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Uma das mais tradicionais provas da mountain bike, o Iron Biker aposta em percurso novo

--_Chegou a hora de preparar as bicicletas e as pernas para a mais tradicional prova do mountain bike brasileiro, e uma das principais de longa duração no continente. Depois de um ano de parada forçada, o Iron Biker volta a movimentar as trilhas mineiras, mantendo o formato e o espírito de prova acessível mesmo aos ciclistas amadores, mas, ao mesmo tempo, técnica o suficiente para testar atletas com experiência internacional e feras de outros países.
--_Se nas últimas edições o percurso era desenhado em torno de Mariana e Ouro Preto – nas primeiras provas as cidades históricas eram ponto de partida rumo a Belo Horizonte –, desta vez toda a movimentação será em torno da capital mineira, algo que ocorreu quase por acaso, como conta o organizador, Gilberto Canaan. “Estava na prefeitura, lidando com outro projeto, quando me perguntaram por que não trazia o Iron para cá. Pensava que seria uma loucura e não conseguia imaginar um percurso em que fosse possível chegar às trilhas rapidamente, sem causar transtornos, até que encontramos uma solução, ainda por cima num cartão-postal”.
--_Pois o circo da modalidade, com bicicletas e uniformes coloridos e a movimentação das equipes, vai se instalar na Praça do Papa, o que facilita a logística e dá ao público a chance de acompanhar de perto os principais momentos dos dois dias de pedal (15 e 16).
--_E a promessa é de um roteiro em sua maioria inédito, com trilhas em mata fechada e
distâncias diferenciadas conforme a categoria (são 29 no total). Mulheres (exceção das atletas da elite), portadores de deficiência, masters acima dos 40 anos e duplas mistas (divididas conforme a soma das idades dos integrantes) pedalarão 45 quilômetros no sábado, terminando o dia na Praça das Quatro Estações, no Jardim Canadá, e 28 no domingo, o chamado percurso B. Pequenos campeões dos 10 aos 14 anos vão encarar o percurso C (27 + 28 quilômetros).
--_Os candidatos à vitória geral e ciclistas das demais categorias terão pela frente 60 quilômetros no primeiro dia e 45 no segundo, sempre retornando ao ponto da largada. No caminho, chegarão a quase 1.300m de altitude, mas também passarão por trechos com altitude inferior à de BH, o que mostra que, apesar do belo visual, não haverá muito tempo para descanso, com subidas e descidas constantes. Trilhas escolhidas a dedo pelos organizadores, que esperam agradar em cheio aos competidores.
::- GRINGOS
--_Um grupo que já passa dos 500 inscritos e poderá aumentar, já que ainda restam vagas (os interessados podem consultar a disponibilidade no site oficial da prova www.ironbiker.com.br). E mais uma vez, a participação internacional será qualificada. Como se tornou tradição, a prova recebe os campeões do Iron Bike Itália, prova parceira da brasileira e que tem como desafio a travessia dos Alpes em condições ainda mais exigentes: o hondurenho radicado na Espanha Milton Javier Ramos, que começou no ciclismo de estrada e se transformou em especialista nas provas de mountain bike de longa duração; e a espanhola Nuria Lauco Martínez.
--_Entre os brasileiros, destaque para o fluminense Robson Ferreira da Silva, campeão em 2009, Daniel Ribeiro Zóia, de Viçosa, e Hugo Prado Neto. Quem também já garantiu participação é um velho conhecido da prova: Cristiano da Matta, piloto da Toyota nos Mundiais de F-1 de 2003 e 2004, e grande amante das bikes.
::- Maratona superada
--_Praça Tiradentes, Centro de Ouro Preto. Com uma bicicleta emprestada, já que a minha tinha sido vendida dias antes. Alinhei no meio daquele mar de gente. Frio na barriga, Hino Nacional e vem o momento da largada. Subimos a estrada até pegar um caminho que levava à lendária trilha do chafariz de dom Rodrigo. Meio do caminho e o pneu fura. Um concorrente joga uma câmara de ar, faço a troca, mas o rasgo na borracha era grande o suficiente para seguir pedalando.
--_O jeito é levar a magrela nas costas até o ponto de apoio mais próximo, onde consigo uma roda reserva. Termino o dia como o último em minha categoria, mas com o prazer de ter andado por alguns metros ao lado de Jaqueline Mourão, que seria a primeira brasileira no mountain bike olímpico. No dia seguinte e saímos de Itabirito, um a um. Supero alguns adversários, me divirto nas subidas que não agradam a todos. Recupero posições, mas isso é o menos importante. O grande barato foi ter completado a primeira edição do Iron Biker, no distante 1993. No BH Shopping, recebo a medalha de participação, o melhor dos prêmios. Como valeu! Quem gosta de pedalar e não experimentou o Iron não sabe o que está perdendo.
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Fonte: SuperEsportes
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