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"Vi Armstrong injetar EPO mais do que uma vez"

--_Lance Armstrong foi acusado de doping por mais um ex-colega de equipe na US Postal. Tyler Hamilton diz que viu o recordista de vitórias na Volta à França usar eritropoietina (EPO) e garante este usava ainda testosterona e transfusões sanguíneas, tal como a maioria do pelotão.
--_"Eu vi [EPO] na sua geladeira... Vi-o [Armstrong] a injectar-se mais do que uma vez, tal como todos nós todos fazíamos. Como eu fiz, muitas, muitas vezes", afirmou Hamilton no programa "60 Minutes" da CBS, revelando que Armstrong, que venceu a Volta à França sete vezes consecutivas, usou EPO durante o primeiro Tour que ganhou, em 1999, e pelo menos antes das duas edições seguintes, nas quais Hamilton competiu na mesma equipe que o texano. "[Armstrong] Tomou o que nós todos tomámos... A maioria do pelotão fez uso de EPO, testosterona, transfusões sanguíneas", admitiu o ex-ciclista.
--_A resposta de Armstrong, que sempre negou as suspeitas e acusações levantadas ao longo da sua carreira, de que usara dopantes, não se fez esperar. "Mais de 20 anos de carreira. 500 controles em todo o mundo, dentro e fora de competições. Nunca falhei em um teste", escreveu o texano na sua conta no Twitter, colocando logo em causa a reputação de Hamilton, que ficou na história do ciclismo como um dos que mais teve problemas de doping ao longo da sua carreira.
::Campeão olímpico manchado pela dopagem
--_Hamilton ganhou a medalha de ouro no contra-relógio dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, mas registrou um controle positivo. Só manteve o título porque houve um erro do laboratório, que congelou a amostra B e impediu a realização da contra-análise, exigida pelo Comité Olímpico Internacional.
--_O aviso caiu como uma bomba um mês depois, Hamilton tornou-se no primeiro ciclista a ser apanhado por uma nova técnica que permitia detectar transfusões com sangue de um doador, controle realizado durante a Volta à Espanha. Já antes o atleta tinha sido avisado pela Agência Mundial Antidopagem e pela União Ciclista Internacional de que estavam a ser detectados valores anormais no seu sangue que indiciavam a presença de células sanguíneas de outra pessoa. Quando foi apanhado, o corredor argumentou em sua defesa que era uma quimera, ou seja, que o sangue era produzido por restos de um irmão gémeo que morreu no útero e que fora absorvido pelo corpo de Hamilton. Cumpriu dois anos de suspensão, mas em 2009 deixou definitivamente o ciclismo devido a outro controle positivo, por ter usado DHEA (dehidroepiandrosterona), um esteróide anabolizante, para combater uma depressão.
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Fonte: DN - Desporto
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