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Salvador já tem quase 200 quilômetros de ciclovias

Salvador pulou de 48,6 quilômetros de ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas em 2012 para 197,96 quilômetros em 2016, sendo 151,96 construídos pela Prefeitura e apenas 46 quilômetros pelo governo do estado. Há quatro anos havia 13,8 km oriundos da gestão municipal e 34,8 km estaduais. O número de locais beneficiados também subiu de 13 para os atuais 47, dos quais 36 foram intervenções municipais, a exemplo da Avenida Afrânio Peixoto, mais conhecida como Suburbana, que a partir da requalificação passou contar com uma via exclusiva para bicicletas com 14 quilômetros de extensão em ambos os sentidos.
Este crescimento é resultado do esforço do município em fornecer mais opções de lazer para soteropolitanos e turistas, a partir da recuperação, modernização e ampliação do espaço público, por meio de ações pontuais e do trabalho integrado entre os órgãos de trânsito, mobilidade e turismo. Com as ações de requalificação, toda a costa da capital baiana foi contemplada com rotas para bicicletas construídas ou reformadas desde a praia de Ipitanga, na divisa com Lauro de Freitas, até as novas orlas da Barra, Ribeira e Tubarão, por exemplo.
Principais obras na cidade levam em conta o ciclista (Foto: Valter Pontes)
As áreas destinadas aos ciclistas estão à disposição da população nas principais avenidas da capital, dispostas tanto nas vias principais como nas marginais, exemplo da ACM, Barros Reis, Juracy Magalhães Jr., Paralela e Afrânio Peixoto, também conhecida como Suburbana, que foi recentemente requalificada passando a contar com uma via exclusiva para bicicletas medindo 14 quilômetros de extensão em ambos os sentidos.

 Definição – Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas podem ser definidas de acordo com a interação com o meio. Enquanto as ciclovias são espaços dedicados exclusivamente para a prática do ciclismo, geralmente segregada dos demais veículos que compõem o trânsito de determinado lugar, as ciclofaixas são pintadas no asfalto, sem a necessidade de separação física entre as vias para automóveis e bicicletas. Nas ciclorrotas, entretanto, carros e bicicletas trafegam juntos, com sinalização horizontal e vertical que informe com clareza a existência de ciclistas nos locais, alertando motoristas e protegendo ciclistas.

Programa – Entre 2013 e 2017, programas de apoio à atividade ciclística foram implementados com sucesso, como o Salvador Vai de Bike, que em três anos de atuação já realizou cerca de 60 eventos destinados aos amantes da bicicleta, além de promover ações como o Bike Anjo, que incentiva o aprendizado do uso da magrela.
Instrutora do Bike Anjo, associação voltada para o ensino da prática do ciclismo "a pessoas de 2 a 99 anos", a servidora federal Marcela Marconi destaca a importância da construção de espaços voltados para os amantes dos pedais em Salvador.
"É sempre uma vitória quando novas vias são abertas na cidade, pois isso significa mais pessoas pedalando. Entretanto, é preciso que haja maior integração entre as ciclovias, faixas e rotas, de modo que formem uma rede que percorra toda a cidade. Também é necessário maior controle em relação às ações de vândalos e ao mau uso dos locais destinados às bikes por outros veículos, cujos donos optam por estacionar nas vias exclusivas. É preciso sempre festejar cada nova ciclovia, pois isso é de grande relevância para os iniciantes, público que está em franco crescimento na cidade", diz. Em quatro anos de atuação em Salvador, o Bike Anjo já iniciou mais de 3 mil soteropolitanos na prática do ciclismo.
Benefícios - Em uma iniciativa inovadora, a Secretaria da Cidade Sustentável (Secis) implantou um sistema de premiação para o servidor que optar por ir trabalhar de bike durante quinze dias úteis em um mês, garantindo uma folga mensal por conta da iniciativa.
A prática já beneficiou o servidor Eleandro Pereira, 58, que tem na bicicleta o principal meio de transporte entre sua residência, no bairro de Pernambués, e o Parque da Cidade, no Itaigara, onde trabalha pela Secis. A prática virou rotina há 16 anos na vida de Eleandro que, além de economizar no deslocamento, ainda encontrou um meio de realizar uma atividade física de baixo custo e com pleno contato com a natureza. "Utilizo a bicicleta como meio de transporte, como uma forma de cuidar da minha saúde e como meio de lazer. Espero que mais colegas de trabalho se interessem por esse estímulo e passem a cuidar melhor da saúde", disse.
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Fonte: http://g1.globo.com/bahia/especial-publicitario/prefeitura-municipal-de-salvador/salvador-primeira-capital/noticia/salvador-ja-tem-quase-200-quilometros-de-ciclovias.ghtml

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