo Walton (2h04min39). Já entre as mulheres, completaram o pódio Maria Beatriz Moraes (2h28min39) e Gabrielle Autran (2h28min41).

    Organização satisfeita

            O fundador da Brasil Ride, Mario Roma, fez seu resumo sobre o dia que marcou a volta do Tour Bike. “Estou feliz de ver novamente as pessoas juntas, respeitando as regras de segurança. Muito bom sentir o sorriso de todos os atletas, mesmo por trás das máscaras. O sorriso não está mais só na boca, mas também está expresso nos olhares das pessoas após a realização da Road Brasil Ride”, disse Mario Roma. 

    Cuidados de biossegurança

            Diversas foram as regras definidas pela organização, em parceria com as prefeituras locais, pensando na segurança dos participantes para a realização dos eventos. Todos os competidores e estafes utilizaram máscaras como equipamento obrigatório. A arena foi montada pensando em evitar aglomerações, sendo mantido o distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas. E, excepcionalmente neste ano, não houve nem área de alimentação, nem de expositores.
            A entrega de kit foi realizada em dois dias, no Hotel RodoServ Stop. Todos atletas tiveram que preencher um questionário médico sobre a Covid-19. As largadas foram em ondas, disponibilização de água, sabão e álcool em gel para a higienização das mãos, inexistência de guarda-volumes, hidratação com galão d’água servido por estafe devidamente paramentado com EPIs, foram algumas das regras definidas pela organização.

    Imagens para a imprensa

    Desde 2019, a Brasil Ride conta com um banco de imagens especificamente para o uso da imprensa: https://brasilride.photoshelter.com/index. Neste espaço, há fotos de todas as provas realizadas anualmente, entre mountain bike e trail run. Para acessá-las, basta entrarem contato com a assessoria de imprensa e requisitar a senha para fazer o download dos arquivos escolhidos.

    Brasil Ride: Mais que uma prova, uma etapa em sua vida.
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    Informações para imprensa:
    ZDL Sports – Gustavo Coelho / Doro Jr. – Mtb 13209
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    "É uma história de amor, que durou 11 anos", disse um emocionado Froome após a chegada a Madrid do pelotão da 75.ª edição, ganha pelo esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma).
    A caminho da Israel Start-Up Nation, deixa para trás 11 anos na antiga Sky, hoje INEOS, na qual conseguiu todos os grandes resultados da carreira: quatro Voltas a França (2013, 2015, 2016 e 2017), duas Voltas a Espanha (2011 e 2017) e a Volta a Itália de 2018.
    "Foi um dia emocionante, ao deixar a equipe ao fim de 11 anos. Escolheria a primeira vitória numa grande Volta" como momento mais emocionante, explicou o ciclista.
    O troféu dessa Vuelta de 2011, de resto, foi-lhe entregue só hoje, uma vez que a condenação de Juan Cobo em 2019, por doping, retirou a vitória ao espanhol e "passou-a" para o britânico, que tinha tido, nesse ano, a afirmação face ao então líder, o compatriota Bradley Wiggins.
            "Tenho memórias muito especiais da Volta a Espanha, mas também da forma como me contaram que ganhei esse ano. Foi quando acordei no dia depois do meu grande acidente de 2019. Estava nos cuidados intensivos quando me disseram: "parabéns, acabaste de ganhar a Vuelta", contou.
            Esse acidente grave, de resto, afastou-o do seu melhor e, aos 35 anos, acaba nesta temporada com pontos negativos no "ranking" UCI: não somou qualquer ponto e, por não assinar o livro de prova da 17.ª etapa, perdeu 15 pontos como penalização.
            Nesta 75.ª edição, veio para trabalhar para o equatoriano Richard Carapaz, que acabou em segundo na geral final, e disse que o chefe de fila "está feliz porque deu tudo".
            Na despedida, começou por perder tempo desde a início e mostrou-se feliz com um papel diferente do habitual, a trabalhar para os colegas de equipe, de liderar perseguições a fugas e ajudar a selecionar o pelotão.
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        A sexta edição do L’Etape Brasil by Tour de France, que será realiza em Campos do Jordão, interior do Estado de São Paulo, entre os dias 4 e 6 de dezembro, está com inscrições encerradas. A maior prova de ciclismo do País terá representantes de todos os estados da federação. A prova terá os percursos de 107 km e 66 km nas estradas do interior de São Paulo.
            Os protocolos e medidas de segurança foram elaborados seguindo orientações do setor da saúde para a execução de competições ao ar livre. Incluindo padrões divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
            A edição brasileira do Tour de France seguirá todos protocolos para o combate da Covd-19, com o uso de máscaras, medição de temperatura, tótens com álcool gel, distanciamento social, limpeza e desinfecção dos locais com maior circulação de pessoas.
            ”Os pontos de hidratação, distribuição de alimentos e bebidas serão feitos separadamente e de forma higienizada para cada atleta”, disse Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do evento.
            ”Nós sabemos como é intensa a emoção de cruzar a linha de chegada do L’Étape Brasil, então aos bravos atletas que a cruzarem, nossa equipe estará pronta para recebê-los e auxiliá-los para o cumprimento de algumas medidas que visam a segurança de todos”.
            O L’Etape Brasil by Tour de France informa que toda equipe da chegada estará devidamente trajada com EPI’s.
            O staff dará incentivo à dispersão, para evitar aglomerações, além da distribuição de máscaras novas a todos os atletas. As medalhas estarão embaladas individualmente e higienizadas.

    Mais sobre o L’Étape Brasil by Tour de France

            O L’Étape tem o percurso principal com 107 quilômetros de distância e 2.330 metros de altimetria acumulada, o equivalente a subir um prédio residencial de 770 andares. A versão mais curta tem 66 quilômetros.
            Em 2019, a prova teve pela primeira vez a presença do alemão Didi Senft, mais conhecido como o Diabo do Tour ou Didi, the Devil. O animador que se veste de demônio nas etapas do Tour de France esteve na cidade paulista apoiando os ciclistas.
            Grandes nomes do esporte, como o treinador Bernardinho Rezende, o campeão olímpico Nalbert e o piloto Ricardo Maurício da Stock Car, participaram do Tour de France. As principais assessorias esportivas do País também mandaram seus representantes.
            O título de 2019 do L’Étape Brasil ficou mais uma vez com o ciclista Otávio Bulgarelli, com a marca de 3h07min02s20. O resultado foi definido praticamente no photo-finish, na disputa com Ricardo Pichetta, segundo colocado, colado na linha de chegada.
            No feminino, a alemã Nadine Gill não deu chances às adversárias e completou o percurso de 107 quilômetros em 3h15min36, com mais de 15 minutos na frente segunda colocada (Taise Benato). A ciclista amadora também foi bicampeã consecutiva da prova.
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        Mais de 500 atletas já confirmaram presença na Picos Pro Race 2020. A prova será realizada entre os dias 11 e 13 de dezembro e pretende reunir mais de 800 atletas de todo o país em Picos, no Sul do Estado, transformando a cidade na capital do mountain bike. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de novembro através do www.picosprorace.com.br
            A prova permite as inscrições de atletas categoria masculino e feminino. Além disso, o caráter inclusivo também será mantido com categorias que permitam a participação de atletas iniciantes, com deficiência e ainda a categoria Kids. “Por conta da pandemia, tivemos um aumento no número de pessoas que aderiram ao ciclismo e essas pessoas desejam participar de uma grande prova. Por isso, temos um percurso voltado para esse público, com 20 quilômetros de trilhas. Uma experiência emocionante”, explicou o organizador da competição, Daniel Freitas.
            A Picos Pro Race é uma das maiores provas de mountain bike do Norte e Nordeste e está entre as dez maiores provas de ciclismo do país. “Esse ano não será diferente. Estamos planejando um percurso bem desafiador e toda uma estrutura para recebermos bem nossos atletas de todo o país que escolheram as trilhas do sertão piauiense para se desafiarem”, comentou Daniel.
            Como já anunciado anteriormente, serão dois dias de competições, que irão acontecer nos dias 12 e 13 de dezembro. No dia 11 de dezembro, acontecerá o checking e brieffing da prova. No sábado, será o primeiro dia do PPR Ultra Edition, com um percurso exclusivo, envolvendo as categorias Sport (20 à 30 Km) e Pro (60 a 70 Km). No domingo, acontece a segunda etapa, onde o destaque ficou por conta de uma maior altimetria e um grau de dificuldade ainda maior. Nesse dia, além das categorias Sport (que terão que fazer percursos de 40 à 50 Km) e a categoria Pro (percursos de 90 à 100 km), teremos ainda a categoria Light, que contempla os iniciantes, com 20 km de percurso.
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        O belga Tim Wellens (Lotto Soudal) venceu pela segunda vez na Volta a Espanha, ao triunfar na 14.ª etapa, em que o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) conservou a liderança da geral individual.
            Wellens, que já tinha ganho a quinta etapa, cumprindo os 204,7 quilômetros entre Lugo e Ourense em 4h37m05s, batendo o canadense Michael Woods (Education First), segundo, e o tcheco Zdenek Stybar (Deceuninck-QuickStep) em terceiro.
            O dia não produziu alterações nos primeiros postos da geral, com Roglic a seguir líder, com 39 segundos de vantagem para o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), segundo, e 47 para o britânico Hugh Carthy (Education First) em terceiro.
            Hoje (quinta-feira) a 15.ª de 18 etapas liga Mos a Puebla de Sanabria em 230,8 quilômetros, com cinco contagens de montanha, todas elas de terceira categoria.
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    14ª Etapa - Resultados
    BEL  1  WELLENS, Tim (LOTTO SOUDAL)                             4:37:05
    CAN  2  WOODS, Michael (EF PRO CYCLING)                         
    CZE  3  ŠTYBAR, Zdeněk (DECEUNINCK - QUICK-STEP)                
    NED  4  VAN BAARLE, Dylan (INEOS GRENADIERS)                    
    ESP  5  SOLER, Marc (MOVISTAR)                                   +   11
    NED  6  ARENSMAN, Thymen (SUNWEB)                                +   13
    FRA  7  PERICHON, Pierre Luc (COFIDIS)                           + 3:11
    IRL  8  MARTIN, Daniel (ISRAEL START - UP NATION)                + 3:44
    ESP  9  SERRANO RODRIGUEZ, Gonzalo (CAJA RURAL - SEGUROS RGA)   
    SLO  10 ROGLIČ, Primož (JUMBO - VISMA)                          
    
    Classificação Geral após a 14ª Etapa
    SLO  1  ROGLIČ, Primož (JUMBO - VISMA)                    53:57:05
    ECU  2  CARAPAZ, Richard (INEOS GRENADIERS)                 +   39
    GBR  3  CARTHY, Hugh John (EF PRO CYCLING)                  +   47
    IRL  4  MARTIN, Daniel (ISRAEL START - UP NATION)           + 1:42
    ESP  5  MAS NICOLAU, Enric (MOVISTAR)                       + 3:23
    NED  6  POELS, Wouter (BAHRAIN - MCLAREN)                   + 6:15
    AUT  7  GROSSSCHARTNER, Felix (BORA - HANSGROHE)            + 7:14
    ESP  8  VALVERDE, Alejandro (MOVISTAR)                      + 8:39
    RUS  9  VLASOV, Aleksandr (ASTANA PRO)                      + 8:48
    ESP  10 DE LA CRUZ MELGAREJO, David (UAE TEAM EMIRATES)     + 9:23
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    Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/tim-wellens-vence-na-14-etapa-da-vueta-roglic-continua-lider-12998519.html
        
        Loris Vergier parece imparável! Depois das duas vitórias no Campeonato do Mundo em Maribor, o jovem francês foi imbatível na qualificação da Lousã e parte agora para a final de amanhã como último piloto e grande favorito.
            No entanto, não foi fácil para ele: Matt Walker continua sua série de bons resultados em 2020 e é o segundo na qualificação, apenas 1/10 de segundo atrás. Atrás deles estão os companheiros de equipe de Vergier, Luca Shaw e Greg Minnaar, bem como seu companheiro de juventude Loïc Bruni.
            Na categoria feminina, Myriam Nicole garantiu a vitória com quase 5 segundos à frente de Tracey Hannah - que aliás compete em sua última Copa do Mundo - e Tahnée Seagrave.
            A alemã vencedora da segunda corrida em Maribor, Nina Hoffmann, conseguiu um sólido quinto lugar - mas está 12,5 segundos atrás de Nicole.
            A qualificação de juniores foi ganha por local com Gonçalo Bandeira. O português gosta de utilizar o percurso da Lousã para os seus treinos e empurrou o vencedor de 2020, Oisin O’Callaghan, para o segundo lugar. O campo de juniores foi dominado pela campeã mundial Lauryne Chappaz, que não esteve presente em Maribor, com uma vantagem de mais de 12 segundos.
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        O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que hoje venceu a 10.ª etapa da Volta a Espanha, é o novo líder da prova, após a organização decidir contra a anulação de um ‘corte’ de três segundos à chegada.
            O 'corte' [quebra no pelotão, que fica dividido em uma ou mais colunas] coloca Roglic e o antigo líder, o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), com menos de um segundo de diferença, levando vantagem o vencedor de 2019 da Vuelta, que hoje se impôs na chegada a Suances.
            Além dos três segundos, Roglic bonificou 10 segundos por vencer a etapa, após os 185 quilômetros entre Castro Urdiales e Suances, tendo batido o austríaco Felix Grossschartner (BORA-hansgrohe), segundo colocado, e o italiano Andrea Bagioli (Deceuninck-QuickStep), terceiro.
            Carapaz foi 14.º e, com a decisão da organização da Vuelta, caiu para segundo da geral individual, com irlandês Dan Martin (Israel Start-Up Nation) a fechar o pódio, a 28 segundos.
            Num dia com apenas uma contagem de montanha, mas de um final ‘enganador' para os ‘sprinters', mais propício a ciclistas rápidos e com boa ponta final em pequenas ascensões, como a que se verificou hoje até à meta, foi o principal favorito à vitória final a brilhar de novo.
            Antes, a sete quilômetros da linha de chegada, o português Ivo Oliveira (UAE Emirates) seguiu na roda do francês Rémi Cavagna (Deceuninck-QuickStep), à procura de surpreender o pelotão e discutirem entre si a vitória, mas não conseguiram mais do que algumas dezenas de segundos antes de serem reintegrados.
            Na luta pela vitória em etapa, foi Daniel Martin o primeiro a lançar o ‘sprint', mas de muito longe, e nos últimos 200 metros ninguém conseguiu superar ‘Rogla', que mantém o bom momento de forma, com um ‘hat trick' na Vuelta.
            Vencedor em 2019, o esloveno persegue nova vitória nesta grande volta, depois da desilusão na Volta a França, perdida no final para o compatriota Tadej Pogacar (UAE Emirates), num ano em que já triunfou também na Liège-Bastogne-Liège, voltando hoje a mostrar dotes em chegadas rápidas.
            "É sempre bom ganhar, é algo que quero sempre fazer. Hoje, tive pernas para o conseguir", disse o campeão esloveno de fundo, após o final.
            O dia foi ‘animado' para os comissários, que voltaram a ter de fazer correções na tabela pelo segundo dia consecutivo, após terem atribuído, na nona etapa de quinta-feira, a vitória ao alemão Pascal Ackermann (BORA-hansgrohe), por irregularidades no ‘sprint' do irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).
            Apesar de chegar à liderança, o novo camisoa vermelha, que já tinha liderado a Vuelta do primeiro ao quinto dia e hoje somou o quarto triunfo na prova, o terceiro em 2020, admite que esta melhoria "não muda muito as coisas".
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    Fonte: https://desporto.sapo.pt/modalidades/ciclismo/artigos/vuelta-organizacao-aplica-corte-de-tres-segundos-e-primoz-roglic-e-novo-lider
    Sem a presença de público e seguindo à risca as regras de biossegurança impostas pela pandemia da Covid-19, o Instituto Mairiporã recebe nesta sexta-feira (30) o início das provas da segunda edição do MTB Festival. E, logo no primeiro dia, dois títulos nacionais estarão em jogo do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike de 2020: a E-Bike, a partir das 8h, e o Short Track (XCC), a partir das 13h, que terão em ambas as disputas os campeões masculino e feminino conhecidos.
    Henrique Avancini durante treino na pista do MTB Festival Alemão Silva / MTB Festival
    Já no sábado (31) tem o começo do Cross Country Olímpico (XCO). Nele, os melhores ciclistas do País estarão em ação, com destaque para as elites masculina e feminina, às 11h30 e 13h30, respectivamente. Nomes como Henrique Avancini, que compete pela primeira vez após se tornar o número 1 do ranking mundial da UCI (União Ciclística Internacional), Luiz Henrique Cocuzzi, Letícia Cândido, Raiza Goulão, Guilherme Muller, entre outros, estarão na pista lutando por mais um título nacional.
    Atletas durante treino na pista do MTB Festival Alemão Silva / MTB Festival
    A modalidade segue no domingo (1º), quando várias categorias conhecerão seus campeões nacionais, em paralelo a realização da competição do Downhill promocional, com participação de pilotos convidados. O evento se encerra na segunda-feira (2), com a Trail Run (Corrida de Montanha).

    Transmissão ao vivo

    Embora o evento seja completamente fechado ao público, devido às restrições por conta da pandemia da Covid-19, os brasileiros poderão acompanhar ao vivo a emoção das competições ou pela TV, nos canais Band (TV aberta) e BandSports (TV fechada), ou também pela RedBull TV. Ambas as competições do XCC e XCO (apenas elite feminina e masculina) na sexta e sábado, terão as transmissões da BandSports e da RedBull TV. Já no domingo (1º), o Downhill será transmitido pelo Bandsports e pela TV Band, às 10h.
    Guimerton Junior durante treino na pista de DH do MTB Festival Alemão Silva / MTB Festival

    Detalhes das pistas

    As disputas do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike serão realizadas em dois circuitos no Instituto Mairiporã: Uma com 4.678 m de extensão e 193 m de altimetria por volta, para E-Bike e XCO, a outra a do Short Track, com pista exclusiva para a disputa da modalidade, com a extensão de 1.680 m e 48 m de altimetria por volta.
    Atletas durante treino na pista do MTB Festival Alemão Silva / MTB Festival

    Programação completa

    A programação completa do MTB Festival 2020 está disponível no site do evento: https://mtbfestival.com.br/.
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    Fonte: https://www.pedal.com.br/brasileiro-de-mtb-2020-nesta-sexta-competicao-comeca-com-disputa-em-tres-categorias_texto14698.html
    Pascal Ackermann (Bora-Hansgrohe) foi declarado vencedor da nona etapa...
            O irlandês Sam Bennett foi desclassificado e o triunfo na 9.ª etapa da Volta a Espanha, entre Castrillo del Val e Aguilar de Campoo (157,7 km), atribuído a Pascal Ackermann (Bora-Hansgrohe), devido a um empurrão no último quilômetro.
        Como o sprint foi correto nos últimos metros a decisão surpreendeu, mas os comissários da corrida, recorrendo ao VAR, não tiveram dúvidas: Bennett deu empurrões desnecessários a Emils Liepins, da Trek-Segafredo, numa típica de sprinters.
            Com o corredor da Deceuninck-Quick Step relegado para a última posição do pelotão, Ackermann ganhou à frente de Gerben Thijssen, Max Kanter e Jasper Philipsen.
    Resultado da 9ª Etapa
    GER  1  ACKERMANN, Pascal (BORA - HANSGROHE)               3:39:55
    BEL  2  THIJSSEN, Gerben (LOTTO SOUDAL)                    
    GER  3  KANTER, Max (SUNWEB)                               
    BEL  4  PHILIPSEN, Jasper (UAE TEAM EMIRATES)              
    ITA  5  MARECZKO, Jakub (CCC)                              
    FRA  6  RENARD, Alexis (ISRAEL START - UP NATION)          
    ESP  7  ABERASTURI IZAGA, Jon (CAJA RURAL - SEGUROS RGA)   
    FRA  8  MANZIN, Lorrenzo (TOTAL DIRECT ENERGIE)            
    AUS  9  STANNARD, Robert (MITCHELTON - SCOTT)              
    RSA  10 JANSE VAN RENSBURG, Reinardt (NTT PRO CYCLING)     
                    
    Classificação Geral após a 9a. Etapa
    ECU  1  CARAPAZ, Richard (INEOS GRENADIERS)                36:11:01
    SLO  2  ROGLIČ, Primož (JUMBO - VISMA)                      +    13
    IRL  3  MARTIN, Daniel (ISRAEL START - UP NATION)           +    28
    GBR  4  CARTHY, Hugh John (EF PRO CYCLING)                  +    44
    ESP  5  MAS NICOLAU, Enric (MOVISTAR)                       +  1:54
    AUT  6  GROSSSCHARTNER, Felix (BORA - HANSGROHE)            +  3:28
    COL  7  CHAVES RUBIO, Jhoan Esteban (MITCHELTON - SCOTT)   
    ESP  8  VALVERDE, Alejandro (MOVISTAR)                      +  3:35
    ESP  9  SOLER, Marc (MOVISTAR)                              +  3:40
    NED  10 POELS, Wouter (BAHRAIN - MCLAREN)                   +  3:47
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    Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/vuelta-bennett-perde-vitoria-por-empurrao-desnecessario-12978032.html
    Competição em Mairiporã-SP terá transmissão ao vivo pela TV, nos canais Band e BandSports, e também pelo site da RedBull TV.
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            O MTB Festival 2020 reúne entre 30 de outubro e 2 de novembro alguns dos melhores atletas do País no ciclismo, para as disputas de três títulos nacionais de mountain bike: E-Bike, Short Track (XCC) e Cross Country Olímpico (XCO) – além de outras duas competições que compõem a programação do evento, o Downhill e a Trail Run (Corrida de Montanha). Mantendo o padrão de trazer todas as informações do que rola no evento, a organização confirma transmissões ao vivo pela TV, nos canais Band (TV aberta) e BandSports (TV fechada), e também pela RedBull TV.
            Mesmo tratando-se de um evento completamente fechado ao público, devido às restrições por conta da pandemia, os brasileiros poderão acompanhar ao vivo toda a emoção das competições que acontecerão no Insituto Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.
            Na pista, será a primeira vez que Henrique Avancini compete após se tornar o número 1 do ranking mundial da UCI (União Ciclística Internacional). Além dele, outros nomes de destaque estarão na pista, como Luiz Henrique Cocuzzi, Letícia Cândido, Raiza Goulão, Guilherme Muller, entre outros.
            A primeira disputa com transmissão ao vivo será a do Short Track, na tarde de sexta-feira (30), tanto na BandSports quanto na RedBull TV: às 13h acontece a final do XCC Feminino, enquanto às 14h é a vez do XCC Masculino. O mesmo acontece no sábado (31), com transmissão do Cross Country Olímpico outra vez em ambas as plataformas: XCO Feminino, às 11h30, e XCO Masculino, às 13h30. Já no domingo (1º), o Downhill tem transmissão do Bandsports e da TV Band, às 10h.

    RedBull TV

    Para assistir a RedBull TV, basta acessar o site http://redbull.com.br/mtbfest, ou então baixar o app da Red Bull TV disponível na App Store e na Play Store.

    BandSports

    Confira a lista de canais que contém a BandSports: NET/Claro TV, nos canais 75 ou 575 (HD); Nossa TV, no canal 37; Oi TV, no canal 168 (HD); Sky, nos canais 210 ou 610 (HD); Vivo TV, nos canais 463 (Amazonas), 878 (HD; Amazonas) E 49 (HD; Intelsat 34); E BluTV, no canal 347 (HD).

    TV Bandeirantes

    Para assistir na TV aberta, os canais são os que seguem abaixo.
    Disponibilidade por satélite: Claro TV, nos canais 22 e Canal 522 (HD); Sky, nos canais 13 e 413 (HD); Oi TV, nos canais 7 (SD e HD), 960 e 607 (Alternativo HD); Vivo TV, nos canais 226 e 769 e 223 e 923; Algar TV, nos canais 709 e 726 (Alternativo); e BluTV, no canal 243.

    Disponibilidade por cabo: NET, nos canais 22 e Canal 505 (HD); Vivo TV, nos canais 19 e 519 (HD); BVCi, no canal 25; CaboNNet, no canal 4; TCM, no canal 20 (HD); Cabo Telecom, nos canais 116 e 801 (HD); TVN, no canal 420 (HD) (São Luís); e TV Alphaville, nos canais 21 e 221 (HD).

    Programação completa

    A programação completa do MTB Festival 2020 está disponível no site do evento: https://mtbfestival.com.br/.
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    Fonte: https://www.pedal.com.br/brasileiro-de-mtb-2020-saiba-como-e-onde-assistir-ao-vivo_texto14696.html
        
        Tudo começou como sempre deveria: uma infância feliz. Foi no meio da natureza, brincando nas árvores e cachoeiras do Vale do Capão, na Chapada Diamantina (BA), que nasceu Ulan Galinski. Foi lá que nasceu também a paixão pela bicicleta, que faz dele hoje a principal promessa do mountain bike brasileiro. Aos 21 anos, o jovem baiano foi o 14º colocado no Sub-23 do último Mundial de MTB, o melhor resultado do Brasil na história da categoria, superando inclusive o próprio mentor, Henrique Avancini.
            Orgulhoso das raízes, Ulan Galinski cresceu livre no pequeno vilarejo de três mil habitantes no município de Palmeiras. Filho de uma brasileira e um francês, ele pedala desde os quatro anos. Mas até 2013, a bicicleta era apenas um meio de transporte em sua vida rural. Vida esta rodeada de esportes, como futebol, boxe, capoeira e até circo. Mas foi o mountain bike que ganhou seu coração.

    O primeiro passo

            Há sete anos, inspirados pelos campeões de MTB da Bahia, Ulan e os amigos começaram a pedalar para valer, fazendo trilhas. A modalidade virou uma febre e ele logo pediu uma bicicleta de competição para a família. Sem muitas condições financeiras, eles se juntaram e conseguiram atender o pedido. Foi o primeiro passo, que mudaria a vida do pequeno Ulan.
            “A gente não tinha muita condição na época, mas juntou toda a família, cada um deu um pouquinho e pude ter uma bike para competir. No final de 2013, fui para a sexta etapa do Campeonato Baiano e fiquei em sexto lugar na categoria turismo. Fiquei apaixonado pelo esporte. Sempre amei competir, sempre fui muito competitivo e sempre amei testar os meus limites. E eu tenho uma conexão muito forte com a mãe natureza desde pequeno. Então estar em contato com ela me faz feliz e me fortalece”, contou Ulan Galinski ao Olimpíada Todo Dia.
    Ulan e a conexão com a natureza (Instagram/ulangalinski)
            Mas um ponto em especial fisgou o baiano de jeito. “O mountain bike tinha uma coisa que me chamou muito a atenção, que foi o respeito e o companheirismo que os atletas têm um pelo outro. Apesar de ser um esporte individual, as pessoas se respeitam e se ajudam muito e isso vai de acordo com os meus valores como ser humano”.

    80 km de ouro

            No ano seguinte, Ulan decidiu que tentaria competir com mais frequência. Foi a mais etapas do Campeonato Baiano, mas foi uma viagem de 80km que fez toda a diferença.
            “E tive uma virada de chave, que foi assistir à Ultramaratona de Mountain Bike Brasil Ride. Fui pedalando até Mucugê, a 80 km da minha cidade e foi lá que conheci o [Henrique] Avancini. Mas principalmente, foi lá que eu vi a estrutura de atletas e equipes profissionais, e que dava para se viver do esporte”.
            A corrida não valeu medalha, mas valeu ouro. Isso porque fez Ulan Galinski decidir que queria ser atleta profissional. Já no ano seguinte, em 2015, foi campeão baiano na categoria júnior e o gosto pela competição só crescia.

    O ultimato e o primeiro contrato

            Depois de terminar os estudos, no entanto, chegou o momento de decidir entre fazer faculdade e seguir na carreira esportiva. “Eu saí da escola e pedi um ano para minha mãe. Ela falou que não, que eu precisava fazer faculdade, para eu tentar conciliar com o esporte… Mas eu falei que ia trabalhar e pedi um ano e se nesse ano eu não conseguisse uma equipe, eu faria faculdade”.
            Ulan trabalhou, então, por oito meses como garçom para poder custear as viagens. E valeu a pena. Meses depois, veio uma oportunidade em uma equipe estadual e ele pôde largar o trabalho. E os resultados logo vieram.
    Ulan assinou seu primeiro contrato com a TSW Racing Team (Cesar Delong Photo)
            “Participei pela primeira vez da Copa Internacional em São João del Rei, que é a competição mais importante do Brasil, e fiquei em 14º. Levei uma surra dos meninos (risos). Mas foi bom e voltei para casa mais motivado. Depois fui campeão da categoria júnior e foi um dia muito marcante para mim, ganhar a competição mais importante do Brasil na categoria de base”.
            Os bons resultados chamaram atenção das equipes nacionais e decidiram o rumo de Ulan Galinski. “A TSW Racing Team conversou comigo e falou que se eu tivesse um ano consistente, me contrataria. Tive um bom ano em 2017 e em 2018, fechei meu primeiro contrato profissional. Foi a realização de um grande sonho, lembro até hoje. Foi muito gratificante a sensação de estar vivendo daquilo que eu amo e que eu escolhi fazer”.
    Pupilo de Avancini
    Avancini e Ulan no pódio da Copa Internacional deste ano (Movimento Caloi)
            Ulan não chamou a atenção “apenas” das equipes nacionais. Ele chamou a atenção do maior atleta da história do mountain bike brasileiro. Em 2019, viveu o melhor ano da carreira até então, com direito a primeiro lugar no ranking brasileiro sub-23 de XCO (cross country olímpico). Foi então que recebeu o convite de Henrique Avancini, que é do Time Ajinomoto, para fazer parte de seu time em 2020.
            “Quando eu olho para trás e penso se alguém me falasse há três anos atrás que eu faria parte da equipe do Henrique Avancini, eu ia achar bem engraçado, que a pessoa estava brincando comigo. Foi um grande sonho. No começo eu não acreditei, eu conheci esse cara em 2014, pedalei 80km só para tirar uma foto com ele e hoje estou sendo chamado para fazer parte do time dele. Foi algo mágico e bem especial. Então eu sinto que estou no lugar certo”
            E fazer parte do time de Avancini vai muito além das pistas. “Admiro o ser humano que ele é. Acho que independente de ele ser campeão mundial, independente de ele ganhar a Copa do Mundo, a mensagem que ele traz por trás do que ele faz, para mim é o mais importante. Isso é algo que eu me identifico muito, não fazer apenas por ele, fazer por outras pessoas, pelo esporte. Isso é o que está faltando um pouco no mundo”.

    O Mundial histórico

            Sete anos depois de o mountain bike entrar em sua vida, Ulan Galinski embarcou para a Áustria para estrear no Campeonato Mundial de MTB. Para tanto, foi preciso superar um ano atípico e que exigiu dele muita força mental. E apesar das condições desafiadoras da pista, o final foi feliz.
    Ulan foi o 14º colocado no Mundial Sub-23 de MTB (Michele Mondini)

            “Esse ano foi muito doido. Comecei muito feliz, com equipe nova, bons resultados… E aí, do nada, tudo cancelado. Então no início do ano eu passei por uma frustração muito grande. Passei pelo período de aceitação e depois prometi para mim mesmo que independente da quarentena, de ter competição ou não, eu iria dar o meu melhor para quando tivesse oportunidade de competir, eu estar pronto. Eu sabia que eu iria para o Campeonato Mundial em algum momento e desde o início da quarentena me preparei para esse objetivo”.
            “Eu sabia que o resultado não seria o mais importante. A experiência em si seria importante para o atleta que eu vou me tornar um dia. Largar ao lado dos melhores do mundo é uma escola, uma faculdade. Aprendi muita coisa, tirei grandes lições, e voltei para casa cheia de aprendizado, com uma lista de coisas que preciso aperfeiçoar, melhorar. Então foi importante para o meu crescimento de uma maneira geral. Fiquei feliz com o resultado, foi um marco”.

    A força da paciência

    Ulan adaptou os treinos durante a quarentena (Instagram/ulangalinski)
            Ulan, no entanto, queria mais. A expectativa antes da corrida era que ele conseguisse um top 10 ou até mesmo um top 5. Mas passada a adrenalina da competição, ele reconhece o ótimo resultado e que precisa ir um passo de cada vez.
            “Confesso que foi abaixo do que eu mentalizei no meu processo de preparação até a corrida. Mas depois com calma, analisando, fiquei muito feliz pensando na magnitude que esse evento representa e foi especial para mim. Fiquei feliz de fazer história. Mas faltou experiência e adaptação de corrida nesse nível. É muito diferente. Mas enfim, isso não é desculpa”, destacou.
            “E o mais importante foi saber que eu fui fiel ao meu sonho, à minha equipe e às pessoas que acreditam em mim. Tenho bem claro na minha cabeça que tenho que dar um passo de cada vez. Pouco a pouco a gente vai chegar lá, tudo no tempo certo. Quando tiver que acontecer vai acontecer. Eu acho que a gente não precisa ficar apressando as coisas. Ter paciência é importante”.

    Futuros

    Ulan estreia na elite ano que vem e segue os passos de Avancini (Pedro Cury)
            A curto prazo, o foco de Ulan Galinski é o Campeonato Brasileiro de mountain bike, que acontece neste fim de semana (30 e 31 de outubro). E depois, merecidas férias. Mas a cabeça, inevitavelmente, já pensa na próxima temporada, que tem tudo para ser mais um ano especial. Isso porque ele deixará o Sub-23 para entrar de vez na elite do MTB. E a expectativa – e a perspectiva – é a melhor possível.
            “Eu consegui andar entre os três primeiros da super elite, tive bons resultados, então isso de certa forma me dá uma confiança a mais. Vai ser meu primeiro ano na categoria elite, então é um novo ciclo, mas estou bem animado. O Henrique Avancini sempre fala que é quando realmente inicia a vida profissional de um atleta, então estou pronto para isso. Se tiver que tomar na cabeça, vou tomar e vou aprender. Eu sei que isso vai ser importante para o meu crescimento. E vou tomar na cabeça agora para dar na cabeça um dia”.
            Mas além dos resultados, Ulan Galinski também segue os passos do ídolo Avancini fora das pistas. Como inspiração. “Vejo minha história como uma mensagem para outras pessoas e isso me motiva todo dia. Eu acredito muito no poder social que o esporte tem e entendo que esse é meu propósito e minha missão na Terra: tentar inspirar o máximo de pessoas possíveis. É a realização de um sonho e é só o começo”, concluiu.
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    A elite mundial do downhill (DHI) já pedala nas encostas da Serra da Lousã. A pista, em pleno Louzanpark, traçado que em 2018 acolheu o Campeonato Europeu de DH, recebe, até domingo, a emocionante jornada dupla que vai definir os campeões da Copa do Mundo 2020 de Downhill.
    A organização da União Ciclista Internacional (UCI) conta com o apoio local do Montanha Clube – BTT Downhill, da Câmara Municipal da Lousã (CML), da Turismo Centro de Portugal e da União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo (UVP/FPC).
    Inicialmente prevista para 21 e 22 de março, a prova que marcaria a abertura da Copa do Mundo 2020 foi adiada devido à covid-19. Até domingo, apesar de ser não permitida a presença de público, a adrenalina na Serra da Lousã está num nível elevado, com a elite mundial do DHI a discutir uma dupla jornada decisiva nas contas finais da Taça do Mundo, competição disputada pela primeira vez em Portugal.
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