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UCI investiga quem deu documento confidencial ao L'Équipe

--_A União Ciclista Internacional (UCI) reagiu por antecipação, ontem à noite, à publicação pelo jornal L'Équipe de comentários que os seus especialistas antidopagem fizeram sobre os ciclistas da Volta à França, numa lista em que os corredores são classificados consoante o risco que representam ao nível do doping.
--_Em comunicado difundido pela AFP, a UCI disse que foi informada pelo diário desportivo francês de que iria hoje publicar "um documento confidencial contendo avaliações individuais dos corredores da Volta à França na sequência dos controlos realizados antes da partida".
--_A UCI considera deplorável que este documento tenha caído em posse de pessoas exteriores, tendo em conta que esta lista constitui um simples documento de trabalho à volta do qual os seus serviços antidopagem organizaram as suas actividades durante a corrida. Sem ter nesta altura uma explicação, a UCI interroga-se sobre a fonte desta fuga de informação, lembrando que este documento estava reservado à UCI e aos peritos independentes da AMA (Agência Mundial Antidopagem) presentes na corrida. Uma tal violação da confidencialidade é muito grave e a UCI fará todo o possível para descobrir a sua origem", vincou a federação que rege o ciclismo.
--_No comunicado, a UCI relativiza os dados que constam na lista e os comentários, vincando que o valor do documento "está ligado a um contexto temporal muito preciso e resulta de uma avaliação sumária dos resultados destes controlos": "O espírito e o objectivo dos comentários inscritos no documento serviam para evitar toda e qualquer subavaliação da situação. A UCI tem como preocupação maior lutar contra todo a forma eventual de doping graças nomeadamente ao seu programa do passaporte biológico."
--_Esta é a primeira arma de detecção indirecta do doping que pode dar origem a sanções disciplinares. Mas, quando a certeza matemática dos indícios revelados pelos perfis sanguíneos não chega para avançar com processos, os cientistas utilizam os dados para delinear estratégias de controlo que visem os atletas mais suspeitos. Foi nesse âmbito que a UCI elaborou a lista que classificava, de zero a 10, os 198 inscritos no Tour 2010 consoante o risco que representavam (ver relacionado).
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Fonte: Record
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