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Tour de France 2017 - Análise dos favoritos depois do Dauphine

Com o Criterium du Dauphine e o Giro da Itália terminados, o mundo do ciclismo volta sua atenção para o Tour de France, que tem sua largada para daqui duas semanas. Analisando os resultados das duas provas, traçamos uma análise dos principais favoritos para levar a camisa amarela na Grande Volta Francesa.

Chris Froome - SKY

Defendendo seu título do ano passado e mostrando-se um atleta cada vez mais completo, Froome chega para mais um Tour de France com o reforço de toda a força da Sky - como é de costume. Porém, durante o Criterium du Dauphine, o desempenho do atleta deixou no ar alguns questionamentos.

É bem verdade que Froome e seus treinadores sabem muito bem o que estão fazendo e em mais de uma oportunidade o ciclista afirmou estar feliz com seu rendimento, mas a forma que ele desempenhou abaixo do esperado no contra-relógio da etapa 4 e nas subidas do Dauphine, onde costumeiramente foi distanciado por Porte, certamente fizeram acender alguns alertas na equipe.
Embora o resultado final não tenha sido muito diferente de outras edições, estranhamente Froome ainda não conquistou nenhuma vitória neste temporada - um fato bastante atípico para ele. Resta agora saber se, nestas duas semanas, Froome conseguirá acertar os ponteiros para entrar no Tour em plena forma.

Richie Porte - BMC

Para muitos, Porte é o favorito para levar o Tour de France. Froome, seu ex-líder e principal rival, já afirmou que o australiano é o mais bem cotado para a vitória - embora muitos argumentem que as palavras do britânico sejam apenas para jogar pressão em seu adversário.

Porte mostrou sinais de excelente forma durante o Criterium du Dauphine e, até perto do fim da última etapa, sua vitória parecia garantida - dentre os favoritos, ele foi o mais rápido não só nas montanhas mas também no contra-relógio.
Embora tenha sido superado por Fuglsang no fim da competição, Porte ainda foi mais rápido do que Froome, Contador, Valverde, Bardet e Aru praticamente o tempo inteiro e, a bem da verdade, só perdeu por não acreditar em Fuglsang, atitude que levou o australiano a ficar marcando Froome e não responder a outros ataques - terminado isolado por conta disso.
Resta saber se o golpe psicológico não foi forte demais e se Porte conseguirá levar a boa forma até o fim do Tour. Infelizmente para o azarado ciclista, problemas mecânicos, tombos e dias ruins são bastante na vida do australiano, o que rendeu para ele a fama de "ciclista de uma semana".
Além disso, a BMC mostrou alguns sinais de fraqueza, principalmente nos momentos decisivos do Dauphine, quando Porte teve que lutar sozinho contra todos os seus adversários ao mesmo tempo.

Nairo Quintana - Movistar

A tentativa de dobradinha Giro / Tour de Quintana começou de forma desastrada, quando o ciclista não foi capaz de superar Tom Dumoulin na disputa pela rosa na Grande Volta Italiana. O colombiano permanece "treinando escondido", sem participar de nenhuma competição desde que o Giro acabou.

Durante a competição, Quintana foi incapaz de distanciar Dumoulin nas subidas, algo bastante incomum. Além disso, a agressividade e os ataques incisivos comuns para o colombiano simplesmente não estavam presentes.
Como ponto positivo, Nairo defendeu-se melhor do que de costume no contra-relógio, indicando uma evolução na modalidade. A aparente "fraqueza" de Quintana pode ser explicada pelo treinamento focado em duas competições, o que tornaria impossível ele estar no auge da forma em dois momentos tão próximos - neste caso, seria muito complicado para ele recuperar-se.
Porém, para o maneger de Quintana, o ciclista é capaz de andar melhor em sua segunda grande volta do ano, algo observado ano passado na Vuelta, onde Nairo pareceu estar em melhor forma do que no Tour.

Alberto Contador - Trek-Segafredo

Do ponto de vista do torcedor, o Dauphine de Contador foi muito abaixo do esperado - o ciclista terminou a prova fora do Top 10 e perdeu muitas posições na última etapa. Porém, julgar a forma do Pistoleiro pelo Dauphine pode ser mais complicado do que parece.

Diferente do que faz habitualmente, Contador não entrou na competição para vencer e sim para treinar. Em mais de uma ocasião, ele afirmou estar feliz com sua preparação. Segundo seu treinador, a orientação era não forçar demais - e realmente não vimos nenhuma Pistolada acontecer.
No contra-relógio, Contador andou muito bem e fechou a frente de Froome, algo que se repetiu no topo do Alpe d’Huez. Agora, resta saber se ele está se preparando com uma cautela especial para o Tour de France ou se os dias do Pistoleiro realmente terminaram.

Alejandro Valverde - Movistar

Na primeira parte da temporada, Valverde estava voando nas clássicas, atingindo uma forma física praticamente imbatível quando as condições lhe eram favoráveis. Porém, de lá pra cá, o ciclista não participou de nenhuma competição.

No Dauphine, o veterano espanhol terminou com a 9° lugar, fechando o contra-relógio com a excelente terceira colocação. Nas montanhas, ele atacou de longe em mais de uma ocasião, mas acabou sempre sendo capturado e deixado para trás.
No Tour, ele dividirá a liderança da Movistar com Quintana, servindo como "elemento elemento surpresa". Porém, certamente os diretores da equipe ficarão de olho no desempenho dos ciclistas antes de decidir quem deverá receber mais atenção durante a grande volta francesa.

Fabio Aru - Astana

Sem correr há mais de três meses graças a uma lesão no joelho decorrente de um tombo em treinamento, o italiano Fabio Aru foi ao Dauphine com um grande ponto de interrogação sobre sua forma. Porém, depois de um desempenho sólido na prova, o ciclista vai para o Tour com boas expectativas.

Embora não tenha chegado na frente em nenhuma etapa, Aru protagonizou bons momentos na competição, figurando com Valverde no ataque que começou a derrubar Porte na última etapa, por exemplo.
O ciclista termina a competição com o quinto lugar e com a certeza que, apesar do tempo parado, a boa forma parece ser possível. O contra-relógio do ciclista, porém, segue deficitário, com um distante vigésimo sétimo durante a quarta etapa do Dauphine.
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Fonte: https://www.pedal.com.br/tour-de-france-2017-analise-dos-favoritos-depois-do-dauphine_texto12147.html

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