Ana Vitória Gouvea Vieira Almeida Magalhães nasceu em 24 de outubro de 2000, no Rio de Janeiro (RJ), e é ciclista de estrada e pista. Atualmente, corre pela equipe feminina da União Ciclista Internacional (UCI), a World Team Movistar.
    Tota cresceu rodeada de mais de 20 ciclistas, entre tios, primos e avós. A carioca herdou do pai a paixão pelos esportes, principalmente futebol. Já por incentivo da mãe, fez surfe, skate, ballet, jazz, tênis e natação antes de se fixar no ciclismo.
    A brasileira começou a competir ainda na adolescência e se destacou nas categorias de base. Foi bicampeã brasileira sub-23 nas provas de estrada e contrarrelógio, em 2021 e 2022. Pela categoria de Elite, em 2023, venceu o Campeonato Brasileiro de Estrada. Competiu também no Giro d’Italia Feminino, em 2023 e 2024, e na prova de estrada feminina nos Jogos Olímpicos de Verão 2024.

Tota Magalhães no Tour de France feminino 2025

    No Tour, ela percorrerá pela equipe Movistar mais de 1.165 quilômetros, distribuídos em nove etapas de competição. Além de fazer história ao representar o Brasil, Tota também realiza um sonho pessoal.
— Tenho uma foto de 2004 assistindo ao Tour e tomando um picolé com a camisa do evento. Naquela época não existia o feminino e, agora, em 2025, estarei lá como atleta. É surreal — contou Tota.
    A convocação da ciclista na competição aconteceu após se destacar no Giro d’Italia feminino de 2025, que ocorreu entre 6 a 13 de julho. Ela contribuiu para três vitórias de etapa da líder Marlen Reusser e o vice-campeonato geral da equipe.
    A carioca ocupa um lugar estratégico na equipe e atua como gregária, ciclista cuja função principal é auxiliar a líder da equipe, neste caso, Marlen Reusser.
— Em uma prova de nove dias, o desafio vai além do físico, é principalmente mental. É preciso estar bem consigo mesma, com a cabeça tranquila, e aceitar que haverá altos e baixos durante os dias. O segredo é saber lidar com as adversidades e manter o equilíbrio para enfrentar cada etapa — explicou.

Planos futuros

    Além do Tour, Tota faz planos a longo prazo. A brasileira tem como meta ir para sua segunda edição das Olimpíadas em Los Angeles 2028. Em Paris, a carioca terminou na 74ª colocação.
— Los Angeles 2028 é, sim, uma meta. Vim de Paris com o objetivo de aprender o máximo nas minhas primeiras Olimpíadas, e sigo sonhando grande. A cada ano sinto que estou evoluindo e subindo um degrau — completou a ciclista.

O que é e como funciona o Tour de France feminino

    O Tour de France feminino é uma corrida anual de ciclismo para mulheres, as provas são divididas em etapas e acontecem em toda a França. É organizada pela Amaury Sport Organisation (ASO), que também realiza a prova masculina.
    Vence a prova o atleta que somar o menor tempo ao longo das nove etapas, este vestirá a icônica camisa amarela da competição. Para ganhar, porém, é preciso que a ciclista complete a prova do dia anterior, ou seja, se abandonar uma etapa, o atleta será automaticamente eliminado.
    Embora a classificação geral atraia mais atenção, existem outras competições realizadas dentro do Tour. Conseguir uma vitória de etapa também fornece prestígio, geralmente conquistado pelo especialista em sprint de uma equipe ou por uma ciclista que participa de uma fuga.
  • Classificação por equipes: baseada nas três primeiras classificadas de cada equipe em cada etapa.
  • Classificação por pontos: para as sprinters (velocistas);
  • Classificação de montanhas: para as trepadoras;
  • Classificação da juventude: para ciclistas com menos de 23 anos

Tour de France - Edição de 2025

    O percurso de cerca de 1.168km será percorrido em nove etapas, ou seja, nove dias e terá início em Vannes até Châtel. Este ano as ciclistas não passam pela capital francesa, Paris.
    Ao todo, 22 equipes estão participando do Tour de France feminino 2025. Entre elas, 15 são as equipes mundiais femininas da União Ciclista Internacional (UCI) e sete são equipes profissionais femininas da UCI. Começaram a corrida 154 ciclistas, de 30 nacionalidades diferentes.
    O prêmio desta edição será de € 260.000, cerca de R$ 1.686.124,70 milhão, dois milhões de euros a menos que o Tour masculino, que recebeu € 2,5 milhões, R$ 162.127.375,00 milhões. Apesar a diferença, o prêmio torna o Tour uma das corridas mais ricas do ciclismo feminino.
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