Tom Pidcock segue ajustando sua preparação para a temporada 2026 e fez isso deixando registrada no Strava uma daquelas atividades que não passam despercebidas. O britânico, concentrado no Chile com a equipe Pinarello-Q36.5, completou um treino exigente de mais de sete horas e mais de 4.000 metros de ganho de elevação, que serve como amostra do trabalho que vem realizando longe dos holofotes europeus.
Sete horas e 4.000 metros positivos: o treino brutal de Tom Pidcock em seu estágio no Chile
Tom Pidcock está há semanas treinando em altitude com a equipe e, em uma das jornadas mais recentes, completou um percurso de 200,2 quilômetros que pode muito bem ser classificado como uma “etapa rainha” pela soma de esforço. Acompanhado por Fred Wright, Fabio Christen, Xandro Meurisse e Quinten Hermans, o grupo partiu de uma região montanhosa em direção às planícies ao norte de Santiago do Chile, antes de retornar ao ponto de partida.
O retorno foi a parte mais exigente do dia, com mais de 80 quilômetros praticamente contínuos de subida até o hotel da concentração, situado a cerca de 2.750 metros de altitude. Ao final, o registro somou 4.003 metros de ganho de elevação, sete horas sobre a bicicleta e média próxima de 28,5 km/h — números pouco comuns até mesmo em treinos de pré-temporada no mais alto nível.
Pidcock não adicionou comentários à atividade, que deixou com o nome genérico de “Morning Ride”, mas é possível notar que ele apertou o ritmo na parte final, onde conquistou vários recordes pessoais nas últimas rampas até o alojamento. Um detalhe que confirma que não se tratou de um simples treino de resistência.
Esse bloco de trabalho faz parte de um estágio de 25 dias no Chile, que a equipe defende como uma alternativa muito completa a outros destinos clássicos de concentração. Além da altitude, o calor extremo tem desempenhado papel fundamental. Segundo seus companheiros, as temperaturas no vale chegam a 36 ºC, com sensação térmica sufocante quando se pedala protegido do vento e índice UV de até 14, o que obriga a redobrar os cuidados com o sol.
A equipe destaca que esse ambiente permite combinar treino em altitude e sessões de adaptação ao calor de forma mais natural do que em locais como o Teide ou a Sierra Nevada, onde as temperaturas são consideravelmente mais baixas ou até há presença de neve. Uma preparação que se encaixa na tendência atual do pelotão profissional, cada vez mais focado no trabalho em condições extremas como estímulo adicional.
A pré-temporada de Pidcock será concluída com esse estágio antes do início do calendário competitivo na Espanha, em meados de fevereiro. Entre 3 e 14 de fevereiro, Tom Pidcock abre a temporada 2026 na Espanha com a Volta à Região de Murcia “Costa Cálida”, segue em 16 de fevereiro na Clássica Jaén – Paraíso Interior e completa esse primeiro bloco competitivo de 18 a 22 de fevereiro na Volta à Andaluzia – Ruta Ciclista del Sol.
A julgar pelo volume e pela dureza dos treinos no Chile, a base física parece mais do que consolidada para encarar esse início de ano.
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Fonte: Brujulabike



