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Tetra ou aliança contra o Rei?

A verdade. Chegamos aquela altura do ano em que toda a gente vê ciclismo. O Tour de Frace está de regresso para mais uma edição e conta, como sempre, com grande maioria dos ciclistas de renome da atualidade. O Tour não é, atualmente, a competição mais excitante, mais entusiasmante, com mais reviravoltas. Mas, para quem é “novato” neste esporte, o Fair Play aconselha vividamente a ver uma das mais emblemáticas provas do esporte mundial.

A prova começa este ano com um contra-relógio individual, de 14 quilometros, em Dusseldorf (Alemanha), com Tony Martin (Katusha-Alpecin) a procurar vencer em casa. Com uma inovação, a organização surpreendeu muitos com o traçado deste ano, principalmente nas etapas de montanha, com novas subidas, que fazem lembrar os famosos “muros” do Giro (pode ler o balanço da prova italiana aqui) – curtos, mas com uma intensidade brutal. A montanha está sempre presente, com passagens nos Pirinéus, no Maciço Central e nos Alpes. Existirá outro contra-relógio individual, na etapa 20, de 22.5 quilômetros, em Marselha, que deverá decidir muitas posições na geral.
Apesar de existirem apenas três etapas com finalização em alta montanha, o livro de prova conta com 23 subidas categorizadas. Outra novidade é o regresso das bonificações, com o prémio de 10, 6 e 4 segundos aos três primeiros de cada etapa (com exceção dos dois contrarrelógios).
A primeira semana está reservada aos sprinters e aos barouders, que irão procurar vingar numa fuga. São 3.540 quilómetros de pura adrenalina e de pura emoção!

O Favorito (vocês sabem quem é)

Já adivinhou? Dou uma última pista: o nome começa em Chris e acaba em vrooom! Como sempre, o favorito para esta prova é Chris Froome (Sky). O inglês ainda não mostrou nada este ano, com uma prestação muito má no Tour de Romandie e outra menos má no Critérium du Dauphiné.
Contudo, o Tour é “a praia” de Froome, que já nos habituou a vê-lo passear em terras francesas. Depois das vitórias em 2013, 2015 e 2016, o britânico de 32 anos procura ultrapassar Greg Lemond, Louison Bobet, e Phillippe Thys (todos com três vitórias), e ficar cada vez mais perto dos quatro magníficos do Tour: Bernard Hinault, Jacques Anquetil, Miguel Indurain e o inenarrável Eddy Merckx (todos com 5). Este ano a concorrência é forte, com os seus adversários diretos a mostrarem estar em grande forma.
E o que se há-de dizer da grande equipe para o apoiar? Sergio Henao, Mikel Nieve, Luke Rowe, Michal Kwiatkowski, Vasil Kiryienka, Christian Knees, Mikel Landa e Geraint Thomas. Uma palavra apenas: Luxo.

Os pretendentes ao trono 

A edição 104 do Tour tem um recheio bem grande de pretendentes à icónica camisa amarela. Começando desde já com Nairo Quintana (Movistar). O colombiano finalizou em segundo no Giro, e está completamente concentrado em destronar Froome do trono amarelo. Para isso, conta com a ajuda do inevitável Alejandro Valverde, bem como dos trepadores de serviço: Andrey Amador, Carlos Betancur e Jesús Herrada.
Ainda assim, Richie Porte (BMC) é, muito provavelmente, o principal alvo a abater para Chris Froome. O australiano, antigo colega de equipe (e peça nuclear na conquista do britânico em 2013), aparenta estar numa forma incrível, e o traçado da prova ajuda-o bastante. Leva, para ajuda direta na montanha, Nicolas Roche e o surpreendente Damiano Caruso, bem como os caça-etapas – Alessandro de Marchi e o “nosso” Deus do Olimpo, Greg van Avermaet, com Stefan Kung a apostar tudo nos dois contrarrelógios.
Quem olha para estes com sede de vencer é Alberto Contador (Trek-Segafredo). O veterano leva um grupo de sonho, forte em todas as vertentes (Mollema, Degenkolb, Felline, Pantano, Irizar e o “nosso” André Cardoso). Será que é desta que o espanhol vence?
A armada francesa também procura uma vitória no seu “Tour”. Thibaut Pinot (FDJ), procura aqui honrar os franceses, depois do top-5 no Giro. Conta com a ajuda de Arthur Vichot e do recém-coroado campeão francês, Arnaud Démare. Já Romain Bardet (AG2R) vai na máxima força para o Tour, com a grande ajuda de Jan Bakelants, Mathias Frank, Alexis Vuillermoz ou o recém-campeão nacional de contrarrelógio, Pierre Latour.
Por fim, Fabio Aru (Astana). O italiano, que falhou o Giro por lesão, está de volta, e de camisa diferente, já que se sagrou campeão nacional no passado domingo. A Astana leva, no apoio a Aru, Fulgsang, Valgren, Lutsenko, Gruzdev ou Dario Cataldo.
Existem inúmeros outros que poderão surpreender, e figurar no top-10 da prova ou vencer etapas. Assim, nomes como Warren Barguil (Sunweb), Rafal Majka (Bora-Hansgrohe), Tim Wellens, Thomas de Gendt e Tony Gallopin (Lotto Soudal), Daniel Martin, Gianluca Brambilla e Phillippe Gilbert (Quick-Step), Pierre Rolland, Andrew Talansky e Rigoberto Uran (Cannondale-Drapac), Johan Chaves, Roman Kreuziger e Simon Yates (Orica), Stephen Cummings (Dimension Data), Louis Meintjes e Diego Ulissi (UAE Team Emirates), Tony Martin e Robert Kiserlovski (Katusha), Primoz Roglic e Robert Gesink (Team LottoNL-Jumbo), Ion Izagirre (Bahrain Merida), Dani Navarro (Cofidis), Thomas Voeckler (última prova da carreira) e Sylvain Chavanel (Direct Energie), Eduardo Sepúlveda (Fortuneo). Uma lista bem extensa, com nomes bem conhecidos, e outros que despontaram nos últimos meses.
No que diz respeito aos sprinters, Peter Sagan (Bora) encabeça a lista, com nomes com Marcel Kittel (Quick-Step), John Degenkolb (Trek), Davide Cimolai e Arnaud Démare (FDJ), Michael Matthews (Sunweb), Daryl Impey (Orica), Mark Cavendish e Edvald Boasson Hagen (Dimension Data), Bem Swift (UAE Team Emirates), Alexander Kristoff (Katusha), Dylan Groenewegen (Lotto-Jumbo), Sonny Colbrelli (Bahrain), Nacer Bouhanni (Cofidis).
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Fonte: http://24.sapo.pt/desporto/artigos/tetra-ou-alianca-contra-o-rei

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