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Você usa capacete? Acessório pode salvar vida de ciclista...

Vou começar esta coluna com sua conclusão: andar de bicicleta sem usar capacete adequadamente ajustado é simplesmente uma burrice.
Qualquer um que não faça isso está desafiando o destino, correndo o risco de sofrer um acidente com potencial de mudar sua vida. E isso serve para todos os usuários de programas de compartilhamento de bicicletas, como o da cidade de Nova York, que simplesmente retiram a magrela e pedalam sem capacete pelas ruas, dentro e fora de ciclovias, muitas vezes em meio ao tráfego de pessoas e veículos descuidados.
Até mesmo um ciclista cuidadoso tem a chance de sofrer um acidente a cada 7.200 quilômetros e, com base em observação pessoal, muitos ciclistas urbanos estão longe de ser cuidadosos. Embora faltem detalhes sobre acidentes com bicicletas compartilhadas em Nova York ou em outros lugares, uma estatística impressionante divulgada pela prefeitura nova-iorquina para ciclistas em geral se destaca: 97 por cento das mortes de ciclistas e 87 por cento das lesões graves aconteceram com pessoas sem capacete.
Ferimentos na cabeça respondem por 75 por cento das quase 700 mortes em bicicleta que acontecem por ano nos Estados Unidos, e os capacetes podem impedir ou reduzir a severidade dessas lesões em 66 por cento dos casos, segundo o Bicycle Helmet Safety Institute, organização sem fins lucrativos com sede em Arlington, Virgínia. A proteção ajuda até mesmo em acidentes com veículos motorizados, relataram pesquisadores da Universidade de Washington, campus de Seattle, em 2000, estatística verificada várias vezes desde então.
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Lugar de capacete não é na mochila, na cesta da bicicleta ou, pior, em casa.

Esqueça o penteado, sua cabeça é mais importante
Sou ciclista há mais de 70 anos, a maioria deles sem que ninguém pensasse em usar capacete (capacetes de proteção para ciclismo recreativo não existiam antes de 1975). Embora eu tenha tido muitos capacetes nas últimas quatro décadas, admito não o usar às vezes para não ficar com "cabelo de capacete" antes de sair à noite.
Contudo, há poucas semanas aprendi como era tolice me preocupar com meu cabelo e não com a minha cabeça. Por sorte, meu capacete estava no lugar quando, por motivos desconhecidos, caí sobre o guidão enquanto subia lentamente uma ladeira a poucos metros de casa. Embora tenha sofrido uma concussão branda e não me lembre do acidente (também sofri um corte feio no queixo, machuquei para valer as costelas e lesionei o joelho), meu capacete impediu uma lesão grave no cérebro ou no rosto.
Nunca mais vou andar de bicicleta sem capacete na cabeça, que é seu lugar, não na mochila, na cesta da bicicleta ou, pior, em casa.
Existem leis obrigando jovens ciclistas a usar capacete em 21 estados e na capital norte-americana, e em pelo menos 200 cidades, mas poucas dessas leis se aplicam a adultos. Uma visão comum no meu bairro: pais pedalando sem capacete com uma criança de capacete indo de carona atrás deles.
Existem muitos motivos além do cabelo de capacete que impedem as pessoas de usá-lo. Uma das desculpas mais frequentes: "Só vou até a loja (ou à academia)". Contudo, como com acidentes de carro, a maioria dos acidentes ciclísticos acontece perto de casa, como o meu, e não necessariamente no trânsito ou em altas velocidades. Até mesmo quedas em velocidade baixa em ciclovias podem afetar o cérebro.
"Uma queda em baixa velocidade pode ser tão perigosa quanto uma em alta velocidade", diz Randy Swart, diretor do Bicycle Helmet Safety Institute, financiado por pessoas físicas. "Basta a força da gravidade – a distância para o solo – para provocar uma lesão na cabeça."


Crianças também devem usar a proteção.

Qual a posição ideal do capacete?

Os jovens parecem resistir muito ao uso de capacete, mesmo que seu cérebro ainda esteja em desenvolvimento eles provavelmente corram o maior risco e tenham mais a perder com uma lesão cerebral.
"Sempre existe o lado rebelde entre os adolescentes", diz Swart. "Eles dizem: 'Durante minha infância, meus pais me forçaram a ter segurança. Agora, quero tomar minhas próprias decisões quanto ao risco'." Segundo ele, universitários e jovens adultos também costumam pensar de forma semelhante.
Também me preocupo com as crianças pequenas, mesmo com aquelas cujos pais insistem para que usem capacete ao andar de patinete, triciclo ou bicicleta. Vejo muitas crianças com os pais a reboque no meu bairro no Brooklyn e, em pelo menos metade dos casos que observei, o capacete é grande demais ou não está ajustado corretamente e provavelmente dará pouca proteção em uma queda ou colisão feia.
O erro mais comum é o posicionamento. Se o capacete ficar muito recuado na cabeça da criança (ou do adulto), não irá proteger a parte mais vulnerável do cérebro em caso de queda série, principalmente se fraturarem o crânio. Quando as correias estão muito frouxas (ou como costumo ver até mesmo entre adultos, se não estiverem presas abaixo do queixo), o capacete sairá voando na queda e não oferecerá proteção nenhuma.
O capacete deve ficar fixo na cabeça, da frente para trás, e não se mover ao balançar a cabeça. As tiras que vão do capacete até a do queixo devem formar um V abaixo das orelhas.
"O capacete de bicicleta lembra um cinto de segurança – ele deve ficar confortável, não apertado, quando é colocado, mas, quando começamos a pedalar, precisamos nos esquecer dele", afirma Swart.


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Muitos ciclistas urbanos estão longe de ser cuidadosos Imagem: iStock

Acessório não impede lesões, mas reduz impacto

Outra desculpa que ouvi, talvez daqueles acostumados com concussões entre jogadores de futebol americano, é a de que os capacetes não impedem essas lesões. E isso é verdade. Não é preciso nem bater com força a cabeça para sofrer uma concussão. Ela acontece quando o cérebro gelatinoso bate violentamente no inflexível osso do crânio, e isso pode acontecer com quase qualquer impacto. O que o capacete pode fazer é reduzir a energia desse impacto e a probabilidade de traumatismo craniano ou de hemorragia cerebral.
Se o custo é um problema, Swart observou que muitos capacetes baratos são tão bons quanto os caros. Sua organização testou três "extremamente baratos" ao lado de três "bastante caros" e "o nível de desempenho foi praticamente idêntico".
Então, se você não estiver preocupado demais com moda ou marcas, pode se sentir confiante comprando capacetes baratos para todos os ciclistas da família no supermercado. Todos devem atender aos padrões definidos pelas autoridades.
Após determinar o encaixe correto e confortável para o tamanho da cabeça dentro da sua faixa de preço, meu conselho é escolher um modelo com cores fortes; um dos meus é vermelho alaranjado e outro, amarelo-limão, igual às cores das jaquetas e mochilas que uso com eles.
Agora, use o capacete, curta o passeio e volte para casa são e salvo.
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Fonte: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/10/26/voce-usa-capacete-acessorio-pode-salvar-vida-de-ciclista.htm

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