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Volta ao Algarve: João Rodrigues põe fim a um longo jejum de 15 anos...

    João Rodrigues, da W52-FC Porto, fez este domingo história ao conquistar a Volta ao Algarve, corrida do escalão ProTour. Desde 2006 que um português não vencia a prova portuguesa mais cotada no escalão internacional.
Fotografia: João Fonseca / Volta ao Algarve
    João Rodriguês desferiu um ataque demolidor na subida ao Alto do Malhão, final da quinta e última etapa, deixando sem resposta Ethan Hayter, da Ineos, que partira com 12 segundos de vantagem.
    A etapa foi ganha pelo francês Élie Gesbert, da Arkéa-Samsic, o único que conseguiu acompanhar os ataques da W52-FC Porto, tendo aproveitado o esgotamento de João Rodrigues para o superar na reta da linha de chegada.
    A estratégia delineada por Nuno Ribeiro, diretor-desportivo da W52-FC Porto, voltou a ser perfeita, mesmo estando perante as melhores equipes mundiais. Amaro Antunes lançou um primeiro ataque, a 2,3 quilômetros do alto, deixando a perceber que Hayter, massacrado pela queda de sábado, não estava nas melhores condições.
    João Rodrigues juntou-se depressa ao seu colega de equipe, que se revelou precioso para cavar uma vantagem inesperada para o camisa amarela, que terminaria a 21 segundos.
    A W52-FC Porto, depois de ter garantido que João Rodrigues seguia a caminho da amarela, ainda atacou com Jóni Brandão, que viria a ser o terceiro da etapa, a 9 segundos do colega, subindo a nono da geral. Amaro Antunes ainda teve forças para terminar em quinto, completando uma exibição perfeita da equipe portista.
    Nas contas finais, João Rodrigues, que passa a ser o único corredor português deste século a ter no palmarés o Algarve e a Volta a Portugal - Cássio Freitas (1995 e 1993), Vítor Gamito (1994) e Joaquim Gomes (1988 e 1992) foram os últimos a fazê-lo, mas a Algarvia não tinha a projeção atual -, deixou Ethan Hayter (Ineos) a 9 segundos e Kasper Asgreen (Deceuninck-Quick Step) a 28s.
    Curiosamente, a Deceuninck e Asgreen endureceram a corrida e atacaram ainda antes do Malhão, mas não tiveram força para acompanhar os ataques dos portugueses - Joaquim Silva, da Tavfer-Meadinsot-Mortágua, foi sexto na etapa e o dinamarquês apenas oitavo - nos últimos dois quilômetros.
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