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Giro D'Italia 2014: são gigantes, mas se disfarçam de anões.

# O texto a seguir foi publicado pelo jornalista italiano Guido P. Rubino e vai de encontro a tudo aquilo que comentávamos durante a etapa com muitos amigos do Facebook.https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpa1/t1.0-9/q71/s720x720/10382770_668038533276681_2028352862959420995_n.jpg

. Como ele foi publicado muitas horas depois da nossa conversa e aborda praticamente com as mesmas palavras aquilo que discutimos, resolvi traduzi-lo. Aproveitem e o espaço continua aberto ao debate... no facebook

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Giro 2014: são gigantes, mas se disfarçam de anões
. Por que Pantani atraia torcedores? Porque gostamos dos grandes campeões ? Por que praticavam um ciclismo para ser contado! O que você contaria de uma etapa como a de hoje ? Uma fuga lá de longe, feita por aqueles que estão fora da classificação ? Ciclismo adormecido, táticas simples marcadas pela prudência de um " esperar até o fim para ver o que se pode fazer " . Tédio da Fórmula 1 , mas não tem nada a ver com a presença de Alonso na etapa de hoje. . Na Fórmula 1 se cochila um pouco durante as transmissões porque as características técnicas das pistas e dos carros modernos tornam difícil a ultrapassagem. Aqui você poderia reduzir a etapa de montanha a dois ou três quilômetros, aqueles que faltam para o final e pronto (nota: e eu antes da publicação deste texto já havia falado disso nos comentários no facebook).
. Então, agora torna-se inútil falar de onde Quintana poderia perder o Giro; dos ciclistas que devem crescer porque eles são jovens (Quintana tem 24 anos ); o ciclismo é bonito, porque exige táticas, emboscadas , o risco que o público quer ver é daqueles que se atrevem, que ousam pondo em jogo o seu próprio resultado. Não o risco dos que caem . Assim, bastaria colocar todos sobre o rolo e premia-los; hoje o mais potente e amanhã aquele com a melhor relação peso-potência. (nota: e mais uma vez – desculpem a falsa modéstia – eu bati nessa tecla em discussões com muitos amigos do facebook – ponto para quem alinha com este pensamento).
. Em vez disso continuamos a ver etapas em que se espera que a seleção aconteça lá detrás, da crise súbita e se fala sempre sobre o que poderá ser feito amanhã . O que você espera ? Nada, simplesmente nada , pois se fará a mesmíssima coisa que se fez hoje. Se esperará que o adversário exploda o seu motor sem mesmo testá-lo e leva-lo às cordas . E sem a intenção e com todo respeito à coragem e entusiasmo, talvez com a segurança que garanta alguma coisa para a equipe.
. E a equipe evita os riscos . E há tanta instrução a passar pelo rádio para controlar o ciclistas. Vai que eles tomem uma iniciativa pessoal e a cosia role mais ou menos assim . E agora tudo isso serve muito pouco, a chegada é em subida: é a demonstração de que não estavam nem ao menos para criticar as etapas com trinta quilômetros de descida e depois um plano após a última subida como acontecia alguns anos atrás. Nada muda se corre-se assim. Nem mesmo serve encurtar ou alongar os excessos nas etapas. O espetáculo, o show do ciclismo esta no coração de quem ousa, de quem se atreve. E ao diabo com a classificação. Vamos retirar-lhes a premiação: os perdedores se contentam com o pódio, não os campeões! É justo falar de outras coisas e não do gesto da banana de Stefano Pirazzi, deixem-nos assuntos importantes para discutir. O percurso do Giro é belíssimo, mas a corrida é feita de qualquer maneira pelos ciclistas
. Então talentosos os atacantes que vão para a chegada, o cansaço, a fadiga são verdadeiras é erro não reconhecê-la, mas a história é escrita por aqueles que jogam pela classificação geral. Que papelão se estes deixam a fuga ir embora por mais de um quarto de hora? As pessoas à beira da estrada se perguntam quem são aqueles fortes.
. Ok, tem a contra-relógio, dirão. Mas no final jogar tudo na crono-escalada se reduz o entusiasmo aos pit-stops da Fórmula 1 ou pouco mais. Quando chegará Alonso, quando isso acontecer se correrá o risco de bater a todos definitivamente ou não?
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Guido P. Rubino Cyclinside.com
Tradução e adaptação: George Panara
fotos: RCS/Gazzetta dello Sport
 

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