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O potencial pouco explorado do Audax

- -_No próximo dia 28 de junho, a capital catarinense, Florianópolis, passará a integrar a lista de cidades brasileiras promotoras de provas de ciclismo de longa distância da série Audax. Mesmo com o percurso ainda desconhecido, é possível prever que o evento atraia também cicloturistas interessados mais em participar de um passeio com os amigos do que em obter o brevê de 200 quilômetros. “Acho que vai ser bonito. Pretendo ir para pedalar com a turma”, diz o professor de educação física José Roberto Andrade, que nunca esteve em um Audax (acompanhe o blog da prova em Florianópolis aqui).
- -_Realizadas no Rio Grande do Sul há cinco anos, as competições Audax têm grande potencial para estimular o uso da bicicleta como veículo de lazer, esporte e turismo. Concentrados em percursos de no mínimo duas centenas de quilômetros — a menor distância exigida para concessão dos certificados de capacidade conhecidos como brevês —, os organizadores das provas pouco investem na conquista de um público ávido por jornadas em estradas, por paisagens bacanas e alguma estrutura para a aventura em ambiente e situações controlados, mas sem disposição para passar um dia inteiro girando os pedais.
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Mais dois Desafios em 2009
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- -_Em fevereiro, a Sociedade Audax de Porto Alegre deu a largada no Desafio 100 Km, iniciativa paralela à edição de uma prova de 200 quilômetros ocorrida na mesma data. A dirigente da Sociedade Audax, Sirlei Ninki, que acredita na força dos Desafios para levar novos ciclistas às estradas, anuncia outros dois desafios em 2009, “um em maio e outro em junho” — o primeiro em estrada de chão nos municípios de Eldorado do Sul, Guaíba e Barra do Ribeiro.
- -_Até o momento, no entanto, a experiência de trajetos mais curtos tem sido uma exclusividade da Sociedade Audax, apesar da existência de excelentes percursos para cicloturismo, como o do Audax do Vale do Taquari, no começo de abril, e do Audax da Serra, no último sábado, dia 18 (veja fotos aqui). Ambas as regiões oferecem um visual maneiro e estão bem preparadas para receber e hospedar. Faltando 66 dias para o início da prova em Florianópolis, um dos mais importantes destinos turísticos do país, pode ser que os organizadores daquele evento avaliem a oportunidade de contemplar outras demandas.
- -_Em Caxias do Sul, o Audax da Serra é obra antes de tudo de Marcelo Guazzelli, o Zaka. Em 2003, foi Guazzelli, depois de tomar conhecimento das provas de Audax de São Paulo, quem perguntou ao xará Marcelo Lucca, outro adepto do ciclismo, por que não trazer as competições para o Estado. “Até hoje ele se cuida ao expor idéias aparentemente doidas perto de mim”, diz Lucca, que acabou realizando o evento pioneiro no Rio Grande do Sul em março de 2004.
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O dilema da organização
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- -_Eram outros tempos, e Lucca teve de convencer muita gente de que não estava enfrentando um processo de senilidade precoce. Hoje, afastado da organização de eventos, já aconteceu a Lucca “encontrar gente pedalando, parar para bater um papo, as pessoas me contarem sobre o tal Audax e me explicar como funciona. E eu fazendo cara de paisagem para não estragar a emoção do pica-pau”.
- -_De 2004 para cá, as provas de Audax ganharam popularidade entre ciclistas do Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, tornando o Brasil o sétimo país na emissão de brevês. Em 2008, o Brasil enviou 1.172 solicitações de homologação. Os Estados Unidos, que lidera a lista de homologações, emitiu 3.374 brevês. O crescimento do número de certificados, porém, não representa para a Lucca a resposta ao principal dilema enfrentado pela atividade, pelo menos no Rio Grande do Sul: “Profissionalizar a organização ou manter como evento amador”.
- -_Quando Lucca deu a largada no primeiro Audax em terras gaúchas, obter lucro com a promoção, por exemplo, poderia ser interpretado como uma séria infração à ética não-regulamentada dos grupos de ciclismo. Atualmente, a situação é diferente, mas não tanto a ponto de Lucca defender a profissionalização sem reservas: “Apóio do ponto de vista de organização, infra-estrutura e, principalmente, segurança. O problema é que, no momento em que profissionalizar, torna-se uma relação comercial com os participantes, um paguei-quero-a-prova-do-meu-jeito. O fato de não visar lucro faz com que as pessoas compreendam muitas das dificuldades e relevem algumas carências”.
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Fonte: ClicRBS - http://www.clicrbs.com.br
Link Origem: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=173342&blog=635&coldir=1&topo=3994.dwt

1 comentários:

Poti Campos disse...

È fácil fazer um blog assim, só com ctrl+C e ctrl+V, não é? Uns trabalham e outros simplesmente copiam. Parabéns ao responsável pelo blog. Certamente se trata de uma pessoa com elevadíssimo senso de ética e respeito profissional.