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Seis chegadas em alto e 47 mil metros de subida na 104.ª edição do Giro d'Italia 2021

    O percurso parece favorecer os escaladores, sem a presença de contrarrelógio por equipes e menos de 40 quilômetros de contrarrelógio individual.
    A 104.ª edição da Volta a Itália, que estará na estrada entre 08 e 30 de maio, terá cerca de 47 mil metros de subida acumulados, seis chegadas em alto e dois contrarrelógios, anunciou hoje a organização.
    Entre Turim, que acolhe um ‘crono’ de nove quilômetros a abrir, e Milão, que recebe novo exercício individual de 29,4km, vão 3.450,4 quilômetros de distância, divididos por 21 etapas, seis delas a acabar com chegada em alto.
    Ao todo, serão 23 as equipes que vão disputar o Giro, 19 delas do escalão WorldTour. Com sete etapas marcadas pela inclinação e seis mais orientadas para ‘sprinters’ e velocistas, na prova que abre a temporada de grandes voltas, antes de França, no verão, e Espanha, a fechar a temporada.
    A etapa rainha será a 16.ª, com 5.700 metros de subida acumulada, incluindo o Passo Fedaia, o Passo Pordoi (a Cima Coppi, o ponto mais alto, da 104.ª edição) e o Passo Giau, nos Alpes Dolomíticos, a caminho de Cortina d’Ampezzo.
    A última semana, marcada pelo peso dos Alpes nas pernas, inclui uma passagem por território suíço, para chegar ao Passo di San Bernardino e ao Splugenpass, a caminho de Alpe Mota, antes do ‘crono’ decisivo em Milão.
    No 90.º aniversário da ‘maglia rosa’, a camisa de líder da prova, à já anunciada ‘grande partenza’ de Turim seguem-se vários dias na Sicília, a caminho da costa do Adriático e uma primeira subida de ‘teste’ aos candidatos, em Ascoli Piceno, no sexto dia de corrida.
    Após o descanso, em 18 de maio, no final de 10 etapas, o caminho até à estância de Campo Felice inclui mais de 3.400 metros de subida, incluindo até à meta, além de estradas em terra batida.
    A presença de estradas de ‘strade bianche’ combinadas com subidas (e descidas) exigentes marcam a segunda fase da corrida, apresentando outros desafios, além de habilidades de trepador, dos candidatos, com amplas oportunidades para perder muito tempo.
    A poesia de Dante Alighieri, em ano de 700.º aniversário, é assinalada na 13.ª etapa, vocacionada para os ‘sprinters’, e assim longe de qualquer ‘Inferno’, como o da ‘Divina Comédia’.
    O Monte Zoncolan será este ano abordado, a uma semana do fim, pela variante de Sutrio, com 14,1 quilómetros de escalada a 8,5% de inclinação, e os últimos 2.000 metros percorridos a mais de 13%, num caminho que coroou Gilberto Simoni em 2003, único ano em que este lado foi escolhido.
    Também a Eslovénia recebe a caravana, a caminho de Cortina d’Ampezzo, que será casa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, e depois do último dia de descanso, o Passo San Valentino, e a Sega di Ala, reabrem as hostilidades no alto.
    O Alpe di Mera estreia-se no percurso, na 19.ª etapa, que também passa por Mottarone, a caminho de Milão, que já tinha recebido o ‘crono’ final em 2020, mas então com metade da distância.
    Confirmadas as participações de nomes como o italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), campeão em 2013 e 2016, mas também o colombiano Egan Bernal (INEOS), vencedor do Tour em 2019, os franceses Romain Bardet (DSM) e Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), o russo Alexandr Vlasov (Astana) ou o ‘prodígio’ belga Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), a estrear-se em grandes voltas após o ‘sonho’ adiado por um acidente grave em 2020.
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