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IMPORTANTE - Uso desnecessário de repositores energéticos pode causar efeitos indesejados.

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Fáceis de serem achados no comércio, itens como carboidrato em gel, barras de proteínas e cápsulas de sais são mais adequados a quem se exercita por períodos mínimos de três horas.

# Danos à saúde vão desde o acúmulo de gordura à perigosa hipertensão, dizem especialistas.
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. Nos últimos anos, o consumo de bebidas esportivas, carboidrato em gel, cápsulas e pastilhas de sais tornou-se forte tendência entre praticantes de atividades físicas. Esses itens são recomendados por especialistas em nutrição esportiva para quem se exercita por períodos de três horas ou mais, a fim de repor nutrientes e evitar sintomas como a desidratação e a hipertermia — aquecimento corporal exagerado —, capazes de causar a morte. Os riscos de algo dar errado, porém, não atingem apenas quem deixa de fazer a reposição, mas também aqueles que ingerem os produtos sem indicação de um profissional.
. Quando aderiu ao ciclismo, há sete anos, o servidor público Igor Medeiros, de 36 anos, usava bebidas esportivas e cápsulas de sal sem orientação de nutricionista. “Durante uma prova em Foz do Iguaçu (PR), em 2007, bebi quase três garrafas de bebida (de 500ml) antes de começar. No decorrer da corrida, não bebi água e, depois de uma hora, tive tontura e náusea”, relata o ciclista, que precisou abandonar a competição.
. Após o episódio, Igor procurou um nutricionista esportivo, que o esclareceu sobre o uso desnecessário daqueles produtos e a provável causa do mal-estar.

“O motivo de eu ter passado mal, provavelmente, foi o excesso de sódio e a falta de água. Eu pensei que estava me hidratando com a bebida esportiva antes da prova”, detalha o atleta amador.
. O endocrinologista Carlos Schmidt esclarece que a forma ideal para se hidratar em provas de curta duração é a ingestão de água.
 “Nesse tipo de competição, o gasto calórico não exige a reposição de sais. Beber apenas água é o suficiente”, explica o médico.
. Bebidas esportivas são repositoras de sais e, por isso, contêm altas taxas de sódio. Quando consumidas em excesso, o organismo pode sofrer danos crônicos.
“O sódio retém líquido, a pessoa fica inchada se usar sem necessidade. Em casos mais graves, pode desenvolver hipertensão a longo prazo”, adverte Carlos Schmidt
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. As barras de proteína com chocolate e o carboidrato em gel, fabricado em diversos sabores de frutas, são práticos de consumir durante exercícios e, por isso, se tornam atrativos para esportistas. Mas a ingestão deve ser moderada e sob acompanhamento de nutricionista. A empresária Luciana Lourenço, de 29 anos, compete em maratonas desde 2011 e, antes de começar a treinar, procurou informações a respeito do produto.
“Li bastante sobre o gel e perguntei sobre ele a amigos que o tomavam. Eles me indicaram uma nutricionista”, confirma. Luciana ouviu do profissional um alerta. “Tenho pré-disposição a desenvolver diabetes. Por isso, a nutricionista não recomendou o uso do gel no dia a dia, propondo, em vez disso, uma nova dieta alimentar.”
. O nutricionista esportivo Luiz Paulo Borges alerta para a função do sachê de carboidrato.
 “O gel é apenas um complemento que tem o objetivo de fornecer mais energia durante uma maratona ou uma meia maratona, por exemplo, e melhorar o desempenho. Não deve substituir uma refeição”, destaca. Ele diz não haver sérios perigos no consumo de barras de proteína. “A pessoa pode acumular gordura, mas o maior risco é comer a proteína e não beber água. Isso pode causar problemas renais.”
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Fonte: http://www.superesportes.com.br

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