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Como se trocar as marchas da bicicleta corretamente.

http://static.tricae.com.br/p/Caloi-Bicicleta-Hot-Wheels-Aro-20-Preta-Caloi-8258-04404-6.jpg. Uma dúvida que assola os iniciantes é como passar as marchas de forma correta. Este artigo tenta esclarecer essa questão, em linguagem simples e clara.
. Nas bicicletas que têm engrenagens de marchas apenas na roda traseira – ou marchas internas, dentro do cubo (eixo) – não há muito segredo: um único passador é responsável pela mudança e é fácil perceber se a bicicleta está ficando “leve” ou “pesada”, o que torna a passagem de marchas bastante intuitiva. Entretanto, quando há passadores dos dois lados do guidão, muita gente acaba se confundindo. Não se preocupe, isso é normal. Estamos aqui para te ajudar.
. A explicação contida neste artigo é detalhada. Se não tiver paciência de ler tudo, ai dano-se! bazinga! rsss brincadeirinha!
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Passadores / Trocadores
. Em bicicletas que tenham apenas câmbio traseiro, há um único passador, geralmente no lado direito do guidão. Quando a bike tem câmbio dianteiro e traseiro, há dois passadores: um no lado esquerdo do guidão e outro no lado direito. Na esquerda, você tem sempre duas ou três posições; no lado direito, a quantidade varia de acordo com a quantidade total de marchas que você tiver (multiplique um número pelo outro para saber o total de marchas da sua bicicleta).


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Sistema rapid-fire. Em destaque, a alavanca utilizada com o indicador. A alavanca do polegar fica embaixo do conjunto.  Os passadores podem ser de alavanca simples, duas alavancas (rapidfire, EZ-fire, trigger shifter).
Os de alavanca dupla ou rapid-fire/EZ-fire têm alavancas separadas para aumentar e para diminuir, dispostas estrategicamente perto dos dedos indicador e polegar, de forma que você suba a marcha com um dedo e desça com o outro, tornando a passagem mais simples, rápida e eficiente.
http://bikerspoint.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/a/l/alavanca_shimano_rs35.jpg
Ou de girar (grip shift, Revoshift). O sistema Revoshift ou grip-shift é formado por uma cobertura giratória próxima à manopla, que envolve parte do guidão e aumenta ou diminui a marcha conforme girada.

http://mlb-s1-p.mlstatic.com/alavanca-de-cambio-shimano-sl-tz20-7v-14149-MLB195686639_220-O.jpg
Nos de alavanca simples, há uma única alavanca pequena que, conforme movida para um lado ou outro, aumenta ou diminui de marcha. Algumas bicicletas de estrada mais antigas têm essa alavanca no quadro, mas é um modelo pouco comum hoje em dia.

Simples ou indexado

. O sistema de câmbio pode ainda ser simples ou indexado. Os sistemas rapid-fire/EZ-fire são sempre indexados; os outros sistemas podem ser indexados ou não.
. No câmbio indexado, conforme você troca de marcha nos passadores, a corrente “passa” para o lugar exato onde ela deve estar para que a próxima marcha entre e ouve-se um “clique”.
. Já nos sistemas mais simples, é você quem tem que acertar o ponto da corrente para ela entrar na posição correta. Você saberá que ainda não está na posição correta se estiver fazendo barulho, enroscando, etc. A experiência de usar um sistema desses costuma ser bastante ruim.
. O sistema indexado geralmente é mais vantajoso, mas precisa estar sempre regulado. Quando o câmbio desregula, ainda que milimetricamente, a passagem de marchas se torna difícil e às vezes a marcha não entra. O sistema se desregula com o uso, isso é normal, mas os conjuntos mais modernos levam mais tempo para desregular e tem a regulagem simplificada, podendo ser ajustados sem ferramentas e até mesmo sem parar a bicicleta, com dispositivos junto aos passadores.
. Quando o mecanismo desregula, as marchas não passam corretamente e ficam “arranhando”, ou ficam pulando de uma posição para outra enquanto você pedala, o que pode até ocasionar uma quebra da corrente.
http://www.bikeeadventure.com.br/imagens/produtos/p17j03u6cu1cdu5j11jo722b12kb3.jpg
A maioria das mountain bikes tem três coroas,
o que significa três posições possíveis
para o câmbio dianteiro.

Passando as marchas
. O passador do lado esquerdo move o câmbio dianteiro, que são as marchas das coroas – engrenagens que ficam no pedivela (onde se pedala). Elas têm esse nome porque se assimilam a uma coroa. A semelhança é remota, admito: parecem-se mais com coroas de espinhos do que com coroas de jóias.
. No lado direito, move-se o câmbio traseiro, que chamamos também de catraca ou cassete (pronuncia-se K7). Há uma diferença técnica entre esses dois termos, mas ela não importa agora: qualquer dos dois que você usar, será entendido. Alguns ciclistas mais antigos chamam também de pinhão.
. A ordem da passagem das marchas não é sequencial. Há uma sequência lógica, mas parece ser meio misturado mesmo. Para os exemplos abaixo, usei uma relação típica de 21 marchas, a mais encontrada no mercado, mas mesmo que sua bicicleta tenha uma quantidade diferente de marchas, você entenderá os exemplos.
. A ordem correta para passar as marchas em um bicicleta de “21 velocidades”, em termos de esforço crescente, é a que está listada abaixo. Considere o primeiro número de cada par como a marcha da frente (a da coroa, geralmente do lado esquerdo do guidão) e o segundo como a de trás (catraca). Em ambos os casos, a marcha 1 é a mais leve (em algumas bicicletas, vem marcada com um L, que representa “low” – baixa).
1-1 / 1-2 / 1-3 / 2-2 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 2-6 / 3-5 / 3-6 / 3-7
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. Mas não tente decorar! Você vai perceber aos poucos qual a melhor passagem de marchas. Vai entender, por exemplo, que a 2-2 é realmente mais “pesada” para pedalar que a 1-3. Você pega isso na prática e acaba se tornando instintivo, por enquanto é só entender que elas são um pouco “misturadas”.
Resumo
O melhor mesmo é entender que marcha leve de um lado combina com marcha leve do outro!
1 na frente, 1 ou 2 atrás
2 na frente, 2 até a penúltima marcha na direita
3 na frente, duas últimas marchas atrás
. É bem mais fácil de lembrar e funciona bem. Você usa a 1 e a 2 na direita com a 1 na esquerda, depois passa a esquerda pra dois e vai subindo a direita até a 6, depois muda a esquerda para 3 e depois usa a última na direita. Aos poucos você vai fazendo as variações, conforme pegar o jeito.
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Câmbio cruzado ou Relação Cruzada

http://4.bp.blogspot.com/_wAsnIvXJdgI/SwXkGv3CHhI/AAAAAAAAEjU/vh62ubBMKWI/s400/OQAAABHMFxEZbJJ2bWtUDCNKNPcRZ_2KZbIM-_-9JnZD6NRV1_nlkMaKc16Ax3Me8bS_nd_LjVFod60a8Ew_Ao8nHxkAm1T1UIE1KTUkUVvYmNbJ-Fz1fdfnWfL2.jpg. Existem algumas combinações de marchas que evitamos, para não forçar o mecanismo: repare que se você colocar a 3 na esquerda e a 1 na direita, ou a 1 na esquerda e a 7 na direita (ainda no nosso exemplo de 21 marchas), a corrente fica muito esticada e um pouco torcida, desalinhada em relação ao quadro. Em alguns casos, ela fica até fazendo barulho, por roçar no mecanismo do câmbio dianteiro. Isso é o que chamamos de câmbio cruzado.
. Essas posições forçam o conjunto todo e exercem uma pressão lateral para a qual, em muitos casos, a corrente não foi projetada para suportar. Como resultado, há desgaste prematuro do conjunto e em alguns casos até quebra da corrente. Evite as seguintes combinações: 1-6, 1-7, 3-1 e 3-2 (novamente tendo como base 21 marchas), ou seja, as duas combinações mais extremas de cada ponta. Se puder evitar também o 2-1 e o 2-7, também ajuda.
http://www.euvoudebike.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/05/incorreta.jpg
. Quer dizer então que eu comprei uma bicicleta com 27 marchas mas não devo usar todas? Exatamente. A quantidade total de marchas representa apenas a quantidade de combinações possíveis, mas na prática não é recomendável usar todas. E, sinceramente, você não sentirá falta alguma dessas combinações. Não porque 27 ou mesmo 21 marchas sejam demais, mas sim porque o que importa são os limites máximo e mínimo de esforço/velocidade na pedalada. A combinação mais pesada em uma relação de 27 permitirá velocidade maior que a combinação similar de uma de relação de 18 – e a mais leve é *bem* melhor para as subidas em uma 27 do que em uma 18.
Devo me preocupar com isso? Segundo a Shimano, não. Se estiver com um grupo de componentes de sua fabricação, bem regulado e devidamente montado na bike (compatível, ajustado, etc.), o ciclista pode utilizar todas as marchas de sua bicicleta, sem se preocupar com o câmbio cruzado. O importante é evitar as marchas pesadas nas subidas e as marchas leves nas descidas.
Passando mais de uma marcha por vez
. Alguns sistemas permitem ao ciclista passar mais de uma marcha por vez. Isso deve ser feito apenas no passador da direita (câmbio traseiro), tanto para diminuir quanto para aumentar a marcha. Alguns câmbios indexados do tipo rapid-fire permitem fazer a mudança de duas em duas ou até de três em três marchas na relação traseira, com uma pressão mais forte do polegar.
. Não é recomendável fazer isso na marcha dianteira (esquerda), senão a corrente pode enroscar no mecanismo ou até cair para fora das coroas.

Subidas
http://lesoliveira.net/02mp/wp-content/uploads/2011/02/Screen-shot-2011-02-06-at-4.39.32-PM.png. Nas subidas torna-se mais difícil passar a marcha, porque você está fazendo uma força de tensão maior na corrente ao pedalar. Isso dificulta ao mecanismo passá-la para outra posição, principalmente no câmbio dianteiro. A corrente “gruda” na coroa em que está: se estiver na frente, vai ficar fazendo barulho sem sair do lugar; atrás, mudará com um estalo, com impacto prejudicial na corrente. Para facilitar essa passagem, pedale um pouquinho mais forte antes de fazer a passagem e, então, diminua a força que você está aplicando na pedalada enquanto faz a passagem, para fazê-lo girando mais leve, sem muita tensão na corrente. Para quem dirige automóveis, é mais ou menos o mesmo conceito da passagem de marchas em um carro, em que para subir a marcha você primeiro acelera um pouco, para então aliviar a aceleração enquanto pisa na embreagem e faz a passagem. Na verdade, usando essa técnica em um bom e velho Fusca você consegue até passar a marcha sem pisar na embreagem!
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Cambio de Marcha Interna Nexus
. Se mesmo após ler este artigo você ainda considera mudanças de marcha na bicicleta um assunto complicado, talvez um Cubo de Marcha Interna seja uma solução perfeita para você.
Veja só:
. . . . Os Cubos Nexus da Shimano possuem 3 ou 8 marchas;
. . . . Trocar a marcha é fácil: basta girar a alavanca Revoshift e você faz a mudança, tornando-a mais leve ou mais pesada (para mais ou menos velocidade)
http://www.shimano.com.au/publish/content/global_cycle/en/au/index/products/comfort_bike/Nexus.image.-groupTextImage-Single-image.dash.jpeg. . . . A mudança da marcha pode ser feita com a bicicleta parada ou em movimento!
. . . . Você não precisa fazer cálculos ou pensar em que marcha ou velocidade está, apenas vá mudando de marcha para encontrar a velocidade ideal para o seu pedal
. . . . Os Cubos Nexus não desregulam. A corrente não corre risco de cair
. . . . Os Cubos são selados e totalmente protegidos contra intempéries: a manutenção é feita em média de 2 em 2 anos
. . . . Os Cubos de Marcha Nexus são perfeitos para a mobilidade urbana: o sistema é utilizado em vários sistemas de bicicletas compartilhadas no Brasil, justamente pela facilidade de uso e baixa manutenção
. . . . Por serem simples na operação, são também indicados para bicicletas infantis, de passeio, urbanas e bicicletas femininas
. . . . Por fim, sua bicicleta fica com um visual clean e bonito sem câmbios dianteiro, traseiro e cassetes! Experimente!
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Fonte:http://vadebike.org/2006/08/a-ordem-correta-da-passagem/

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