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"Para crescer, ciclismo do Brasil deveria se espelhar na Colômbia e gastar R$ 7 milhões"

Rafael Andriato
. Garoto prodígio, Rafael Andriato conseguiu um feito inédito em 2007. Aos 19 anos, em sua segunda temporada na categoria elite, venceu seis provas internacionais e se tornou primeiro colocado no ranking brasileiro de ciclismo. Foi então que, sem ver chance alguma de crescer em casa, recebeu um convite para ir competir na Itália. E não pensou duas vezes.
“Para evoluir e conquistar bons resultados eu precisava ir. O nível do ciclismo aqui melhorou bastante. Mas ainda não tem comparação, a diferença é muito grande. O problema são a cultura e a falta de investimento. O Brasil ainda é o país do futebol. É uma pena, porque temos um grande potencial”, lamentou em entrevista ao ESPN.com.br.
. Depois que pisou no Velho Continente, sua carreira só decolou. De 2008 a 2011, Andriato foi primeiro colocado em 12 provas na categoria sub-26 e no ano seguinte conseguiu mudar para a categoria profissional. O que não é fácil. Dos cerca de 500 atletas da Itália que tentam se profissionalizar por ano, apenas 20 conseguem.
. Em 2013, o paulista da italiana Southeast Pro Cycling Team competiu no Giro d’Italia, uma das três principais provas do ciclismo mundial, ao lado do Tour de France e da Volta da Espanha, e conquistou dois feitos inéditos para o Brasil: foi campeão por pontos na classificação geral e ganhou o prêmio de quem mais percorreu quilômetros em fuga, 365 km.

Modelo salvação
colombia cycling team
. A Europa é o berço do ciclismo mundial, e, para Andriato, a única solução para o Brasil também se tornar uma potência ou pelo menos chegar mais perto disso seria seguir o caminho que ele e uma equipe de um país vizinho escolheram. A Colômbia, dona do ciclismo mais tradicional da América Latina, também dá nome ao Colombia Cycling Team, fundado em 2012 e com sede em Adro, na Itália.
“Os colombianos sempre fizeram um ótimo trabalho no ciclismo, desde a base. Eles começaram a ganhar provas importantes e atrair o interesse das equipes europeias. E de três anos para cá, outro diferencial apareceu. A criação da equipe Colombia, que é praticamente europeia e segue o calendário europeu. Era disso que o Brasil precisava, mas não tem como. Não temos dinheiro. Precisávamos de 15 ciclistas, carros, uniformes, staff, o que demanda uns R$ 7 milhões. Seria o único jeito de aparecermos no ciclismo mundial”, decretou o ciclista.
. A Colombia Cycling Team foi convidada para participar do Giro d’Itália em 2013 e 2014 e, neste ano, disputa pela primeira vez a Volta da Espanha. Os colombianos de outras equipes espalhadas pelo mundo também vem ganhando cada vez mais destaque. Entre eles, Esteban Chaves, líder da Volta da Espanha-2015 até a oitava etapa, e Nairo Quintana, quarto colocado no ranking mundial da União Ciclística Internacional (UCI).

Caminho inverso
oscar sevilla
. O ciclismo na Colômbia é tão bem visto e valorizado que já conquistou um europeu. Mesmo sendo espanhol, Oscar Sevilla – bicampeão do Tour do Rio de Janeiro, que foi disputado na última semana e acabou no domingo – não teve dúvidas quando o destino colocou à sua frente a decisão de trocar a Europa pelo país da América.
“Fui para lá há alguns anos para correr a Volta da Colômbia (da qual é o atual campeão) e me apaixonei pela mulher que hoje é minha esposa. Me mudei para cá, tenho dupla cidadania e sou muito feliz aqui. O país me adotou. Não perdi nada porque há muita matéria prima no ciclismo daqui; é uma potência, e meu sonho é representar os colombianos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano que vem”, contou.
. A Colômbia tem 13 ciclistas participando da Volta da Espanha-2015, contra apenas um atleta do Brasil, Murilo Fischer. A competição começou no dia 22 de agosto e termina no dia 13 de setembro, com transmissão diária ao vivo dos canais ESPN.
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Fonte: http://espn.uol.com.br/noticia/539451_atleta-para-crescer-ciclismo-do-brasil-deveria-se-espelhar-na-colombia-e-gastar-r-7-milhoes

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