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Milan-San Remo. Quase sete horas depois, um sprint decidiu tudo.


# John Degenkolb foi o vencedor da "La Primavera", impedindo Alexander Kristoff, segundo classificado, de confirmar novamente o título conquistado em 2014.
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. No ciclismo, o início da Primavera é sinónimo de Milan-San Remo que, juntamente com as corridas empedradas (pavé) e das Ardenas, faz parte das provas clássicas desta estação do ano.
. A La Primavera é realizada no domingo mais próximo do início da estação, e é um dos cinco Monumentos do ciclismo. No dia (22/03 - Domingo) foi a 106ª edição da prova.
. Até 1988, a clássica de Bordéus-Paris foi rainha, presenteando os ciclistas com 560 quilômetros, realizados em apenas um dia. A partir daí e até 2004, Portugal teve a prova diária clássica mais longa da história do ciclismo, entre o Porto e Lisboa, ao longo de 330 quilômetros. Desde então, a corrida italiana de Milan-San Remo, que se realiza desde 1907, e que apenas parou em 1916, 1944 e 1945 (Guerras Mundiais), ocupa a primeira posição. É uma das preferidas dos sprinters que, regra geral, costumam obter bons resultados nesta prova.
. A tradição já não é o que era e os italianos, que correm em casa, há muito deixaram de chegar a San Remo em primeiro lugar. Filippo Pozzato foi o último a consegui-lo, em 2006. Desde então, outros países juntaram-se à lista de vencedores da prova, como a Austrália, com uma dobradinha em 2011 e 2012, obra de Matthew Goss e Simon Gerrans, e a Noruega, com Alexander Kristoff, no ano passado. Mas o herói desta prova, e dos cinco Monumentos, é o belga Eddy Merckx "O Canibal", com 19 vitórias no total, e sete só na corrida italiana.
. Milan-San Remo é a clássica dos sprinters, mas as subidas, que começam no Capo Mele, estendem-se ao Cervo, Berta e Cipressa, e apenas terminam a 5,5 quilômetros do fim, no Poggio, configuram uma grande tensão entre sprinters, escaladores e ciclistas completos. Não há nenhuma outra corrida assim, em todo o calendário profissional, passível de ser vencida por qualquer um e de todas as maneiras. Como Fausto Coppi, que em 1946 conquistou uma vantagem de 14 quilômetros, cruzando a meta completamente sozinho. Ou como Raymond Poulidor, em 1961, que já se estava a preparar para desistir, encostado à berma a começar a descalçar-se, quando foi ordenado a continuar. Ou como Sean Kelly, que em 1992 desceu o Poggio como um louco, até ultrapassar o líder Moreno Argentin.
. Históricamente, os ciclistas provenientes do Tirreno-Adriático têm um melhor desempenho nesta prova. Mas nos últimos anos, participar em Paris-Nice parece ser o segredo para vencer "La Primavera".
. Os vencedores de 2011, 2013 e 2014, todos participaram na prova francesa. Este ano, as coisas pareciam poder ser diferentes. A prova italiana foi afetada pelo mau tempo, criando grandes grupos de ciclistas, onde o esforço foi repartido. Em contraste, o Paris-Nice foi abençoado pelo bom tempo, o que tornou a prova muito mais dura.
No domingo, a emoção esteve garantida até ao final. Foram seis horas, 46 minutos e 16 segundos de prova, que se decidiram em poucos segundos. John Degenkolb acabou por ser o grande vencedor, seguido por Alexander Kristoff, que ficou muito próximo de renovar o título conquistado em 2014. Michael Matthews foi terceiro, dando ao Paris-Nice o pleno no pódio.
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Fonte: http://www.ionline.pt/artigos/desporto/milan-san-remo-sete-horas-depois-sprint-decidiu-tudo/pag/2

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