A equipe Visma | Lease a Bike, uma das mais tradicionais e vitoriosas do ciclismo mundial nos últimos anos, divulgou seu balanço financeiro mais recente e confirmou um prejuízo de € 6,1 milhões, referente ao ano fiscal de 2024 — número que repercute diretamente na preparação para a temporada 2025/2026 e levanta preocupações sobre a sustentabilidade econômica da estrutura holandesa.
Mesmo sendo uma equipe de ponta, campeã de Grandes Voltas e clássicas nos últimos anos, o cenário financeiro revela um momento de tensão interna e abre discussões importantes sobre os custos crescentes do ciclismo profissional.
Receita alta, custos maiores ainda
A Visma | Lease a Bike apresentou receita anual próxima de € 52 milhões, mas os gastos operacionais — especialmente salários — consumiram boa parte desse montante.
Somente com pessoal, a equipe desembolsou cerca de € 32,9 milhões, o equivalente a 63,5% de toda a receita.
A estrutura da equipe é uma das maiores do pelotão, com cerca de 172 funcionários, entre ciclistas, diretores esportivos, preparadores, fisioterapeutas, médicos, mecânicos, logística, comunicação e administração.
Além dos salários, a equipe também enfrentou despesas contábeis significativas, como amortizações e depreciações de ativos, o que aumentou ainda mais o prejuízo no balanço final.
*Desigualdade financeira no ciclismo
O rombo financeiro reacende o debate sobre a competitividade entre equipes no WorldTour.
Com rivais multibilionários — como UAE Team Emirates e Ineos Grenadiers — o investimento necessário para manter-se no topo está cada vez maior, enquanto as receitas crescem de forma mais lenta.
Especialistas como Bjarne Riis e Johan Bruyneel alertam que a Visma já não possui a mesma força financeira de anos anteriores, o que pode afetar sua capacidade de disputar ciclistas de elite no mercado de transferências.
Impactos no mercado de transferências
O prejuízo financeiro vem acompanhado de mudanças internas:
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De saída de nomes com salários elevados;
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Contratações mais contidas;
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Ajuste na estrutura e redução de custos onde possível.
O mercado já nota uma Visma mais conservadora, apostando em talentos em desenvolvimento, enquanto evita acordos de grande impacto financeiro — ao contrário do que realizou entre 2020 e 2023.
A equipe está em risco?
Embora o prejuízo de € 6,1 milhões seja expressivo, ele ainda não ameaça a existência da equipe no curto prazo.
Os proprietários e patrocinadores cobriram o déficit, garantindo estabilidade para 2025/2026.
Contudo, o alerta está ligado:
Se o cenário se repetir nos próximos anos, a Visma pode precisar repensar sua estrutura, rever a folha salarial e até buscar novos patrocinadores para manter-se competitiva frente às superpotências financeiras do pelotão.
O que esperar para 2026
A tendência é que a Visma adote:
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orçamentos mais prudentes,
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reformulação interna,
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foco na formação de jovens,
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e menos dependência de contratações milionárias.
O desempenho esportivo será crucial: vitórias aumentam visibilidade e atraem patrocínios — algo vital para reequilibrar as contas.
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Fontes: Giro do Ciclismo; Wieler Revue; CyclingUpToDate; Wielerflits; In de Leiderstrui
