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Ciclista ''conquistou'' Santa Catarina e viu falta de investimentos frear carreira promissora

No país do futebol, se aventurar nos gramados é um sonho de quase todos os brasileiros. Porém, não foi o que aconteceu com Rafael Rossi, de 20 anos. O catarinense foi se destacar mesmo nas pistas, ou melhor, nas trilhas de Mountain Bike.
A paixão pelas duas rodas faz parte da vida do jovem desde a sua infância. ”Ando de bicicleta desde os meus 3 anos de idade. É algo que sempre gostei de fazer”, contou.
Com o tempo, a brincadeira foi ficando séria. Aos 15 anos, vieram as primeiras competições. Ali começava uma bonita história no esporte.
”Comecei a competir em 2012, na Maratona de Mountain Bike de São Pedro de Alcântara. Um ano depois, já estava sendo patrocinado pela Prefeitura de Itajaí”, disse Rafael.
Entre a rotina de treinos e corridas, o rapaz começava a ganhar espaço no Mountain Bike catarinense. Em 2015, veio a maior conquista da sua carreira. Ele foi campeão da Volta de Santa Catarina. Além disso, subiu no pódio na etapa de Campo Largo (Paraná) do circuito brasileiro. Com os bons resultados, Rafael chegou a figurar entre os 10 melhores ciclistas do Brasil na categoria Júnior.
Após 4 anos dedicados ao ciclismo, chegou o momento em que o garoto teve que decidir o que iria fazer no futuro. Tendo o seu contrato rompido com a Prefeitura de Itajaí, por falta de verba, o atleta viu a dura realidade do esporte brasileiro.
”Quando eu completei o ensino médio, precisei pensar na minha carreira profissional. Vi que o ciclismo não tem muito incentivo aqui no Brasil. Então seria difícil para eu adquirir uma independência financeira me dedicando apenas ao esporte, que, de maneira geral, possui pouco investimento em nosso País. O futebol é a modalidade mais valorizada. Porém, os demais atletas atravessam dificuldades para atingir o profissionalismo”, explicou.
Atualmente, Rafael faz faculdade de Educação Física e estuda Mecânica Industrial. Mesmo assim, ele não deixa de ressaltar a sua gratidão ao ciclismo. Além disso, incentiva os jovens que sonham em se tornar profissionais do esporte.
”Para quem tem esse sonho, acho que vale a pena lutar, buscar a profissionalização. Aprendi a trabalhar em grupo, conviver com outras pessoas, saber a importância de ajudar o colega. Então, adquiri muita experiência nestes anos. Por isso sou extremamente grato ao ciclismo”, completou.
Essa é a dura realidade não só do nosso esporte e de vários outros em no nosso país.
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Fonte: https://www.torcedores.com/noticias/2018/01/promessa-ciclismo-catarinense

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