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Armstrong termina com programa antidoping privado

- -_Lance Armstrong considera que uma das metas que o fez regressar a atividade está cumprida: o número de testes antidopagem a que se submeteu no ano passado e o fato de todos terem tido resultados negativos mostram que o ciclista norte-americano compete limpo de doping. Por isso, decidiu terminar com o programa particular de controles.
- -_“No ano passado, fiz 52 exames e a maioria com análises de sangue e urina. Seria impossível contorná-los a não ser que tivesse algo físico invulgar ou ‘vudu’, algo... mas isso não é uma opção" disse Armstrong, citado pela AFP, em Adelaide, cidade Australiana onde tem início a edição 2010 do Tour Down Under.
- -_O ciclista lembrou que há cinco anos os programas antidoping independentes, implementados pelas próprias equipes, eram vistos como a salvação da modalidades, mas, ao longo do ano passado, Armstrong verificou que a dureza dos programas antidoping do ciclismo de elite tornam supérfluos os planos internos, desnecessários tendo em conta o nível de sofisticação dos passaportes biológicos, que registam as variações suspeitas nos valores sanguíneos dos corredores.
- -_“O passaporte biológico chegou a um ponto em que controla tudo o que um programa independente faria, o que é uma boa notícia. Não é a solução perfeita, mas é o próximo nível no que respeita ao combate ao doping no desporto”, vincou o ciclista que venceu a Volta à França sete vezes consecutivas (1999-2005).
- -_O programa antidopagem privado que cumpriu no ano passado incluiu a publicação dos resultados na Internet. Jakob Mørkeberg, investigador no Hospital Bispebjerg, analisou os registos sanguíneos de Armstrong durante a Volta à França e considerou que o padrão é altamente invulgar, quando comparado com o registado pelo ciclista quando disputou outra prova do mesmo nível de dificuldade e duração, a Volta à Itália.
- -_Em Adelaide, Armstrong mostrou-se frustrado pelo impacto que tiveram as palavras de Mørkeberg. “Há mil cientistas a olharem para os resultados e um diz que ‘são suspeitos’. Claro que haverá um a dizer isso. E é essa a história que é impressa. Obviamente que é frustrante para nós [ciclista e o perito antidoping que elaborou o plano]”, reclamou o texano.
- -_Ao longo da sua carreira, e em especial antes do período de afastamento do ciclismo profissional (Agosto de 2005 a Janeiro de 2008), Armstrong foi assolado com suspeitas de que recorria ao doping.
- -_David Walsh, jornalista veterano britânico, contou alguns desses episódios nos livros ‘L.A. Confidentiel - Les secrets de Lance Armstrong’ (escrito também por Pierre Ballester, jornalista francês, e publicado em França) e ‘From Lance to Landis: Inside the American Doping Controversy at the Tour de France’.
- -_O caso mais polémico foi a revelação, em 2005, pelo ‘L’Équipe’, de que o norte-americano usara eritropoietina no Tour 1999. O diário desportivo comparou os códigos de formulários de controles feitos a Armstrong, que estavam na posse da União Ciclista Internacional (UCI), com os códigos de amostras que o laboratório antidoping de Châtenay-Malabry, Paris, submeteu a reanálise, no âmbito de um estudo científico – por isso, oficialmente os resultados não poderiam ser divulgados, cruzados com os dados da UCI e usados em procedimentos disciplinares.
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Fonte: DN - http://dn.sapo.pt/
Link Origem: http://dn.sapo.pt/desporto/antidoping/interior.aspx?content_id=1472324

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