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Ciclista de Joinville é exemplo no uso da bicicleta para os deslocamentos diários

# Opção por uma das alternativas mais sustentáveis de transporte ainda esbarra na falta de infraestrutura adequada e na insegurança no trânsito.
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Eliane Vidal utiliza sua "zica", para tudo!!
. Além de contribuir para a mobilidade urbana, a bicicleta representa um modo de deslocamento sustentável. É bom para o meio ambiente, para a saúde e para o bolso de quem pedala. Não gasta combustível, não emite poluentes e tem baixa manutenção. Já os meios motorizados de transporte individual, entre carros e motos, são vilões no trânsito e responsáveis pela maior parte das emissões de gás carbônico na atmosfera.
. A auxiliar administrativa Eliane Vidal de Lima, 36 anos, demorou um pouco para optar definitivamente pelo uso da bicicleta nos deslocamentos diários. “Aprendi a andar bem aos 21 anos”, revela. De lá para cá, no entanto, a zica é companheira inseparável para ir ao trabalho, fazer compras e passear. “Até tenho carro, mas só uso quando chove”. O principal trajeto da ciclista é o do trabalho. A moradora do bairro Itinga percorre diariamente cerca de 20 quilômetros, somando ida e volta, no trecho entre a casa e o Senai, no Bucarein.
. Por quase dois anos o percurso era ainda maior, no trajeto até o local de trabalho no Senai Norte, no Bom Retiro, próximo ao Garten Shopping. Eliane praticamente atravessava a cidade bicicleta em uma hora de pedaladas. Trabalhando “mais perto” de casa nos últimos quatro meses, ela cumpre o trajeto na metade do tempo. Apesar de se deslocar nos mesmos horários de pico do trânsito, enfrentar problemas no caminho como a passagem de trem e correr risco de acidentes, Eliane destaca que a bicicleta é a melhor alternativa, mais até que ônibus.

“Faço a metade do tempo do coletivo”, disse. A escolha também reflete positivamente no bolso. Numa dessas semanas inteiras de chuva, Eliane teve que ir de carro para o trabalho e gastou mais de R$ 50 de combustível. “Se fosse usar o carro todos os dias, gastaria cerca de R$ 200 por mês. O ônibus poderia ser uma opção mas demora e pode atrasar. Então, a bicicleta é o mais viável. Gosto dessa sensação de liberdade”, avaliou.
. A decisão da ciclista tem estimulado colegas de trabalho e amigos a também optar pelas bikes. “Teve pessoas que passaram a andar de bicicleta por minha causa”, contou. Para Eliane, isso demonstra que as pessoas estão interessadas em mudar o meio de transporte mas não tem o devido incentivo. A falta de melhor infraestrutura nas ruas e a sensação de insegurança devido aos constantes acidentes são fatores de desmotivação. “A gente mora na ‘Cidade das Bicicletas’ mas a gente não tem a estrutura necessária para se andar de bicicleta”.
. No trajeto casa-trabalho, Eliane pedala em menos de três quilômetros com ciclofaixas. A maior parte do percurso é dividindo espaço com carros ou pedestres. Como as condições ainda não são as ideais, educação e cautela são fundamentais para evitar estresse e garantir uma boa convivência no trânsito. “Respeitar o outro é primordial para o ciclista e para a vida”, completou.


Alternativa sustentável
. Uma pessoa de carro polui de quatro a sete vezes mais em relação a quem anda de ônibus. As motocicletas poluem mais que o dobro disso: 17 vezes mais, no comparativo com quem se desloca de ônibus. Para o presidente da Fundação Ippuj (Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville), Vladimir Constante, a tendência é que a emissão de poluentes diminua – ou mesmo zere – em função de maior controle na fabricação dos motores ou pelo desenvolvimento de novas tecnologias.
. Mesmo que sejam sustentáveis, no entanto, a frota automotiva vai continuar ocupando o mesmo espaço nas ruas. O caminho ideal é pela redução do uso do automóvel, o que implicará necessariamente na redução de poluentes, enquanto se estimula o transporte coletivo, o deslocamento a pé e a utilização da bicicleta. . A meta do município é atingir 20% dos deslocamentos por bicicleta até 2030, quase dobrando o índice atual, e reduzir de 40% para 20% a presença de carros e motos na cidade.

“Vamos reduzir em 10%, pelo menos, a emissão de poluentes na cidade por veículos. E isso só com a utilização da bicicleta, porque ainda temos a meta do ônibus, que vai contribuir com outro tanto”, comentou. Para alcançar os percentuais favoráveis, Constante reconhece que é preciso aumentar o ritmo de implantação de ciclovias. Hoje são 140 quilômetros de faixas para as bikes, mas a pretensão é chegar a 730 quilômetros nos próximos 15 anos.
“A gente entende que o primeiro passo é ampliar e qualificar a malha cicloviária, e o segundo passo é educação para incentivar mais o uso da bicicleta”, avaliou. Sistema de bicicletas públicas e bicicletários integrados nos terminais são projetos previstos neste contexto de estímulo.
Formação de ciclistas
. O aumento no uso da bicicleta passa pela formação de novos ciclistas. O processo de aprendizagem não precisa ser tão traumático quanto foi para alguns mais experientes. O projeto Rodinhas Nunca Mais, desenvolvido pela plataforma de Responsabilidade Social da Tupy, em parceria com a FCC (Federação Catarinense de Ciclismo), é uma mão da roda para espantar o medo das crianças em andar de bicicleta. Além de desenvolver o equilíbrio, a iniciativa ensina os conceitos básicos de trânsito.
. As atividades – gratuitas – acontecem aos domingos, das 9 às 13h, ao lado do Fórum, durante a programação da Rua do Lazer, na avenida Hermann August Lepper. Nem é preciso ter bicicleta. A organização disponibiliza modelos para praticar, conforme a idade dos pequenos. A ação, coordenada por monitores, já atendeu três mil crianças. São mais de 50 atendimentos por edição.

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Fonte: http://ndonline.com.br/joinville/noticias/260229-ciclista-de-joinville-e-exemplo-no-uso-da-bicicleta-para-os-deslocamentos-diarios.html

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