Dos capacetes aos grupos de transmissão, há alterações nas regras da UCI que definem as características das bicicletas utilizadas no WorldTour (e em outras competições).

As novas regras da UCI para 2026 introduzem mudanças relevantes no ciclismo de estrada e no ciclocross, com impacto direto nos equipamentos usados em competição e, por consequência, nas bicicletas que chegam ao mercado.

A União Ciclística Internacional (UCI) implementou um conjunto de alterações regulamentares que entram em vigor a partir deste mês de janeiro e que afetam não apenas o pelotão profissional, mas também o desenvolvimento de bicicletas, componentes e equipamentos utilizados por ciclistas amadores.

Segundo informações divulgadas pelo site BikeRadar.com, essas mudanças buscam esclarecer áreas cinzentas do regulamento e conter algumas tendências recentes do design moderno.

1. Capacetes

Uma das mudanças mais visíveis nas regras da UCI para 2026 diz respeito aos capacetes. A federação passou a definir de forma mais clara a diferença entre capacetes de estrada e de contrarrelógio.

Em provas de estrada, passam a ser obrigatórios capacetes considerados “tradicionais”, com pelo menos três entradas de ar, sem cobertura das orelhas e sem viseira.

Na prática, isso freia o uso de capacetes híbridos, cada vez mais aerodinâmicos e próximos dos modelos de contrarrelógio, que se tornaram comuns no pelotão nos últimos anos.

2. Guidões

Outra mudança importante está relacionada aos guidões. A partir de 2026, os guidões usados em provas de estrada e ciclocross deverão ter, no mínimo, 400 milímetros de largura, medidos de ponta a ponta pelo lado externo.

Além disso, o flare máximo passa a ser limitado, assim como a inclinação interna das manetes de freio. Essas regras da UCI buscam normalizar posições consideradas extremas, mas geram críticas por penalizarem ciclistas de menor estatura, incluindo muitas mulheres.

3. Rodas

As rodas também passam a ser impactadas pelas novas regras da UCI. A altura máxima do aro será limitada a 65 milímetros em provas de pelotão. Essa decisão afeta diretamente alguns modelos de rodas aerodinâmicas já existentes no mercado, desenvolvidos para maximizar a eficiência em altas velocidades.

Apesar da contestação de alguns fabricantes, a UCI manteve sua posição, reforçando a preocupação com controle e segurança em condições de vento lateral.

4. Quadro e garfo

No quadro e no garfo, as regras da UCI para 2026 impõem limites máximos à largura das “pernas” do garfo e dos stays traseiros. A distância interna do garfo não pode ultrapassar 115 milímetros, enquanto nos stays traseiros o limite passa a ser de 145 milímetros.

Essa mudança deve conter a tendência recente de garfos cada vez mais largos, associados a ganhos aerodinâmicos marginais.

5. Transmissões

Por fim, há uma alteração que, por enquanto, fica em suspenso. A UCI havia proposto limitar o desenvolvimento máximo das transmissões, o que colocaria em risco o uso de cassetes com pinhão de 10 dentes, presentes em alguns sistemas mais recentes.

Após contestação legal, essa regra foi colocada “em pausa” e não entrará em vigor em 2026, embora possa voltar a ser discutida futuramente sob outra formulação.

Mais informações:
www.uci.org

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Fonte: goride.pt