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Triste... Ciclismo brasileiro tem nove casos de doping de uma só vez

 
    Que o ciclismo brasileiro é manchado por casos de doping já não é novidade. Quando se pensa nos principais atletas do ciclismo de estrada do país, é mais fácil citar os que nunca caíram no doping do que o contrário. Mas agora o fundo do poço parece ter sido atingido. De uma só vez, nove ciclista foram suspensos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).
    A entidade mantém uma lista de atletas com suspensão provisória em seu site e, na última atualização, feita na sexta-feira, foram incluídos nove novos nomes. Considerando também os ciclistas com suspensão definitiva (após julgamento) são 35 suspensos só a partir do sistema de controle de doping brasileiro, sem contar outros órgãos, como a União Ciclística Internacional (UCI).
    Entre os suspensos está Everson Camilo, campeão brasileiro de estrada em 2015, que já havia sido pego no doping em 2016. Depois de cumprir suspensão, ele voltou ao esporte e testou positivo para diversos anabolizantes na Volta Binacional de Ciclismo, em novembro. A tendência é que seja banido do esporte pela reincidência.
    Adriele Alves Mendes, vice-campeã brasileira de estrada no ano passado, foi testada na véspera da competição e deu resultado positivo para gestrinona, um hormônio masculino semelhante à testosterona. Em setembro, ela havia vencido o L'Etapa Brasil, torneio amador ligado ao Tour de France.
    Otávio Bulgarelli, que chegou a ser suspenso por doping em 2017 e depois acabou inocentado, agora testou positivo para prednisolona durante a Volta Ciclística Internacional de 2021, prova em que foi campeão. Mais uma vez ele defende a Funvic, de Pindamonhangaba, equipe que chegou a ter chancela internacional da UCI, mas a perdeu exatamente por uma rotina de casos de doping.
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