Evenepoel, que era terceiro da geral da 112.ª Volta a França, abandonou no decurso da 14.ª etapa, durante a subida ao Tourmalet, quando faltavam percorrer mais de 100 quilômetros dos 182,6 entre Pau e Luchon Superbagnères.
“Podes tentar um dia mau de vez em quando, mas três seguidos não é normal. Tinha de abandonar, disse-o ao diretor da equipa. Não sei o que me passa, não faço ideia, temos de o investigar agora. Todos sabem que tive um inverno terrível. Quem sabe, talvez tenha algum problema com o corpo. Não sei”, assumiu o duplo campeão olímpico, de 25 anos. Vencedor do contrarrelógio da quinta etapa do Tour, o campeão olímpico de fundo e crono começou a temporada mais tarde, depois de ter tido uma colisão num treino, em dezembro, com um veículo dos correios, depois de uma carteira ter aberto abruptamente a porta.O acidente deixou-o com fraturas numa costela, omoplata e mão direitas, contusões nos pulmões e uma deslocação da clavícula direita, que rasgou os ligamentos envolventes, e obrigou-o a uma longa paragem – só regressou à competição em meados de abril.
“Não sei se será por fadiga. Pode ser qualquer coisa. Fora da bicicleta não me sinto mal, mas em cima não funciona. Não consigo esforçar-me tanto como habitualmente”, disse.
Reafirmando que não teve a melhor preparação para o Tour, Evenepoel disse que fez tudo o que podia “para estar na melhor forma possível, mas simplesmente não estava a 110%, o que é preciso para lutar pela classificação geral do Tour”.
“Há três dias que não me sentia bem, hoje de manhã sentia que estava vazio e nas subidas as minhas pernas apenas não estavam lá. É uma pena que tenha de desistir, mas isto não é algo que vá mudar a minha relação com a corrida”, afirmou.
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