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MTB Festival e Ladeiras Trail em Mairiporã 2020

O MTB Festival engloba competições ciclísticas, Campeonato Brasileiro de XCO, Brasileiro de short track e Brasileiro de E-MTB, em Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2020, segunda-feira de feriado nacional. Uma corrida de trilha da Ladeiras Trail também integra a programação em 02/11.
Importante: a realização da prova pedestre depende da fase do Plano São Paulo, o de retomada gradual da economia em meio à pandemia de covid-19, na qual o município estará na semana do evento. Em setembro de 2020, encontrava-se na Amarela.
Detalhes do evento

Evento: MTB Festival e Ladeiras Trail em Mairiporã 2020

Modalidade: ciclismo, corrida de trilha

Data: 02/11/2020 (segunda-feira)

Local: Instituto Mairiporã

Endereço: Avenida Thomaz Rodrigues da Cruz, 1113; Luiz Fagundes

Localidade: Mairiporã-SP

CEP: 07625-110

Evento para: praticar

Mais informações: http://mtbfestival.com.br

Informações sobre inscrições

As inscrições (clique aqui) foram abertas em 21 de setembro de 2020. As para as provas ciclísticas são apenas para federados; as para a pedestre, que custam R$ 180, são abertas ao público que apresentar exame RT-PCR (para covid-19) negativo.

Mapa/Como chegar ao local

Letícia Cândido quer aproveitar Mundial depois de estreia 'bater na trave'

    
    No que pode    ria ter sido sua primeira participação em um Campeonato Mundial de mountain bike, a ciclista mineira Letícia Cândido viu o sonho se desfazer com uma queda nos treinos do local da competição faltando poucos dias para sua estreia. Letícia seguiu com a delegação e precisou ver os companheiros do lado de fora. Em 2020, ela volta a ganhar nova oportunidade, com a certeza de que lições foram tiradas.
        "Eu esperava ser chamada neste ano novamente, mesmo em um período de incertezas. O acidente do ano passado é algo que acontece, a queda que sofri foi importante para o meu crescimento. Quando estamos em um Mundial pela primeira vez, existe muita euforia e acho que isso me desestabilizou. Agora estou com outra cabeça, mais madura e tenho certeza que minha participação será completa. Quero representar bem o Brasil e voltar com pontos na bagagem", comenta a atleta, natural de Ouro Branco.
        Letícia não é favorita para representar o Brasil na Olimpíada de Tóquio, mas não desiste da possibilidade. Diante de potências do mountain bike mundial, ela não pensar em uma colocação específica.
        "Mundiais são sempre difíceis, ainda mais quando se está estreando. Ano passado não pude sentir a intensidade da prova. Para este ano, não estabeleci meta. Treinei muito e quero dar o meu melhor. O resultado será a consequência do que vou fazer", indica. 
        Uma das representantes de Minas Gerais no time nacional, ela parte nesta sexta-feira para a sede do evento, em Leogang, na Áustria. Além dela, Guilherme Muller também estará defendendo o Estado, celeiro da modalidade. "Será incrível termos dois mineiros por lá", resume.
        Apesar da possibidade que tinha de realizar os treinos longe de casa, ela fez questão de, nos últimos anos, se manter na sua cidade-natal, contando com boa estrutura, profissionais capacitados e a presença da família e dos amigos.
        "Isso favorece o lado psicológico. Meu treinador acompanha meu rendimento em tempo real. A preparação física faço com um personal, que está sempre do meu lado, assim como as atividades de fisioterapia. Ouro Branco é a cidade que escolhi para viver e treinar, na região consigo fazer circuitos e simulações, não sinto falta de nada", garante.
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CBC convoca atletas selecionados para o Mundial de XCO 2020

        A Confederação Brasileira de Ciclismo convocou por meio de uma nota em seu site os atletas selecionados para correr o Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO 2020, que acontecera entre os dias 05 e 11 de outubro de 2020, na cidade de Leogang, na Austria.

Nota para a imprensa

CONVOCAÇÃO

CAMPEONATO MUNDIAL DE MTB XCO - AUSTRIA

        A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), convoca os atletas abaixo relacionados para participarem do Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO, que acontecerá entre os dias 05 e 11 de outubro de 2020, na cidade de Leogang, na Austria.

Critérios de convocação

        A convocação tem como objetivo exclusivo o Campeonato Mundial de Mountain Bike XCO. Para selecionar os atletas convocados, foram adotados critérios objetivos, fundamentados em resultados esportivos e rankings, como também critérios subjetivos, incluindo fator idade, renovação da base, surgimento de novos atletas com alto índice técnico e atletas que tenham apresentado resultados crescentes significativos ao longo da última temporada.

Relação de convocados:

Henrique Avancini - Elite
Guilherme Muller - Elite
Luiz Cocuzzi - Elite
Ulan Bastos - Sub23
Raiza Goulão - Elite
Leticia Candido - Elite
Giuliana Morgen - Junior
Alex Malacarne - Junior

Carlos Polazzo - Coordenador
Carolina Avancini - Fisioterapeuta
Carlos Renato - Mecânico

*** A CBC também convocou a atleta Jaqueline Mourão que decidiu abrir mão da participação por motivos pessoais.

Assessoria de Comunicação - CBC

Telefone: (61) 3585.1051 | (61) 9123.2218 
E-mail: imprensa@cbc.esp.br 
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Fonte: https://www.pedal.com.br/mundial-de-mtb-xco-2020-cbc-convoca-atletas-selecioandos_texto14600.html

Focada em Tóquio, Jaqueline Mourão abre mão de vaga no Mundial de Mountain Bike

    
    Um dos maiores nomes do ciclismo brasileiro em todos os tempos, Jaqueline Mourão preferiu por não estar presente no Campeonato Mundial de mountain bike, que vai acontecer entre 5 e 11 de outubro em Leogang, na Áustria.
        A atleta de 44 anos, que mora no Canadá, tem outras prioridades no momento, incluindo reunir todas as forças possíveis para estar, no ano que vem, no que pode ser sua sétima participação olímpica. Até aqui, ela soma duas presenças nos Jogos de verão e quatro nos Jogos de inverno, competindo no esqui e biatlo.
        Depois de receber a convocação por parte da Confederação Brasileira de Ciclismo, ela agradeceu o chamado em decisão conjunta com seus patrocinadores.
        "Fui convocada mas abri mão da minha vaga. Desde o início do isolamento, venho conversando com a Confederação e o pessoal da Sense Factory Racing. Todos estamos de comum acordo que seria melhor concentrar na temporada 2021 e nas Olimpíadas. Nós focamos na preparação e em arriscar menos em virtude da Covid-19. Os pontos de agora não contam para o ranking olímpico", lembra Jaque, mineira de Belo Horizonte.
        O Brasil segue na briga para ter mais de uma atleta nos Jogos de Tóquio. O número de representantes vai de acordo com o ranking do país no cenário internacional. No feminino, o país, 19º colocado, teria direito a uma única vaga, que é dada às nações entre 8ª e 21ª posição no ranking. Para ter uma segunda atleta, teria que estar entre o 3º e 7º lugar.
        Na briga com Jaque, estão Raíza Goulão e Letícia Cândido, que estarão presentes no Mundial da Áustria.
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Dia Mundial sem Carro chama atenção para bicicleta como alternativa

    
    Na última terça-feira (22) foi comemorado o Dia Mundial Sem Carro. A data é usada por entidades envolvidas com o debate sobre mobilidade urbana para chamar a atenção para alternativas a veículos individuais motorizados, como a bicicleta.
        Este é o meio de transporte de Marcelo Santos. Aposentado, ele se desloca pedalando e tem um projeto com alunos de jornalismo da Universidade Federal Fluminense sobre o tema. Até se aposentar, ia da casa para o trabalho em um trajeto de 14 quilômetros diários de pedalada.
        “Eu usava transporte público, mas encontrava dificuldade. Andei muito de bicicleta até meus 26 anos e voltei a andar há quatro anos. A opção foi por achar mais fácil me movimentar entre meu trabalho e minha casa sem transtorno de engarrafamento e outros obstáculos”, conta.
        Não há dados muito consolidados sobre a realidade de pessoas como Marcelo no Brasil. De acordo com o relatório mais atual sobre os ciclistas, denominada Perfil do Ciclista 2018, da Parceria Nacional pela Mobilidade por Bicicleta, 75,8% utilizavam o meio de transporte para ir ao trabalho, 61,9% para o lazer, 55,7% para fazer compras e 25,4% para ir à faculdade.
        Dos ouvidos, 82,5% pedalavam mais de cinco vezes por semana, 59% usavam há mais de cinco anos, 55% levavam entre 10 minutos e 30 minutos em suas viagens, 40,3% têm renda entre 1 e 2 salários e 25.7% têm entre 25 e 34 anos de idade.
        As principais motivações para pedalar são rapidez e praticidade (34,8%), saúde (25,8%) e custo (22%). Os principais problemas enfrentados são segurança no trânsito (40,8%), a infraestrutura (37,9%), segurança pública (7,9%) e sinalização (6,9%).
        A diretora-presidente da União de Ciclistas do Brasil, Ana Carboni, destaca que apesar da presença quantitativa das bicicletas no país, ela ainda é pouco valorizada como meio de transporte tanto entre as pessoas quanto no planejamento das cidades e das estruturas de mobilidade.
        “A frota de bicicleta é maior do que a de automóveis. Contudo, o Brasil continua priorizando os veículos individuais motorizados. 80% da infraestrutura viária nas cidades é dedicada ao carro e à moto, que transporta menos de 30% da população. Existe um desequilíbrio muito grande. A maioria das pessoas se locomove a pé, de bicicleta ou de transporte público”, pondera.
        Ana Carboni defende que é preciso repensar as cidades considerando novos modelos de mobilidade. A dificuldade posta nas distâncias de grandes centros urbanos está diretamente relacionada às desigualdades e como elas se colocam nos territórios. Mas ela acredita que as duas rodas podem ser uma alternativa real, não somente sozinhas como em combinação com outros modais, como metrô.
        “A bicicleta tem potencial de intermodalidade, mas o transporte público precisa melhorar. Precisa haver investimento em infraestrutura, em bicicletários, bicicletas compartilhadas, e a bicicleta pode ser usada como primeira ou última perna”, defende. Ela cita como exemplo a cidade de Fortaleza, onde é possível usar o bilhete de ônibus para pegar bicicletas compartilhadas e fazer parte do trajeto.

CICLISMO E PANDEMIA

        A União dos Ciclistas do Brasil lançou um documento com sugestões de adaptação das vias e estruturas de mobilidade no contexto da pandemia. Como o transporte público se tornou um vetor de transmissão do vírus e parte expressiva da população não conta com a possibilidade do transporte por carro, as bicicletas se tornaram uma alternativa de mobilidade.
        As bicicletas também passam a ser empregadas crescentemente na logística. Os entregadores de aplicativo são um exemplo dessa tendência e forma de deslocamento.
        “O transporte por bicicleta não polui o ar, evita contato físico direto e promove saúde e bem-estar. Além dos benefícios ambientais, há também benefícios socioeconômicos: trata-se de um veículo de baixo custo e acessível, sendo a ciclomobilidade a aposta de muitos países para recuperar a economia”, defendem os autores.
        Uma série de cidades em todo o mundo, como Berlim (Alemanha), Bogotá (Colômbia) e Vancouver (Canadá) adotaram medidas emergenciais, como a construção de ciclovias temporárias (com sinalização ou com reserva de faixas com cones, por exemplo).
        A construção dessas ciclofaixas pode ser feita a baixo custo, com sinalização. O documento sugere cores como amarelo e vermelho para remeter ao sinal de alerta e trazer maior contraste com o pavimento. São sugeridas também barreiras móveis para reforçar a demarcação e evitar acidentes causados por motoristas.
        Outra alternativa é a ampliação de espaços para pessoas. Em Brasília, isso foi feito na pandemia em algumas vias. Mas, de acordo com os autores, ainda de forma limitada por ocorrer em alguns dias. Eles advogam pelo uso deste recurso de forma mais perene, com o objetivo de incentivar o deslocamento ativo.
        Marcelo Santos destaca que várias cidades estão vendo o novo normal com a necessidade de incentivar a mobilidade ativa. “Sabe-se que no Brasil 70% das viagens são de no máximo 8 km, é uma distância viável para qualquer um pedalar. O desafio maior é da sociedade entender que esse é um momento de retornar diferentes”, opina.
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BICICLETAS DE TRILHAS (MOUNTAIN BIKES) - CONHEÇA OS TIPOS E COMO ESCOLHER...

    
    O mountain biking é uma modalidade do ciclismo que nasceu nos anos 1970 na Califórnia, Estados Unidos. De lá pra cá, o que começou como um bando de malucos adaptando bikes cruiser para descer ladeiras de terra, evoluiu e se diversificou em em esporte com várias categorias, cada uma com seus objetivos e bicicletas adequadas.

  • Índice - Os diferentes tipos de mountain bikes
    • O que é Mountain Bike ou Bicicletas de Montanha ?
    • Bikes de Cross-Country
    • Bikes de Trail ou All Mountain
    • Bikes de Enduro
    • Bikes de Downhill
    • Perguntas e Respostas
    • Vale a pena ter uma mountain bike que não seja aro 29 ?
    • Qual a melhor marca de mountain bike ?
    • Vale a pena ter uma mountain bike de competição apenas para uso básico ?
    • Posso usar uma mountain bike no asfalto ?

    • O que é Mountain Bike ou Bicicletas de Montanha ?
        O termo mountain bike em tradução direta significa "bicicletas de montanha", diferente de "mountain biking" que é a atividade - o ciclismo de montanha. Muitas vezes são chamadas também como bicicleta de trilha e quando falamos de bicicletas 29 estamos em geral falando de mountain bikes, já que esse é o tamanho atualmente considerado padrão para as rodas.
        Apesar de no Brasil muita gente usar mountain bikes para se locomover no ambiente urbano, o propósito delas é andar fora de estrada (off-road), seja em estradas de terra ou trilhas super-técnicas.
        É possível usar essas bicicletas para terra / trilhas e asfalto, mas nas maioria das situações, uma bicicleta dedicada para o uso urbano será mais eficiente e mais barata. Da mesma maneira, uma speed (road bike) terá um desempenho muito melhor no asfalto.
    • Bikes de Cross-Country
        O Cross-Country, também chamado de XC é a modalidade do ciclismo mais praticada no Brasil. Normalmente, os praticantes do cross-country gostam de uma pedalada com mais desempenho atlético, com foco tanto nas subidas quanto nas descidas. basicamente, ele é dividido em duas modalidades:
        O Cross Country Olímpico (XCO), que acontece em várias voltas em circuitos com mais ou menos 4km, e o cross-country maratona (XCM), em que os atletas pedalam por trilhas e estradas em uma volta só, sendo um percurso bem mais longo.
        As boas bikes para XC são leves, rápidas, ágeis e sobem muito bem. A maioria das bikes de XC possuem ao menos uma suspensão dianteira, mas muitas delas possuem uma suspensão traseira também.
        Normalmente, a curso de suspensão deste tipo de bicicleta, que é a capacidade que a suspensão tem de se mover em um impacto, fica na casa dos 100mm, o que não é muita coisa.
        Atualmente, algumas marcas já começaram a fazer bikes de XC com um pouco mais de curso, com alguns modelos com até 120mm de suspensão. Elas são indicados para provas mais técnicas como competições de XCO em circuitos com muitos obstáculos.
        As bikes de cross-country são indicadas para quem quer fazer pedais com mais desempenho, quilometragens maiores ou mesmo participar de competições de cross-country olímpico e maratona.
        Vale destacar que, para manter a eficiência na subida, este tipo de bike costuma ter um comportamento na descida menos eficiente.
        Além de terem menos suspensão, elas costumam ter pneus um pouco mais estreitos, além de uma geometria que coloca o piloto em uma posição mais indicada para subidas.
        Apesar disso, muitas bikes de XC mais modernas já contam com uma geometria bem mais adaptada aos desafios técnicos.

    • Bikes de Trail ou All Mountain
        As bikes chamadas hoje de Trail Bikes/All Mountain são mais indicadas para pedaladas um pouco mais recreacionais do que o cross-country. Neste tipo de pedal, o desempenho ainda importa, mas o ciclista está disposto a abrir mão de alguns segundos nas subidas para ganhar mais controle e diversão nas descidas.
        Por isso, as bikes de trail são muito parecidas com as bikes de cross-country, mas com uma pitadinha adicional de características indicadas para descidas. Via de regra, elas sobem quase tão bem quanto uma bike de XC, mas sua geometria, seus pneus e suas suspensões ganham mais capacidade na hora de descer.
        Geralmente, o curso da suspensão de uma trail bike fica entre 120mm e 140mm, com pneus um pouco mais pesados e agressivos e guidões mais largos. Muitas delas já vem com canotes retráteis, uma tendência que está ficando comum até nas bikes de XC.
        Apesar disso, algumas bikes de trail pode encarar uma competição de maratona ou XCO com bastante desenvoltura, mas é claro que ela não vai oferecer a mesma eficiência pura de uma XCzeira tradicional.
        Quando falamos em geometria, a bike de trail já é tem uma geometria mais longa e relaxada do que a de XC, o que aumenta sua capacidade de andar em velocidades altas e em terrenos mais técnicos.
        As bikes de trail são indicadas para quem quer fazer aquele pedal mais recreacional, encarando subidas e descidas com bastante desempenho.
        Vale destacar que, se você é iniciante, este tipo de bike pode oferecer um pouco mais de “folga” e conforto na pilotagem, o que tende a compensar um pouco a falta de habilidade de quem está começando no esporte. Para quem não pretende competir, costuma ser uma opção melhor.
    • Trail ou All Mountain ?
        O All Mountain e Trail acabam sendo termos que se misturaram. Algumas marcas usam o Trail para falar das bikes mais próximas das de Cross-Country e All Mountain para bikes mais agressivas próximas das bikes de Enduro, mas outras simplesmente usam apenas Trail e Enduro.
    • Bikes de Enduro
        As bikes desta categoria são ideais para que busca se divertir nas descidas. Isso porque, embora elas sejam capazes de subir relativamente bem, boa parte do projeto de uma bike de All Mountain ou Enduro foi pensada para quando a trilha vira para baixo.
        O Enduro acabou se tornando uma modalidade própria, com competições de alto nível e mundiais.

        Em uma prova de Enduro, os pilotos devem encarar especiais de descida cronometrada. Mas, antes de descer, eles precisam chegar no topo da montanha. Apesar do tempo na subida não contar, existe um limite de tempo entre uma especial e a outra.
        Então, se você tem o perfil de subir sem muita pressa, só para descer o mais rápido possível, escolha as bikes desta categoria. Para identificá-las, procure por modelos com cerca de 140mm até mais ou menos 170mm de curso de suspensão, caixas de direção bem mais “deitadas”, entre-eixos mais longos e pneus mais largos, pesados e resistentes.
        Esses e outros detalhes aumentam a capacidade da bike nas descidas, mas acabam comprometendo sua eficiência nas subidas e trechos de pedalada. Assim como as bikes de trail em comparação com as de XC, uma bike de enduro vai oferecer para o ciclista iniciante uma maior facilidade para encarar as descidas e obstáculos.
    • Bikes de Downhill
        Uma bike de Downhill (DH) é uma máquina criada apenas para as descidas. Apesar de serem capazes de, nas mãos certas, descerem trilhas que a maioria das pessoas não conseguiria descer a pé, uma bike desta modalidade serve apenas para fazer isso.
        Para se ter ideia, elas não utilizam nem um canote retrátil, já que um pequeno canote para segurar o banco em uma posição baixa é mais do que o suficiente. Afinal, para chegar ao topo das subidas, os atletas desta modalidades utilizam teleféricos ou "resgates" motorizados.
        As marchas também são reduzidas: enquanto bicicletas de outras modalidades tendem a ter 12 marchas ou mais, as de downhill algumas vezes podem ter somente 7.
        Uma bike de Downhill possui suspensões extremamente grandes, muitas com 200mm de curso, e pneus que mais parecem ser de motocross. As bikes são extremamente reforçadas e resistentes, com geometrias que permitem manter o controle mesmo em situações absurdas.

  • Perguntas e Respostas
    • Vale a pena ter uma mountain bike que não seja aro 29 ?
        Vemos cada vez menos argumentos contra a eficiência das 29". E uma outra coisa que é preciso levar em consideração é quanto ao desenvolvimento de novos rodas, especialmente aros e pneus, para outros tamanhos. Sendo assim, poderá ser cada vez mais difícil ter uma variedade de produtos que não sejam 29" e certamente não terão grandes novidades.
        Caso o uso da bike seja urbano e não haja pretensão de melhoria nas peças, ou seja, a mountain bike for usada para passeios ou locomoção, não há muita diferença de performance nas rodas 29", não sendo vantagem trocar sua bike atual somente por isso.
    • Qual a melhor marca de mountain bike ?
        Não existe melhor marca de bicicleta de trilha. A cada ano surgem novidades e a tecnologia não para de evoluir. Existem algumas marcas que estão no topo do desenvolvimento, brigando entre si e se superando a cada ano. Algumas marcas também são melhores em uma determinada modalidade.
    • Vale a pena ter uma mountain bike de competição apenas para uso básico ?
        Em geral, é um desperdício de dinheiro que pode não se refletir na melhor experiência de uso. Uma MTB de competição é feita para ganhar corridas. Em contra-partida, pode ser menos confortável e ter necessidades maiores de manutenção.
    • Posso usar uma mountain bike no asfalto ?
        Uma mountain bike de verdade terá pneus com cravos, popularmente chamados de pneus biscoito, que são ótimos na terra, porém no asfalto deixam a bicicleta mais lenta e curiosamente podem ser mais escorregadios que os pneus lisos urbanos (chamados de pneus slick).
        Além disso, ela poderá ter uma relação de marchas muito mais voltada para situações extremas de ladeiras inclinadas e também buscando desempenho. Isso custará mais caro e trará maior manutenção, com um benefício não tão grande.
        Além disso, dependendo do nível, ela poderá ter suspensões, que ao contrário do que se pensa, não é para trazer conforto no uso urbano, mas sim maior controle e desempenho na terra. Uma suspensão ruim aumentará o peso sem muito benefício e uma suspensão muito boa pode ser mais cara que bicicletas populares, com pouca vantagem para pedalar no asfalto.
        O conforto de uma bicicleta no uso urbano deve ser dado pelo selim correto, ajuste de medidas e pressão certa do pneu.
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TOUR DE FRANCE: Tadej Pogacar, o garoto que fez o que ninguém fazia há mais de 100 anos.

    
    Filho de pai designer de móveis e de mãe professora de francês, o esloveno de 21 anos tornou-se este domingo no 2.º vencedor mais jovem de sempre do Tour, só atrás de Henri Cornet, em 1904. Além disso, o ciclista da UAE Emirates, que até começou no futebol e que teve a sua primeira vitória como profissional na Volta ao Algarve, fez o que apenas Eddie Merckx conseguiu na história do Tour: levar para casa três camisas. Um prodígio, uma das caras de uma geração de exceção.    
        Isto no ciclismo, já tendemos a falar quase sempre, com "pinças". E a culpa não é nossa, é mesmo dele - e ele que nos perdoe, mas é mesmo assim. Porque muitos de nós já viram um pouquinho de tudo no Tour, desde ciclistas expulsos no meio da prova, ciclistas que desapareceram em plena corrida, até o herói, o maior de sempre, afinal era um trapasseiro, tudo confessado em pleno talk show norte-americano, para vergonha nossa, nós que trocamos incontáveis horas de nosso dia para ver o Capitão América montanha acima, ele e a sua história de superação.
        Sabem o que é uma traição? Isso é uma traição e o ciclismo já nos traiu algumas vezes.
        Estamos queimados, como gato escaldado, temos medo de um dia olharmos para as notícias e mais uma vez levarmos as mãos à cara, de embaraço por termos voltado a acreditar. Mas, nunca se esqueçam, em cada amante do ciclismo há um romântico e por isso aí vai: aquilo que Tadej Pogacar fez no sábado, naquele contrarrelógio entre Lure e La Planche des Belles Filles, não é um dos feitos esportivos do ano... É um dos feitos esportivos do século, um dos maiores momentos da história recente do centenário Tour.
        Em 36,2 quilômetros, um garoto de 21 anos, com ar de menos ainda, comeu os 57 segundos que tinha de atraso para o líder e vencedor antecipado Primoz Roglic, e deu-lhe ainda outros 59, para se tornar no mais jovem vencedor do Tour desde 1904, quando um tal de Henri Cornet, a uns dias de completar 20 anos, ganhou a segunda edição da prova. Tudo isto na penúltima etapa, no derradeiro momento, numa Volta a França em que nem sequer partia como o líder absoluto da UAE Emirates. Num Tour onde à etapa 7 perdeu inesperadamente mais de um minuto devido a uma mudança de direção do vento, que fragmentou o pelotão e deixou o esloveno sozinho, sem a proteção de uma equipe com quem raramente pôde contar - o suposto líder, Fabio Aru, sem condições, desistiu cedo, e Davide Formolo caiu e teve de abandonar.
O esloveno de amarelo em Paris - ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/GETTY
        Depois desse infortúnio, Pogacar não mais parou: na etapa seguinte atacou e recuperou desde logo algum do tempo perdido. E venceu em Laruns e no Grand Colombier, antes do triunfo estratosférico no último contrarrelógio, que o catapultou para o topo da geral. E para lá da camisa amarela, ainda vai para casa como líder da juventude e rei da montanha, feito que só Eddie Merckx conseguiu nos seus dias, quando também na estreia no Tour, em 1969, venceu três classificações, geral, pontos e montanha - também teria ganhado a juventude se ela existisse naquela época.
        Fica mais fácil perceber a enormidade do feito de Tadej Pogacar quando se visita o site oficial deste garoto, nascido há 21 anos, perto de Komenda, uma vila bem no centro da Eslovénia. O primeiro que vemos é a sua frase de guerra: "Nunca deixar de tentar e nunca desistir". Mesmo com a corrida comprometida, Pogacar terá sido o único a nunca deixar de acreditar que era possível bater o compatriota Primoz Roglic, mais experiente, com uma super-equipe por trás, favorito número 1 desde o início à vitória no Tour, que em tempo algum pareceu possível escapar-lhe. Até àquele contrarrelógio final.
        De Pogacar não se pode dizer que a vitória é uma surpresa. A surpresa é apenas ter acontecido tão cedo, mesmo que dele já estejamos à espera de recordes de precocidade. Ainda com 20 anos, tornou-se em 2019 no mais jovem vencedor de uma prova do World Tour, o Tour da Califórnia. Mas foi em Portugal que brilhou pela primeira vez: uns meses antes da vitória nos Estados Unidos, venceu pela primeira vez como profissional na Volta ao Algarve, que viria a conquistar no final. Ele que nem sequer estava na equipe inicial da UAE Emirates para a prova algarvia: foi chamado de última hora quando o diretor esportivo da equipe percebeu que um dos ciclistas estava fora de forma.
    Os bons resultados ao longo do ano fizeram a equipe dos Emirados Árabes Unidos antecipar a chamada de Pogacar a uma grande volta e, logo na estreia, na Vuelta de 2019, o jovem não só terminou em 3.º lugar como venceu três etapas e a classificação da juventude. Na primeira participação no Tour, para onde vinha sem pressão e apenas com a ideia de aprender e ganhar experiência, conseguiu fazer ainda melhor.
FUTEBOL COMO PRIMEIRA PAIXÃO
        A primeira paixão de Tadej Pogacar nem sequer foi o ciclismo. O próprio conta numa pequena biografia no seu site oficial que o futebol foi o primeiro esporte que praticou.
        "Quando andava na escola primária, comecei a treinar na equipa de futebol de Komenda. Acho que também tinha muito talento para o futebol e continuo a gostar de jogar", diz o prodígio esloveno.
        O ciclismo apareceu quando o seu irmão mais velho, Tilen, começou a correr numa equipe da capital, Ljubljana. Tadej quis desde logo seguir o irmão, mas a equipe não tinha bicicletas que se adaptassem à sua pequena estatura. Aos 9 anos começou finalmente a treinar-se nas duas rodas e em pouco tempo já impressionava. Em declarações à revista "Procycling", Andrej Hauptman, esloveno que foi medalha de bronze nos Mundiais de 2001 e que é hoje um dos treinadores de Pogacar, revelou como conheceu o agora vencedor da Volta a França.
        "Era uma corrida de jovens e cheguei um pouco atrasado. A primeira coisa que vi foi um grande grupo de adolescentes a liderar e depois um menino, muito mais pequeno que os outros, uns 100 metros atrás, a tentar apanhá-los. Disse aos organizadores que deveriam fazer alguma coisa para que o miúdo voltasse a entrar no grupo e responderam-me: 'Não, estás a fazer confusão. Ele está à frente, já deu uma volta a toda a gente'. Esse miúdo era o Tadej".
Pogacar, campeão da Volta ao Algarve em 2019, a sua primeira vitória como profissional - TIM DE WAELE/GETTY 
        Daí para cá, Hauptman tem sido um dos seus mentores e foi essencial na hora de assinar pela UAE Emirates. Quem o conhece, diz que é calmo e inteligente, corajoso e confiante, apesar de tímido. Um líder nato, apesar da tenra idade.
"Acho que um dos meus pontos fortes é saber como ler a corrida. Não gosto de me entusiasmar em demasia e atacar sem sentido. Prefiro ver o que os outros fazem e depois seguir a maré", disse Pogacar em entrevista à revista "Cyclist".
        Na mesma publicação, Neil Stephens, diretor da UAE Emirates, sublinha a inteligência e a intuição natural do jovem esloveno.
        "Às vezes penso naquilo que lhe vou dizer para fazer na corrida pelo rádio e normalmente ele já tomou uma decisão e é a decisão correta", explica. Stephens diz ainda que se surpreende com a maturidade de Pogacar: "Não é normal. Ele é muito calmo, independente e reflete muito. Mas também sabe ouvir, seguir conselhos e ordens. Sabe fazê-lo sem nunca perder a sua iniciativa".
        Numa modalidade em que o pico de forma muitas vezes não chega antes dos 30 anos, Tadej Pogacar é mais uma figura de uma jovem geração fenomenal que promete dominar o ciclismo nos próximos anos. Sucede como vencedor do Tour a Egan Bernal, colombiano de 23 anos que neste Tour acabou por desistir e terá, seguramente, duelos com Remco Evanepoel, belga de 20 anos, vencedor da Volta ao Algarve deste ano, neste momento a recuperar de um grave acidente na Volta à Lombardia.
E este Tour foi também o Tour dos jovens. Não foi apenas o Tour de Pogacar, mas também o Tour de Wout van Aert, vencedor de duas etapas e que fez 25 anos durante a prova. O Tour de Lennard Kamna, alemão de 24 anos, vencedor de uma etapa e um dos grande animadores nas fugas. De Marc Hirschi, de 22 anos, também ele vencedor de uma etapa e o super-combativo desta edição da Volta a França.
        O futuro parece brilhante. E nós, como românticos que somos, queremos acreditar nele.
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Fonte: https://tribunaexpresso.pt/ciclismo/2020-09-20-Tadej-Pogacar-o-super-miudo-que-fez-o-que-ninguem-fazia-ha-mais-de-100-anos.-E-que-comecou-a-ganhar-em-Portugal

TOUR DE FRANCE: Pogacar conquista o Tour e repete feito de Eddy Merckx

Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu a 107.ª Volta a França, ao cruzar a linha de chegada, nos Campos Elísios, integrado no pelotão, no final da 21.ª e última etapa conquistada pelo irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).
Pogacar, de 21 anos, é o primeiro esloveno a conquistar o Tour e o ciclista mais jovem no pós-guerra a fazê-lo, e vai ser acompanhado no pódio final pelo seu compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo a 59 segundos, e pelo australiano Richie Porte (Trek-Segafredo), terceiro a 03m30s.
A 21.ª e última etapa, uma ligação de 122 quilômetros entre Mantes-la-Jolie e Paris, foi ganha pelo camisa verde, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep), com o tempo de 02h53m32s, diante do campeão do Mundo, o dinamarquês Mads Pedersen (Trek-Segafredo), e do eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe).
Tadej Pogacar tornou-se no primeiro ciclista desde Eddy Merckx a vestir três camisas - amarela, montanha e juventude - no pódio dos Campos Elísios, na festa de consagração dos vencedores da 107.ª Volta a França.
O esloveno da UAE Emirates, que na segunda-feira cumprirá 22 anos, bateu, este domingo, todos os recordes de precocidade, imitando o "Canibal" Eddy Merckx, considerado o melhor ciclista de todos os tempos, que, em 1969, quando tinha 24 anos, ganhou o seu primeiro Tour, além das classificações da montanha e da regularidade.
No entanto, Pogacar é mesmo o primeiro corredor a vestir a amarela, a camisola das bolas vermelhas (montanha) e a branca no pódio final desde que a classificação da juventude foi instituída em 1975.
O líder da UAE Emirates, que roubou a amarela ao compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma) no penúltimo dia, é também o segundo mais jovem de sempre a vencer a "Grande Boucle", sendo superado apenas por Henri Cornet, que ainda não tinha 20 anos quando triunfou em 1904, na segunda edição da prova francesa - na realidade, o francês foi quinto na estrada, mas ascendeu à primeira posição após várias desclassificações.
O triunfo do esloveno entra ainda para o top 10 das menores diferenças de sempre entre primeiro e segundo (59 segundos), um "ranking" liderado pelos traumáticos oito segundos que custaram a amarela ao francês Laurent Fignon em 1989, num contrarrelógio perdido em plenos Campos Elísios para o norte-americano Greg LeMond.
Curiosamente, o primeiro dia "amarelo" do ciclista de Komenda foi vivido na 21.ª e última etapa, algo que não acontecia desde 2011, quando o australiano Cadel Evans destronou o luxemburguês Andy Schleck na véspera da chegada a Paris, também num contrarrelógio.

Resultado da 21ª Etapa
IRL  1  BENNETT, Sam (DECEUNINCK - QUICK-STEP)                  2:53:32
DEN  2  PEDERSEN, Mads (TREK - SEGAFREDO)                       
SVK  3  SAGAN, Peter (BORA - HANSGROHE)                         
NOR  4  KRISTOFF, Alexander (UAE TEAM EMIRATES)                 
ITA  5  VIVIANI, Elia (COFIDIS)                                 
BEL  6  VAN AERT, Wout (JUMBO - VISMA)                          
AUS  7  EWAN, Caleb (LOTTO SOUDAL)                              
FRA  8  HOFSTETTER, Hugo (ISRAEL START - UP NATION)             
FRA  9  COQUARD, Bryan (B&B HOTELS - VITAL CONCEPT P / B KTM)   
GER  10 WALSCHEID, Maximilian Richard (NTT PRO CYCLING)         
Classificação Geral Final
SLO  1  POGAČAR, Tadej (UAE TEAM EMIRATES)                       87:20:05
SLO  2  ROGLIČ, Primož (JUMBO - VISMA)                           +      59
AUS  3  PORTE, Richie (TREK - SEGAFREDO)                         +    3:30
ESP  4  LANDA MEANA, Mikel (BAHRAIN - MCLAREN)                   +    5:58
ESP  5  MAS NICOLAU, Enric (MOVISTAR)                            +    6:07
COL  6  LOPEZ MORENO, Miguel Angel (ASTANA PRO)                  +    6:47
NED  7  DUMOULIN, Tom (JUMBO - VISMA)                            +    7:48
COL  8  URAN, Rigoberto (EF PRO CYCLING)                         +    8:02
GBR  9  YATES, Adam (MITCHELTON - SCOTT)                         +    9:25
ITA  10 CARUSO, Damiano (BAHRAIN - MCLAREN)                      +   14:03
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Seleção brasileira de mountain bike vai com dois mineiros para o Mundial

Cinco atletas foram escolhidos pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) para representar o país na categoria elite do Campeonato Mundial de mountain bike, que está marcado para acontecer entre 5 e 11 de outubro na cidade de Leogang, na Áustria. Entre eles, dois mineiros, para ratificar a tradição do Estado na modalidade.
Henrique Avancini, número dois do ranking mundial, é a grande referência. Avancini foi quarto colocado nos dois últimos Mundiais. Ele terá a companhia do mineiro Guilherme Muller, além de Luiz Henrique Cocuzzi. Entre as mulheres, a referência é Raíza Goulão, que tem disputado provas internacionais nos últimos anos, além de Letícia Cândido, mineira de Ouro Branco.
No sub-23, Ulan Bastos foi chamado, assim como Giuliana Morgen e Alex Malacarne na categoria Junior. A ausência ficou por conta de Jaqueline Mourão, de 44 anos, nome do país que briga por vaga na Olimpíada de Tóquio.
Segundo a confederação, foram adotados critérios fundamentados em resultados esportivos e rankings, como também critérios subjetivos, incluindo idade, renovação da base, surgimento de novos atletas com alto índice técnico e atletas que tenham mostrado evolução nos últimos anos.
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Cartilha incentiva novos bikers a cuidar das trilhas


 

A prática de mountain bike nas montanhas de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem se mostrado uma das válvulas de escape perfeitas para enfrentar a pandemia. Contato com a natureza, aliado à busca por melhor qualidade de vida, sensação de liberdade e adrenalina são alguns dos motivos que atraem fãs do esporte.
A região, reconhecida por suas belezas naturais e amplos espaços abertos preservados, também possui uma ampla malha de trilhas que podem levar o ciclista à diversas cidades do entorno como Brumadinho, Rio Acima, Itabirito e até Ouro Preto.
A mistura de profissionais e amadores pelos estreitos caminhos de terra vem chamando a atenção do Projeto Trilhas, idealizado em 2013 por Fred Lanna e Christian Wagner. O grupo, que participou ativamente do tombamento de 380 quilômetros de trilhas em Nova Lima em 2016, agora traz um novo olhar para a região revitalizando alguns dos traçados e alertando para as boas práticas do esporte, com ênfase na sustentabilidade das trilhas, aliado à segurança.
Juntamente com o Peloton BH e com apoio de empresas da CSul Desenvolvimento Urbano, que possui um terreno no entorno da Lagoa dos Ingleses, e da loja Giga Bike, foi lançada uma cartilha que convida os praticantes mais experientes a “adotarem um iniciante”.
O documento traz cinco importantes dicas de segurança para quem quer se aventurar sobre duas rodas: Uso do capacete; Equipamentos de segurança fundamentais; Planejamento do pedal; Check up da bike; e Segurança em 1º lugar.
“Queremos seguir incentivando a prática do esporte de forma consciente e segura. Tendo em vista o crescimento do esporte e da busca pela região durante a pandemia, percebemos que há muitos novatos ingressando na modalidade e por isso começamos uma campanha de conscientização sobre o mountain bike, a utilização dos equipamentos e a importância da segurança desde o momento em que o ciclista sai de casa. É fundamental entender que não se trata de um ambiente com riscos controlados, como em parques de diversões, a segurança é responsabilidade de cada um”, reforça Fred Lanna.
De acordo com os idealizadores do projeto, a região metropolitana de Belo Horizonte abriga uma das maiores redes de conexão de trilhas do mundo. “Temos poucos exemplos no mundo de trilhas que conectam tantos municípios e distritos, e que são amplamente utilizadas, como vemos aqui. Essa rede é muito única e especial para nós e um motivo ainda maior para lutarmos por essa conservação. Somos a capital nacional do moutain bike”, afirma Christian Wagner. 

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Fonte: https://www.jornaldacidadebh.com.br/duas-rodas/cartilha-incentiva-novos-bikers-a-cuidar-das-trilhas/


Henrique Avancini está em segundo lugar no ranking mundial de Mountain Bike

As competições de Mountain Bike estavam paradas devido à pandemia de covid-19. Desde que retornou a ativa, o ciclista brasileiro Henrique Avancini tem apresentado boa performance durante as provas.
Avancini venceu há duas semanas na República Tcheca e voltou a vencer no útimo domingo, uma prova considerada classe 1 de Mountain Bike, a competição foi na Polônia.
Com os resultados positivos, Henrique Avancini ocupa a segunda posição no ranking mundial, somando 1.485 pontos. Nino Schurter, da Suíca, lidera com 1.679.
Avancinni volta a competir, na República Tcheca, de 29 de setembro a 4 de outubro, é uma etapa dupla da Copa do Mundo de Mountain Bike.
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Fonte: https://radios.ebc.com.br/no-mundo-da-bola/2020/09/ciclista-henrique-avancini-esta-em-segundo-lugar-no-ranking-mundial-de

Único negro no Tour da França critica silêncio do ciclismo na luta antirracista: ''Estou sozinho''

Entre dezenas de ciclistas do Tour da França, Kévin Reza é único negro. Exceção no pelotão, o francês de 32 anos vê pouca solidariedade no ciclismo, pouco apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Enquanto a luta antirracista ganha destaque na NBA, na NFL, na Fórmula 1 e no tênis, o Tour da França se silencia.
- Na NFL ou NBA ou em outros esportes, os atletas negros são menos minoria ou até mesmo são maioria, então é muito mais fácil criar o tipo de solidariedade necessária nesses esporte. No ciclismo, estou sozinho neste Tour de France, embora não esteja no pelotão global pelo resto do ano. Estou sozinho neste momento. Isso é um fato. Admiro o que esses outros esportes estão fazendo, mas no momento, não tenho certeza se o ciclismo está pronto para isso. Eu me sinto pronto, mas não vou fazer essa luta sozinho e gastar muita energia com pouco resultado - disse Reza, em entrevista ao site especializado na modalidade "Cycling News".  Não é a primeira vez que o francês sente a falta de apoio no seu esporte. Em 10 anos de carreira, ele por duas vezes ele sofreu com injúrias raciais públicas de adversários, o primeiro do suíço Michael Albasini no Tour da França de 2014, o segundo do italiano Gianni Moscon no Tour de Romandie de 2017. Poucos ciclistas se posicionaram em defesa de Reza. A União Ciclística Internacional (UCI), entidade máxima do esporte, não puniu os agressores. Apenas a equipe de Moscon o suspendeu por seis semanas.
- Houve solidariedade? Na verdade não. Meus amigos próximos do pelotão vieram me ver para dizer que me apoiaram e que foram afetados pelo que aconteceu. Mas de uma forma geral, não, eu realmente não senti uma solidariedade mais ampla no pelotão para chamar a atenção para o que aconteceu. Não há muita solidariedade no ciclismo. Isso não é uma crítica, é apenas uma observação. Já sou profissional há 10 anos, e em 10 anos não vi muita solidariedade especialmente no ciclismo, muito menos na época dos incidentes com Moscon e Albasini - disse Reza.

Único negro o Tour da França, o ciclista se sente sozinho e impotente na luta antirracista. Reza, porém, assume o posto de liderança no ativismo negro.
- Eu não sou uma estrela do rock no esporte. Tenho muito menos seguidores do que LeBron James! Mas me sinto realmente livre e pronto para lutar e seguir em frente - disse o francês.
Após 18 das 21 etapas do Tour de França, Kévin Reza é o 137º colocado na pontuação geral. O esloveno Primoz Roglic lidera. A principal prova do ciclismo termina no domingo, com chegada em Paris.
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Fonte: https://globoesporte.globo.com/ciclismo/noticia/unico-negro-no-tour-da-franca-critica-silencio-do-ciclismo-na-luta-antirracista-estou-sozinho.ghtml

TOUR DE FRANCE:''É evidente que, mais uma vez, o Primoz Roglic foi mais forte do que eu''

Tadej Pogacar reconheceu esta quinta-feira a superioridade do seu compatriota Primoz Roglic, declarando que a diferença na geral é demasiado grande para poder destronar o camisola amarela, mas que não vai desistir até Paris.
"É evidente que, mais uma vez, o Primoz Roglic foi mais forte do que eu. Tentei ganhar tempo na última subida, mas não consegui nem um segundo. Fiz uma boa subida a Glières, mas não tive forças para deixá-lo para trás", admitiu o jovem líder da UAE Emirates, de apenas 21 anos.
O ciclista de Komenda atacou perto do topo do Col de Glières para somar pontos para a classificação da montanha, agora liderada por Richard Carapaz (INEOS) com dois pontos de vantagem, e para testar o camisa amarela, mas o líder da Jumbo-Visma e a sua equipa responderam prontamente.
Com 57 segundos de desvantagem para o seu compatriota, e apenas o contrarrelógio de sábado, com chegada ao alto de La Planche des Belles Files, o segundo da geral individual concedeu que "a diferença é demasiado grande", mas prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance, inclusive para assegurar o seu posto atual.
"Foi uma jornada dura, estou satisfeito por não ter tido problemas e por ter terminado com os melhores. Na última subida, o ritmo era muito elevado, era impossível tentar o que quer que seja", disse o vencedor da etapa da véspera e terceiro da geral, Miguel Ángel López, que se negou a colaborar para distanciar o quarto classificado, Richie Porte, quando este furou.
O colombiano da Astana, que hoje cedeu um segundo para o camisa amarela e para Pogacar, estando a 01m27s do primeiro, anteviu o "difícil contrarrelógio individual" de sábado: "Claro que vou tentar dar o meu máximo. Cada contrarrelógio é diferente e um crono na 20.ª etapa do Tour é diferente de qualquer outro noutra corrida. Tudo o que podes fazer é dar tudo."
Mais perto do pódio depois da 18.ª etapa está também Mikel Landa (Bahrain-McLaren), que beneficiou da quebra de Adam Yates (Mitchelton-Scott) e Rigoberto Úran (Education First) no momento do seu ataque, para subir ao quinto lugar da geral, a 03m28s do esloveno da Jumbo-Visma.
"Era a última oportunidade, pena não ter tido dias como este antes", lamentou o autor do maior ataque do dia no grupo dos candidatos.
O espanhol lamentou que ninguém tenha colaborado com ele e com Enric Mas (Movistar), quando o australiano Richie Porte (Trek-Segafredo) furou e ficou distanciado.
"Não conseguimos convencer os outros a colaborar, mas ainda progredimos alguns lugares. Entendi-me bem com o Enric, porque nos convinha, mas aos outros pareceu não interessar", resumiu.
Apesar do bom entendimento, nem Landa nem Mas ganharam tempo a Porte na geral, já que o líder da Trek-Segafredo cortou a meta no grupo do camisa amarela e está a 03m06s do esloveno.
"Estou feliz de subir pouco a pouco na classificação geral. Disse que na última semana estaria melhor, e está a ser esse o caso", disse o espanhol da Movistar, agora sexto, a 04.19 minutos da amarela.
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Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/e-evidente-que-mais-uma-vez-o-primoz-roglic-foi-mais-forte-do-que-eu-12734881.html

TOUR DE FRANCE: Kwiatkowski vence 18.ª etapa lado a lado com colega Carapaz

O ciclista polonêsaco Michal Kwiatkowski deu hoje a primeira alegria à INEOS na 107.ª Volta a França, ao vencer a 18.ª etapa, a última de alta montanha, diante do seu companheiro Richard Carapaz.
Os dois corredores da equipe britânica, que na quarta-feira perdeu o campeão em título, Egan Bernal, cortaram a meta abraçados, sendo primeiro e segundo no final dos 175 quilômetros entre Méribel e La Roche-sur-Foron, com o tempo de 04h47m33s, enquanto o belga Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi terceiro, a 01m51, dois segundos diante do camisoa amarela.
O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) sai da última etapa de alta montanha desta edição com 57 segundos de vantagem para o seu compatriota Tadej Pogacar (UAE Emirates), segundo da geral, e 01m27s minutos para o colombiano Miguel Ángel López (Astana), terceiro.
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Fonte: https://desporto.sapo.pt/modalidades/ciclismo/artigos/tour-kwiatkowski-vence-18-a-etapa-lado-a-lado-com-colega-carapaz

TOUR DE FRANCE: Pogacar acredita que 57 segundos ainda são recuperáveis

O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) acredita que ainda é possível destronar o compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma) na Volta a França, apesar de ontem (quarta-feira) ter perdido segundos para o camisa amarela na 17.ª etapa.
"A subida final era muito violenta. Perdi um punhado de segundos. Queria ganhar, mas estou satisfeito com o resultado. O Tour ainda não acabou. Uma diferença de 57 segundos ainda é recuperável", estimou o jovem líder da UAE Emirates.
Pogacar travou uma luta com Primoz Roglic nos últimos quilômetros da subida a Col de la Loze, acabando por ceder 15 segundos para o camisa amarela, que, graças às bonificações inerentes ao seu segundo lugar na etapa vencida pelo colombiano Miguel Ángel López (Astana), ainda conquistou mais dois.
"A Bahrain-McLaren impôs um ritmo realmente rápido en la Madeleine e, no Col de la Loze, a corrida explodiu nos últimos quilômetros. Num final tão duro, estou contente por não ter perdido mais tempo. Pela altitude [2.304 metros], foi um dos finais [de etapa] mais difíceis que já fiz", assumiu.
Segundo da classificação geral, o dono da camisa da juventude e, desde hoje, líder da classificação da montanha considera que "tudo pode acontecer" nos próximos dias.
"Posso perder o pódio, posso ganhar [o Tour], vai ser uma bela disputa. Amanhã [quinta-feira], teremos uma nova jornada complicada. Mas, independentemente do que acontecer, podemos estar felizes com o que fizemos", falou, indicando que, se não puder chegar à amarela, vai tentar manter a camisa de montanha.
Quem prefere ser cauteloso, apesar de hoje ter reforçado mais uma vez a liderança da geral, é Primoz Roglic, que defende que o seu trabalho não está terminado.
"Faltam etapas duras. Agora, falta menos uma, mas o Tadej é um grande escalador. Esta montanha não se pode comparar com outras, estou contente por tê-la superado", disse o camisola amarela, considerando que "a vantagem nunca é suficiente", mas a que agora tem é melhor do que a que tinha na partida para a 17.ª etapa.
O esloveno da Jumbo-Visma reconheceu que gostaria de ter vencido a tirada, que foi muito violenta, mas mostrou-se satisfeito por ter conquistado segundos a Pogacar.
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Fonte: https://www.record.pt/modalidades/ciclismo/detalhe/tour-pogacar-acredita-que-57-segundos-ainda-sao-recuperaveis?ref=HP_Ultimas


Projeto de lei cria o Circuito Ciclo turístico Pé Vermelho

O deputado estadual Cobra Repórter (PSD) apresentou, nesta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei 549/2020 para instituir o Circuito Cicloturístico Pé Vermelho, integrado por trechos e trilhas que cruzam os municípios de Jataizinho, Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas e Tamarana.
“Queremos, além do bem-estar físico e mental das pessoas, atrair desenvolvimento regional, geração de renda, trabalho e novas perspectivas para a economia do Norte do Paraná, por intermédio do cicloturismo em uma das mais belas rotas já traçadas, um circuito com trechos e trilhas digno do povo Pé Vermelho”, destacou.
O deputado explica que o Circuito Cicloturístico Pé Vermelho, nasceu de desbravadoras ciclistas, dentre elas a atleta Patrícia Oliveira, idealizadora do projeto que visa ressaltar as paisagens de grande riqueza natural e já é bastante frequentado por diversos ciclistas de diferentes grupos de Rolândia e de toda a Região, como o Clube Rolandense de Ciclismo, Força no Pedal, Aposentados do Pedal, Grupo Caviúna Bike, além de integrantes do Conselho Municipal de Turismo de Rolândia.
“Estamos instituindo legislativamente um projeto sonhado por pessoas, que perdurará nos tempos, que será lembrado por todos aqueles que pedalaram no Circuito Cicloturístico Pé Vermelho. Desta forma, os ciclistas do Paraná, do Brasil e do mundo vão conhecer uma das mais lindas rotas já traçadas para a prática do cicloturismo”, justificou Cobra Repórter.
A idealização no formato de Circuito é para que o trajeto conte com rota demarcada e acessível via internet, contemplando belezas naturais, monumentos de fé e desafios de superação de limites em Londrina e região metropolitana. O esboço do projeto foi apresentado a ciclistas de diferentes grupos, que abraçaram a ideia e estão implementando o projeto.
O grupo está trabalhando na construção das rotas, na busca de parcerias para apoio financeiro e no fechamento de equipes que darão suporte ao circuito em cada município. Em Rolândia, por exemplo, esta equipe já foi criada e conta com entidades civis e pública, incluindo clubes de pedal e de serviços, imprensa e do Conselho Municipal de Turismo.
“O circuito completo é programado para um cicloturismo de 5 a 7 dias. Com isso, o cicloturista irá dormir nas cidades e aproveitar outros atrativos e trilhas, fomentando ainda mais a economia local”, explicou o deputado.
As informações são da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. 

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Fonte: https://cgn.inf.br/noticia/240651/projeto-de-lei-cria-o-circuito-ciclo-turistico-pe-vermelho

TOUR DE FRANCE 17ª Etapa: No ponto mais alto do Tour, o vencedor tinha de ser um Superman


Miguel Ángel López, conhecido no pelotão por "Superman", foi o mais forte na chegada ao alto no Col de la Loze, o ponto mais alto do Tour de 2020. Primoz Roglic cruzou a linha de chegada a 15 segundos do colombiano, ganhou outros 15 a Tadej Pogacar e tem a camisa amarela cada vez mais segura.
O Col de la Loze era o ponto mais alto da edição deste ano da Volta a França, a 2.304m do nível do mar, um terreno difícil, irregular, feito de lombas e mais lombas, terrível para os ciclistas. De tal forma que só um Super-Homem para chegar lá acima e cruzar a linha de chegada em primeiro. E foi mesmo ele, Miguel Ángel López, colombiano da Astana, bom de montanha como quase todos os que com ele partilham a nacionalidade e o jeito para as duas rodas, a vencer a 17.ª etapa, dando ao mesmo tempo um passo de gigante para garantir um lugar no pódio de Paris, no domingo.
No pelotão, poucos tratam López pelo nome que os pais lhe deram, preferem tratá-lo pela alcunha, “Superman”, lido à espanhola e não à inglesa, não porque o colombiano voe montanha acima, como seria natural, mas porque um dia, ainda juvenil, deu cabo de uns meliantes que lhe queriam roubar a bicicleta, mesmo quando estes lhe deram uma facada na perna.
López está, por isso, habituado a sofrer, e foi a 2 quilômetros da meta que lançou o ataque ao qual nem Primoz Roglic nem Tadej Pogacar conseguiram responder. Roglic, camisa amarela, chegou 15 segundos depois; Pogacar 15 segundos depois do compatriota.
Azarado, mais uma vez, esteve Richard Carapaz. Depois de na terça-feira não ter conseguido acompanhar o ritmo do alemão Lennard Kamna, terminando a etapa em 2.º, esta quarta-feira entrou na fuga do dia, foi o último resistente, mas acabou apanhado a 3 quilômetros do final da etapa - depois do abandono de Egan Bernal, o equatoriano bem que vai tentando tornar este Tour um pouco menos desastroso para a super-INEOS, mas não está fácil.
Naquela que era uma das últimas oportunidades para fazer verdadeiras diferenças, não se pode dizer que o Tour tenha ficado decidido, mas parece quase certo que a luta pela vitória final será entre Roglic e Pogacar, dois eslovenos, vindos de um país de dois milhões de habitantes que agora tem de escolher por quem torcer. Ao ganhar mais 15 segundos ao ciclista da UAE Emirates, Roglic cimentou a liderança, agora com 57 segundos de vantagem. Superman López é terceiro, a 1,26m.
Na quinta-feira há nova jornada com muita montanha, mas a última das dificuldades, uma categoria especial em Montée du Plateau des Gliéres, está a 30 quilômetros da meta em La Roche-Sur-Foron, pelo que não se esperam grandes diferenças entre os favoritos.
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Fonte: https://tribunaexpresso.pt/ciclismo/2020-09-16-No-ponto-mais-alto-do-Tour-o-vencedor-tinha-de-ser-um-Superman

TOUR DE FRANCE: Egan Bernal retira-se do Tour

Egan Bernal, vencedor em 2019, desistiu da Volta a França antes do início da 17.ª etapa, a pedido da sua Equipe informou nesta quarta-feira a INEOS.
O colombiano, que surgia como um dos grandes candidatos ao triunfo final, despediu-se da luta pela camisa amarela no domingo, quando era terceiro, mas não conseguiu acompanhar os favoritos na subida ao Grand Colombier e perdeu mais de sete minutos.
Na terça-feira, após o dia de descanso, Bernal voltou a perder tempo e era já 16.º classificado, a 19m04s do líder da corrida, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma).
"Obviamente, não era assim que queria terminar a minha Volta a França, mas estou de acordo de que esta é a decisão correta atendendo às circunstâncias. Tenho o maior respeito por esta corrida e tenho muita esperança de regressar nos próximos anos", referiu o colombiano.
O diretor da INEOS, Dave Brailsford, explicou que a decisão foi tomada «tendo em conta os interesses» do corredor de 23 anos.
"É um verdadeiro campeão que adora correr, mas também é um ciclista jovem, com muitas Voltas pela frente e, neste momento, achamos que é mais prudente que deixe de correr", explicou.
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Fonte: https://www.abola.pt/nnh/2020-09-16/ciclismo-egan-bernal-retira-se-do-tour/860678

Road Brasil Ride está confirmada para o início de novembro

Prova será na região de Botucatu, em São Paulo (Fabio Piva/Brasil Ride)
A Road Brasil Ride está confirmada para ocorrer no mês de novembro, mais especificamente no dia 8. A prova de ciclismo de estrada será por vicinais entre Pardinho e Botucatu, em São Paulo, com com largada e chegada no quilômetro 193 da Rodovia Castelo Branco, em São Paulo.
Assim como ocorre desde a temporada passada, a Road Brasil Ride contará com dois percursos, para diferentes níveis de atletas. Um deles terá 100 km e 2.209 m de altimetria acumulada e a versão mais curta soma 69 km e 1.695 m de altimetria acumulada.
Cuidados
Serão dois percursos, um mais curto e um mais longo (Fabio Piva/Brasil Ride)

Todos os competidores e estafes da Road Brasil Ride deverão utilizar máscaras como equipamento obrigatório e vão preencher um questionário médico sobre a Covid-19.
A arena será montada pensando em evitar aglomerações, devendo ser mantido o distanciamento de 1,5m entre as pessoas. Excepcionalmente neste ano, não haverá nem área de alimentação, nem de expositores.
A entrega de kit será realizada em mais de um local, antecipadamente em Botucatu, São Paulo e Bauru, e por um período maior.
A largada da prova de ciclismo de estrada será em ondas, haverá água, sabão e álcool em gel para a higienização das mãos. A hidratação com galão d’água servido será feita por estafe devidamente com EPIs. Não serão disponibilizados guarda-volumes.
Festival Brasil Ride
“A Road Brasil Ride será um ótimo termômetro para a realização do Festival Brasil Ride Botucatu na segunda metade de novembro. Neste ano, nossas provas terão como foco os atletas e a volta deles às competições. Estrutura e logística serão feitas pensando em todas as prevenções contra a Covid-19”, comenta Mario Roma, fundador da Brasil Ride.
Nos dias 21 e 22 de novembro será a vez do Festival Brasil Ride, que chega à oitava edição. A principal disputa, o Warm Up Pro, será em duas provas: a primeira com 98,6 km e altimetria acumulada de 2.117m e a segunda com 66,2 km e 1.711 m de desnível altimétrico.
Uma semana após o Festival Brasil Ride, será a vez da corrida de montanha Ultra 70k Trail Run ser realizada em Botucatu. A sexta edição da prova contará com cinco categorias: 70k (2.636 m altimetria acumulada); 32k (1.284 m); 16k (636 m); 5k (137 m) e a Corrida Kids, com 500m de distância.
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Fonte: https://www.olimpiadatododia.com.br/ciclismoestrada/267150-road-brasil-ride-ciclismo-estrada/

Em última parada antes do retorno da Copa do Mundo, Henrique Avancini vence na Polônia

Antes do retorno da Copa do Mundo de Mountain Bike, o ciclista Henrique Avancini venceu no último domingo (13) o XCO Gorale na Start, realizado na Polônia.
O brasileiro venceu uma disputa apertada contra o companheiro de equipe Maxime Marotte (FRA), em que ganhou no photo finish, já que ambos terminaram com o mesmo tempo: 1hora 23minutos e 50segundos.
Foi a segunda vitória de Avancini nessa preparação para o retorno do circuito internacional, O ciclista havia vencido uma prova na Republica Tcheca na semana passada.
A Copa do Mundo, afetada pela pandemia da covid-19, terá três etapas e o inicio será em Nove Mesto (CZE), no dia 4 de outubro.
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Fonte: https://www.surtoolimpico.com.br/2020/09/em-ultima-parada-antes-do-retorno-da.html

TOUR DE FRANCE: Pogacar assume que a amarela é o seu objetivo...


O objetivo da Tadej Pogacar é ganhar a Volta a França, assumiu hoje o ciclista esloveno, segundo da geral individual, ressalvando, contudo, não saber como estará na última semana da prova que termina no domingo, em Paris.
“A ideia é ganhar o Tour. Num cenário ideal, vestia-a [a amarela] na véspera do contrarrelógio, mas vivemos num mundo real e se houver uma oportunidade, vou tentar”, respondeu o jovem líder da UAE Emirates ao ser questionado sobre se estava conformado com a segunda posição da geral, atrás do compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma).
Pogacar confessou estar “um pouco surpreso” com o seu sucesso, contrapondo que nunca esperou vencer duas etapas no Tour, “especialmente no ano de estreia”, e disse estar preparado para envergar a amarela.
“Seria uma honra vestir-me de amarelo e acredito que a equipe poderia defendê-la”, argumentou, apesar da UAE Emirates estar reduzida a seis unidades, após os abandonos dos italianos Fabio Aru e Davide Formolo.
O jovem esloveno, que está a participar na sua segunda ‘grande Volta’, admitiu não saber como se sentirá nesta última semana da ‘Grande Boucle’, embora tenha recordado que na sua estreia, na Volta a Espanha do ano passado, foi terceiro.
“Não sei o que podem esperar de mim. Vou desfrutar do dia de descanso, que é bem-vindo, e depois logo veremos”, referiu, já depois de notar que hoje foi o colombiano Egan Bernal (INEOS) a fraquejar, mas noutras etapas o mesmo pode acontecer a si ou até a Roglic, que no Grand Colombier “pareceu impossível de deixar para trás”.
No entanto, Pogacar conseguiu mesmo bater o camisa amarela no final da 15.ª etapa, estragando os planos do seu amigo e compatriota.
“Claro que também queria ganhar hoje. A equipe fez um trabalho excelente, mas, no final, faltou-me um pouco de forças. Foi um dia bom para nós, os rapazes estavam a voar. ‘Chapeau’ para cada um deles. Até agora estamos a fazer um ótimo trabalho aqui no Tour”, elogiou o camisa amarela.
Roglic frisou que teria sido melhor ganhar quatro segundos em vez de perdê-los para Pogacar – devido às bonificações -, mas reconheceu que o seu compatriota foi melhor na inédita chegada ao Grand Colombier.
“Não me preocupo muito com os outros, quem está bem ou está mal. É melhor mantermos o foco em nós, é a única coisa que podemos controlar”, defendeu, em resposta a uma pergunta sobre Egan Bernal, o vencedor em título que perdeu mais de sete minutos e está fora da discussão pela amarela e pelo pódio.Roglic vai passar o segundo dia de descanso da 107.ª edição vestido de amarelo, com 40 segundos de vantagem sobre Pogacar, enquanto Rigoberto Úran (Education First) sucede ao seu compatriota Bernal como terceiro da geral, a 01.34 minutos do esloveno da Jumbo-Visma.
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Fonte: https://desporto.sapo.pt/modalidades/ciclismo/artigos/tour-pogacar-assume-que-a-amarela-e-o-seu-objetivo

TOUR DE FRANCE: Egan Bernal: ''Perdi uns três anos da minha vida nesta etapa...''

Egan Bernal disse neste domingo ter perdido três anos da sua vida com o desgaste na subida ao Grand Colombier, assumindo estar afastado da defesa do título e também da luta pelo pódio da Volta a França.
"Sofri desde a primeira subida, creio que perdi uns três anos da minha vida na etapa de hoje. Ia no máximo à espera de um milagre que nunca aconteceu. Dei tudo, dei o meu melhor, mas os outros estão mais fortes e não consegui segui-los, há que reconhecê-lo", declarou o vencedor do Tour do ano passado.Depois do arrasto, que se saldou em mais de 07m20s perdidos para o camisa amarela, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), o líder da INEOS admitiu que estar no pódio em Paris "já não é uma opção".
Bernal recusou justificar a sua má prestação com a lesão nas costas que o levou a abandonar o Critério do Dauphiné apenas duas semanas antes do início da Volta a França.
"Evidentemente, não foi a melhor forma de iniciar o Tour, tive dores nas costas todos os dias, mas não me posso esconder atrás das dores de costas. Hoje, o problema foram mais as dores de pernas do que as de costas", pontuou.
Antes da 15.ª etapa, com chegada inédita ao Grand Colombier, uma contagem de categoria especial instalada no final de 17,4 quilômetros de subida com uma inclinação média de 7,1%, o colombiano, de 23 anos, era terceiro da geral, a 59 segundos da Roglic; agora, é 13.º, a 08m25s.
"Agora, quero entrar no motorhome, descansar, ver o que a equipe pretende e repensar a corrida", concluiu o ciclista que, no ano passado, aos 22 anos e seis meses, se tornou no terceiro mais jovem a vencer a 'Grande Boucle', depois do francês Maurice Garin, em 1904, e do luxemburguês François Faber, em 1909.
O primeiro colombiano a vencer o Tour não foi o único representante do seu país a ter um dia para esquecer, já que também Nairo Quintana (Arkéa-Samsic) disse adeus ao pódio, ao perder 03m50s para os dois primeiros da etapa, os eslovenos Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Primoz Roglic.
"Tentei aguentar o máximo que pude, mas já são duas quedas, a última das quais foi muito forte, e tive muitas dores. O que estou a fazer é puro orgulho e coração, mas até a alma me dói. Ainda assim, tentarei continuar", salientou o duas vezes segundo classificado no Tour (2013 e 2015).
O colombiano, de 30 anos, caiu para a nona posição da geral e está a 05m08s de Roglic.
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Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/egan-bernal-perdi-uns-tres-anos-da-minha-vida-na-etapa-de-hoje-12719589.html

TOUR DE FRANCE: Campeão colombiano cai duas vezes e abandona o Tour

Sergio Higuita (Education First) desistiu este domingo da Volta a França, após ter caído duas vezes durante a 15.ª etapa, abandonando a prova quando ocupava a 16.ª posição da geral.
O campeão colombiano de fundo caiu desamparado, quando estavam decorridos apenas 14 km dos 174,5 da 15.ª etapa e o pelotão seguia a 60 km/h, batendo com a cabeça e o pulso, depois de a roda da frente da sua bicicleta ter tocado na roda traseira de Bob Jungels (Deceuninck-QuickStep).
Numa altura em que se sucediam os ataques no pelotão para formar a fuga do dia, o luxemburguês, sem se tocar, cortou a trajetória de Higuita de forma distraída, originando a queda do ciclista da Education First, que nesse preciso momento estava a olhar para trás e não se apercebeu da manobra brusca de Jungels.
O colombiano ainda regressou à corrida, mas voltou a cair, num momento em que estava a ser assistido pelos serviços médicos do Tour. O corredor de 23 anos não reparou numa rotatória e foi novamente ao chão.
Higuita acabaria por retirar-se, em lágrimas, do seu primeiro Tour, quando ocupava a 16.ª posição da geral, a 26m12s do camisa amarela, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma).
A desistência do colombiano, terceiro classificado do Paris-Nice deste ano, representa um duro golpe para a Education First e, sobretudo, para o seu líder, o seu compatriota Rigoberto Urán, que à partida para os 174,5 quilômetros da tirada de hoje, entre Lyon e o alto do Grand Colombier, era quarto na geral, a 01m10s de Roglic.
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Fonte: https://www.ojogo.pt/modalidades/ciclismo/noticias/campeao-colombiano-cai-duas-vezes-e-abandona-o-tour-12719191.html