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Estudantes de Porto Alegre criam colete de proteção a ciclistas que funciona com energia da própria pedalada

Adolescentes de Porto Alegre criaram uma solução para aumentar a segurança dos ciclistas sem deixar de pensar no meio ambiente. Trata-se de um colete que deixa quem está pedalando mais visível aos motoristas, por meio de luzes de LED.
O projeto foi desenvolvido para a Mostra do Saber do Colégio Marista Rosário pelos estudantes Cauê Fagundes da Silva, 16 anos, João Pedro Storck Cabreira, 15, e João Vitor Borges Ferreira, 15. O trabalho foi orientado pela professora de Física dos jovens, Berenice Helena Stensmann.
– Foi um trabalho desenvolvido com método científico, para preparar os alunos para a iniciação científica. Eles seguiram etapas para solucionar o problema e aumentar a segurança dos ciclistas de uma forma barata. Ao mesmo tempo, aplicaram os conhecimentos deles de Física em algo prático – explica Berenice.
A ideia dos jovens nasceu após uma pesquisa realizada por eles, na qual chamou atenção o alto índice de acidentes entre ciclistas. Segundo dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), houve 62 acidentes envolvendo ciclistas na Capital entre janeiro e junho deste ano. Partindo disso, eles resolveram criar algo que pudesse ser usado para segurança com baixo custo.
— Pensamos em criar algo que tivesse relação com o ciclismo, porque nós três gostamos muito de andar de bicicleta. A gente conhece e vive os mesmos problemas que os ciclistas enfrentam — conta João Pedro.
Desenvolvido com fitas de LED e plástico, tem um sistema de energia montado com um gerador dínamo para bicicletas, que funciona com a energia produzida pelo próprio ciclista enquanto pedala. Pensando também no funcionamento do colete mesmo quando a bicicleta está parada, os estudantes incluíram uma bateria para gerar energia.
— Se fosse feito apenas com a bateria comum, ele não iria funcionar por muito tempo, e o equipamento ficaria pesado, por isso colocamos o gerador para fornecer energia. Ele também é bom por ser sustentável — explica João Pedro.
Após terem recebido o prêmio de iniciação científica do Ensino Médio do Colégio Marista Rosário, os jovens irão apresentar a criação em salões de pesquisa em universidades de Porto Alegre.

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