O pioneirismo de Ana Vitória Magalhães, a Tota, no Tour de France ganhou mais um capítulo importante nesta terça-feira. Primeira ciclista brasileira a disputar a respeitada competição, a carioca de 24 anos, da equipe Movistar, sentiu o gostinho de liderar a quarta etapa da versão feminina da prova. Foram 74km na ponta, ao lado da alemã Franziska Koch, da PostNL. Mas, quando faltavam 4km, elas foram engolidas por um grande pelotão, e Tota cruzou a linha de chegada no 141º lugar.
    Mesmo tendo fechado bem longe do pódio, a brasileira tem motivos para comemorar, pois, ela ganhou um sprint e somou 20 pontos, os primeiros dela no Tour. E estava na ponta no trecho de montanha, assegurando mais dois. A ciclista olímpica em Paris 2024 ocupa a 21ª posição na classificação por pontos e a quinta colocação na disputa de montanha, passadas quatro de nove etapas da edição deste ano da Volta.
Tota Magalhães (à esquerda) liderou a quarta etapa da Volta da França feminina — Foto: Divulgação/Tour de France
    Tota percorrerá no total 1.165 km com a Movistar, atuando como uma das auxiliares da líder Marlen Reusser. A convocação da atleta chegou após uma temporada de destaque no Giro d’Italia feminino de 2025. Ela contribuiu para três vitórias de etapa da líder Marlen Reusser e o vice-campeonato geral da equipe.
– Em uma prova de nove dias, o desafio vai além do físico, é principalmente mental. É preciso estar bem consigo mesma, com a cabeça tranquila, e aceitar que haverá altos e baixos durante os dias. O segredo é saber lidar com as adversidades e manter o equilíbrio para enfrentar cada etapa – explicou a atleta, em entrevista recente a uma mídia da internet.
 
      Além do Tour, Tota faz planos a longo prazo. A brasileira planeja ir para sua segunda edição de Olimpíadas em Los Angeles 2028. Em Paris, a carioca terminou na 74ª colocação na prova de ciclismo de estrada.
– Los Angeles 2028 é, sim, uma meta. Vim de Paris com o objetivo de aprender o máximo nas minhas primeiras Olimpíadas, e sigo sonhando grande. A cada ano sinto que estou evoluindo e subindo um degrau, e temos mais três anos para construir a melhor versão da Tota para chegar forte e buscar um grande resultado para o Brasil – disse ela.
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