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Favorito, o paraciclista Lauro Chaman busca ouro em Tóquio

    O paraciclista Lauro Chaman (Memorial / Fupes), bicampeão mundial, está muito próximo de ganhar uma medalha de ouro paralímpica. Ele é um dos grandes favoritos da delegação brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio em Tóquio. Pressão? Nervosismo? Nenhum. O atleta que representará Santos no Japão é apenas gratidão.
Lauro Chaman (foto - créditos: Anderson Bianchi)
    E não é para menos. O esporte proporcionou muitas conquistas para a criança que nasceu em Araraquara com o pé esquerdo virado para trás. Lauro passou por uma cirurgia de correção, perdeu os movimentos no tornozelo, o que acarretou uma atrofia da panturrilha. Sempre cercado pelo carinho e proteção da família, a deficiência não o impediu de ter uma infância como vários garotos.
"Jogava bola, fazia tudo, dentro das minhas limitações", explica.
    Mas foi na bicicleta, que utilizava como transporte para ir para escola e fazer serviços para os avós, que nasceu sua paixão e grande aptidão: o ciclismo. Ele já se destacava nas provas convencionais, até que aceitou o convite para participar do esporte paralímpico.

CONQUISTAS

    A partir daí, foi uma avalanche de conquistas. Entre as principais, a medalha de prata, em estrada, e de bronze, em contrarrelógio, nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e o bicampeonato mundial, na prova de estrada. Hoje, ele é o principal atleta do País na modalidade.
"Nunca imaginei tantas coisas que o esporte me proporcionou. Disputar paralímpiada, mundial, conhecer tantos países. Sou muito grato a Deus e ao ciclismo". Agora, a luta é para conquistar a sonhada medalha de ouro paralímpica. "Estou treinando muito e se vier essa medalha ficarei muito feliz. Mas hoje eu agradeço muito mais pelo que eu já tenho do que peço algo que não tenho".

SANTOS

    Outro motivo especial é trazer a conquista para Santos, Cidade que representa há 10 anos, fazendo parte da equipe Memorial.
"Antes, eu sempre ficava deslumbrado nas competições vendo a equipe de Santos. Depois vim para cá, fui muito bem acolhido e me sinto agradecido. Com certeza, nada disso teria acontecido sem esse apoio", destacou.
    Vivendo do ciclismo desde 2014, o atleta de 34 anos não pretende nunca parar de pedalar.
"Daqui a alguns anos vou parar de competir, mas pedalar eu nunca vou parar, quero brincar com meu filho, pedalar com ele".
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