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Armstrong despede-se do Tour com polêmica e deixando marca a ser batida

- -_A 97ª edição do Tour de France, que acabou nesse domingo e teve como campeão o espanhol Alberto Contador, da equipe Astana, marcou também a despedida de seu maior vencedor na história, o norte-americano heptacampeão Lance Armstrong, que em 2010 correu pela Radioshack. - -_Aos 38 anos, o ciclista deixou a competição em meio à polêmica, que tanto marcou sua trajetória na disputa, e com a dúvida de se fez bem ao deixar a aposentadoria que gozou entre 2006 e 2008. Na última etapa deste ano, Lance quis correr com uma camisa que tinha o número 28 às costas.
- -_A referência era uma tentativa sua de homenagem aos 28 milhões de pessoas com câncer no mundo. Foi impedido pela direção da prova e teve de usar o uniforme normal. Descontente, não hesitou ao subir no pódio (a Radioshsck foi a campeã entre as equipes) e usou uma camisa preta para protestar.
- -_Mas a comissão de disciplina da União Ciclista Internacional (UCI) decidiu abrir um expediente disciplinar contra à equipe RadioShack.
- -_A UCI tomou esta decisão porque considera que houve violação às normas de vestimenta no Tour de 2010, encerrada neste domingo com vitória do agora tricampeão Alberto Contador, da Espanha.
- -_Os membros da RadioShack se apresentaram na saída da última etapa com um uniforme diferente do que tinham usado durante o restante da disputa. Uma camisa com o número 28 nas costas para homenagear os cerca de 28 milhões de pessoas que sofrem de câncer no mundo.
- -_A entidade lamentou ter de tomar a decisão, apesar de ter sido para apoiar uma causa tão importante como é a ajuda para lutar contra a doença, mas para isso Armstrong, que teve câncer nos testículos, deveria ter anunciado anteriormente aos organizadores e comissários de corrida para que fosse buscada uma solução e incluí-la no regulamento.
- -_A mudança de Armstrong e seus companheiros de equipe causou um atraso de 20 minutos no começo da etapa final e com isso houve prejuízos na cobertura televisiva. Por isso, a UCI aplicará uma multa a cada corredor e aos chefes de equipe cuja arrecadação será repassada à Liga Suíça contra o câncer
- -_Mas polêmicas não são novidades na história do norte-americano, que, entre feitos no esporte e a representatividade que criou com eles, tem na vida a superação de um câncer nos testículos. Entre 1995 e 1996, passou pelo pior da doença e viu a equipe pela qual corria, a Cofidis, rescindir seu contrato. O time deve arrepender-se até hoje.
- -_Os médicos também descobriram mais dois tumores, um no cérebro e outro em um no pulmão. Armstrong teve de vender o Porsche que tinha e, por muito pouco, segundo reportagens da época, não teve de desfazer-se de sua casa também. O norte-americano superou a doença e voltou a competir em alto nível. Transformou-se em um ícone e no maior de todos no Tour de France.
- -_Ficou com os títulos de forma ininterrupta de 1999 a 2005. E a equipe Cofidis, hein? Após ganhar o último, viu o jornal francês "L'Équipe" publicar uma matéria na qual ele teria utilizado Eritropoietina em 1999. A polêmica foi enorme, mas jamais provou-se de forma incontestável que ele realmente teria feito uso da substância.
- -_Anunciou o encerramento de sua carreira em abril de 2005. Mas surpreendeu o mundo ao decidir retornar ao esporte no final de 2008, aos 37 anos, desta vez pela equipe Astana. Mas a volta não teve o sucesso esperado, com o cislista sendo batido fácil por Contador e até por Andy Schleck no Tour de 2009.
- -_No campo midiático, por outro lado, seu retorno foi o esperado. Os olhos do mundo estavam novamente voltados para Lance Armstrong e, consequentemente, para onde e o que ele estivesse ou disputasse. Decidiu disputar a competição francesa em 2010 novamente. Falhou de novo, desta vez antes do esperado.
- -_Na oitava etapa da disputa, nos 189 km entre Station des Rousses e Avoriaz-Morzine, Armstrong amargou uma queda, foi prejudicado por outra um pouco à frente, travou em uma subida e, como resultado, acabou o dia quase 12 minutos atrás do líder geral naquele momento, o luxemburguês Andy Schleck. Era o fim da linha pelo título.
- -_"Agora vou aproveitar as semanas de Tour que tenho", afirmou. Foi o que fez. Trabalhou pelo time e quase faturou uma etapa, a 16ª, quando foi batido apenas no sprint final. Armstrong sai do Tour, mas deixa seu nome cravado na disputa e o recorde de títulos a ser alcançado. E com a dúvida de se realmente era necessário ter retornado.
Fontes:
ESPN Brasil e Terra

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