A Union Cycliste Internationale (UCI) e a Warner Bros. Discovery (WBD) anunciaram o calendário oficial da WHOOP UCI Mountain Bike World Series para 2026, trazendo 14 etapas em nove países e três continentes, entre maio e outubro. A temporada marca a estreia de corridas na Ásia, com destaque para a abertura em MONA YongPyong, na Coreia do Sul, e a inclusão do icônico Whistler Mountain Bike Park, no Canadá, após décadas de expectativa. O calendário unifica formatos como Cross-country Olímpico (XCO), Cross-country Short Track (XCC), Downhill (DHI) e Enduro (EDR), reforçando a integração das disciplinas do mountain bike sob uma única marca desde 2023. A iniciativa reflete o compromisso com a expansão global do esporte, com quatro sedes olímpicas e novos destinos, garantindo competições de alto nível.
    A temporada de 2026 promete ser um marco para o mountain bike mundial, com a introdução de novos locais e o retorno de pistas consagradas. A abertura em solo asiático é um feito histórico, enquanto Whistler e Lake Placid, nos Estados Unidos, encerram a temporada com disputas decisivas. A seguir, os principais destaques do anúncio:
  • Novas sedes: MONA YongPyong (Coreia do Sul) e Soldier Hollow (EUA) estreiam no circuito.
  • Retorno de ícones: Whistler, um dos destinos mais aguardados, sedia o Downhill.
  • Formato unificado: XCO, XCC, DHI e EDR em 14 finais de semana de competição.
    O calendário foi cuidadosamente planejado para equilibrar competições de endurance e gravity, com eventos em destinos que combinam tradição e inovação, atraindo atletas e fãs de todo o mundo.

Novidades no circuito asiático

    A temporada 2026 começa com uma novidade histórica: a primeira etapa da Copa do Mundo UCI de XCO e XCC na Ásia, marcada para 1 a 3 de maio em MONA YongPyong, na Coreia do Sul. O local, que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, também recebe a primeira prova de Downhill no continente em 25 anos. A escolha reflete o esforço da UCI para expandir o esporte em mercados emergentes, aproveitando a infraestrutura de classe mundial do local. A pista sul-coreana é conhecida por seu terreno desafiador, com descidas técnicas e subidas exigentes, ideais para testar a versatilidade dos atletas.
    A organização espera que a etapa atraia novos fãs na Ásia, ampliando a base global do mountain bike. A inclusão de MONA YongPyong também reforça a tendência de globalização do esporte, com a UCI buscando diversificar os locais de competição. A etapa inicial será crucial para definir o tom da temporada, com atletas buscando pontos importantes logo no começo.Veja desporto em direto online

Retorno de Whistler e sedes olímpicas

    Um dos anúncios mais celebrados é a inclusão do Whistler Mountain Bike Park, na Colúmbia Britânica, Canadá, como sede de uma etapa de Downhill entre 25 e 27 de setembro. Considerado o “lar espiritual” do Downhill, Whistler é um destino icônico, famoso por suas trilhas técnicas e pela atmosfera vibrante que atrai milhares de espectadores. A etapa em Whistler será a primeira vez que o local recebe uma Copa do Mundo UCI, cumprindo um desejo antigo de atletas e fãs. A pista, conhecida pelo traçado 1199, promete corridas intensas, com descidas que desafiam até os competidores mais experientes. Além de Whistler, o calendário inclui quatro sedes com histórico olímpico:
  • MONA YongPyong (Coreia do Sul): Jogos de Inverno de 2018.
  • Soldier Hollow (EUA): Sede de eventos de biatlo e futura anfitriã dos Jogos de Inverno de 2034.
  • Lake Placid (EUA): Palco das finais de XCO e DHI, com tradição em eventos olímpicos.
  • Pal Arinsal (Andorra): Reconhecido por sua infraestrutura de elite. Essas sedes reforçam a conexão do mountain bike com o movimento olímpico, elevando o prestígio da temporada.

Estrutura da temporada

    A temporada de 2026 abrange 14 finais de semana de competição, distribuídos entre maio e outubro, com um equilíbrio entre eventos de endurance (XCO e XCC) e gravity (DHI e EDR). A série começa na Ásia, passa por um circuito europeu intenso no verão e termina com três etapas na América do Norte.    Os eventos europeus, que ocupam a maior parte do calendário, incluem locais consagrados como Nové Město Na Moravě (República Tcheca), Saalfelden-Leogang (Áustria) e Lenzerheide (Suíça). A França terá destaque com duas etapas consecutivas em Haute-Savoie, uma focada em XCO e DHI e outra na final de Enduro. A estrutura da temporada foi planejada para manter a competitividade:
  • 14 etapas: 9 países, 3 continentes, entre maio e outubro.
  • Eventos quádruplos: Saalfelden-Leogang e La Thuile combinam XCO, XCC, DHI e EDR.
    Pausa estratégica: Um intervalo de quase um mês antes da fase final na América do Norte. Essa organização permite que os atletas se preparem para picos de desempenho, enquanto os fãs acompanham uma temporada dinâmica e variada.

Impacto para atletas e fãs

    A inclusão de novas sedes e o retorno de locais icônicos como Whistler têm gerado entusiasmo entre os atletas. A pista de La Thuile, na Itália, que em 2025 estreou com a descida mais íngreme da história da série e a primeira etapa noturna de Enduro, retorna em 2026 com a adição de XCO, prometendo atrair ainda mais atenção. Para os fãs, a temporada oferece oportunidades únicas de acompanhar o esporte em destinos de renome. A UCI e a WBD reforçam o compromisso com a transmissão global, com cobertura ao vivo disponível em plataformas como YouTube, UCI Mountain Bike World Series, GCN+, Eurosport e Discovery+. A expectativa é que a etapa em Whistler, com sua atmosfera única, atraia um público recorde. Os atletas, por sua vez, enfrentam o desafio de manter a consistência em um calendário extenso. A combinação de pistas técnicas e a diversidade de terrenos exige preparação física e mental de alto nível, especialmente nas etapas quádruplas, que testam a versatilidade dos competidores.Veja desporto em direto online

Expansão global do mountain bike

    A expansão para a Ásia e a inclusão de novas sedes nos Estados Unidos destacam o objetivo da UCI e da WBD de tornar o mountain bike um esporte verdadeiramente global. Chris Ball, vice-presidente de eventos de ciclismo da Warner Bros. Discovery Sports Europe, destacou que cada nova sede desde 2023 se tornou rapidamente favorita entre os atletas, refletindo o investimento em segurança e qualidade das pistas. David Lappartient, presidente da UCI, enfatizou a narrativa emocionante que a temporada de 2026 promete, com a mistura de experiência de veteranos e a ousadia de jovens talentos. A escolha de locais com histórico olímpico reforça a relevância do mountain bike no cenário esportivo internacional. A ausência de Mont-Sainte-Anne, no Canadá, no calendário de 2026, no entanto, gerou reações mistas. A organização local expressou decepção, mas já negocia o retorno para 2027, destacando a força da comunidade local de fãs. A temporada também reflete um esforço para equilibrar inovação e tradição, com a manutenção de sedes clássicas como Val di Fassa e a introdução de pistas desafiadoras em novos mercados. Essa abordagem garante que o esporte continue crescendo, atraindo novos públicos e consolidando sua base de fãs.

Destaques do calendário

    O calendário de 2026 foi estruturado para maximizar a competitividade e a visibilidade do esporte. Alguns pontos-chave incluem:Veja desporto em direto online
  • Abertura histórica: MONA YongPyong marca a primeira vez que XCO e XCC são disputados na Ásia.
  • Whistler como destaque: A etapa de Downhill no Canadá é aguardada como um dos momentos mais emocionantes da temporada.
  • Finais decisivas: Lake Placid encerra as Copas do Mundo de XCO e DHI, definindo os campeões de 2026.
  • Etapas quádruplas: Saalfelden-Leogang e La Thuile oferecem competições completas, unindo todas as disciplinas.
Foco em segurança: A WBD mantém o compromisso com pistas de alto padrão, priorizando a segurança dos atletas. A temporada de 2026 promete ser uma das mais emocionantes da história do mountain bike, com um calendário que combina inovação, tradição e expansão global.
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