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Tour de France 2014 - 6a. Etapa: André Greipel tarda, mas não falha.

. André Greipel, um dos três sprinters de classe mundial do pelotão internacional, a par de Marcel Kittel e Mark Cavendish, tem uma carreira recheada com mais de uma centena de triunfos, mas nem assim deixou de iniciar a 6.ª etapa da Tour de France debaixo de dúvidas, por não ter conseguido disputar as chegadas em conjunto anteriores. Mas, nesta quinta-feira, o dia foi seu. De resto, há pelo menos sempre um em todas edições em que participou.
. O alemão da Lotto-Belisol foi o mais rápido na meta localizada Reims, superiorizando-se ao norueguês Alexander Kristoff, que voltou a ter de contentar-se com o segundo lugar, tal como na 4.ª etapa. No topo da classificação geral, liderada pelo italiano Vincenzo Nibali, não houve alterações significativas.
. Desta vez, não houve Marcel Kittel, que não foi capaz discutir o sprint e terminou a 54 segundos do compatriota. Com os três sucessos de Kittel e o de Greipel, a Alemanha assegurou já quatro vitórias na prova, suficientes para igualar no 6.º lugar da tabela histórica do Tour os 70 triunfos do Luxemburgo.
“Senti uma enorme pressão após as primeiras etapas, mas finalmente temos uma vitória. Nunca senti falta de confiança. Isto é ciclismo, não estamos a brincar com Legos. Cometem-se erros”, referiu o bicampeão nacional da Alemanha, que também é conhecido pela alcunha de “gorila”. “Foi uma boa resposta da Lotto-Belisol aos críticos”, acrescentou.
. Depois de somar um 18.º, um 23.º e um 6.º lugar nas três etapas vencidas por Kittel, Greipel foi até criticado pelo seu diretor-desportivo, mas conseguiu ser o mais forte, finalmente. Nos anos anteriores, também demorou a aquecer e nunca foi capaz de vencer nas primeiras etapas disputadas ao sprint. Ganhou em 2011 na 10.ª, em 2012 na 4.ª, 5.ª e 13.ª e em 2013 na 6.ª.
. Aos 31 anos, ganhou uma etapa do Tour pela sexta vez. Mas a oportunidade de correr a prova demorou a chegar. Colega de equipe de Cavendish entre 2007 e 2010 nas várias encarnações da equipe que começou como Telekom e acabou como HTC-Highroad, foi preterido sempre em favor do britânico no plantel para o Tour, apesar de entre 2008 e 2010 ter somado sempre pelo menos 15 vitórias. Mudou de formação em 2011 à procura de maior protagonismo e pôde, finalmente, ser o n.º 1 absoluto da sua equipe nos sprints.
. No final da etapa, foi espalhada a informação que Kittel sofreu um problema mecânico ou um furo nos últimos quilômetros, mas foi o próprio diretor da Giant-Shimano a esclarecer que não foi isso que aconteceu.
“Foi simplesmente um dia mau, ele não teve pernas”, explicou Christian Guiberteau as agências de publicidade.
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Fonte: http://www.publico.pt

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