Guillermo Thomas Silva vence a Clásica de Ordizia 2026; Nícolas Sessler representa o Brasil na tradicional prova espanhola
O uruguaio Guillermo Thomas Silva, da XDS Astana Team, venceu a 103ª edição da Clásica de Ordizia após superar Igor Arrieta no sprint final. António Morgado completou o pódio, enquanto o brasileiro Nícolas Sessler, da Victoria Sports Pro Cycling, também participou da tradicional prova basca disputada neste sábado, 25 de julho de 2026.
A Clásica de Ordizia 2026 terminou com uma vitória sul-americana. Guillermo Thomas Silva confirmou sua excelente fase e conquistou a 103ª edição da tradicional prova espanhola, superando no sprint final o espanhol Igor Arrieta, atual campeão da competição.
O ciclista uruguaio da XDS Astana Team completou os 167 quilômetros do percurso em 3h54min18s, com Arrieta recebendo o mesmo tempo. António Morgado, companheiro de equipe do espanhol na UAE Team Emirates-XRG, terminou na terceira posição, a um segundo do vencedor.
A prova também contou com a participação do brasileiro Nícolas Sessler, que defendeu a equipe Victoria Sports Pro Cycling. O ciclista brasileiro completou a corrida e terminou na 68ª colocação, em um pelotão de 128 atletas inscritos para a competição.
Thomas Silva supera o campeão Igor Arrieta
Igor Arrieta chegou à Clásica de Ordizia como um dos principais favoritos e defendia o título conquistado na edição de 2025. O ciclista espanhol da UAE Team Emirates-XRG, entretanto, encontrou um adversário à altura na fase decisiva da competição.
A corrida foi definida nos quilômetros finais. Depois de uma série de ataques e de uma seleção natural provocada pelas subidas e descidas do circuito, Arrieta conseguiu lançar uma ofensiva na descida final em direção a Ordizia.
Guillermo Thomas Silva foi o único ciclista capaz de acompanhar o movimento do espanhol. Os dois chegaram juntos aos quilômetros decisivos e passaram a disputar diretamente a vitória.
No sprint final, o uruguaio confirmou sua maior velocidade e conquistou uma das principais vitórias de sua carreira. Arrieta ainda passou por um momento de tensão durante a disputa, mas conseguiu completar a prova na segunda colocação.
Vitória encerra domínio recente da UAE Team Emirates-XRG
O triunfo de Thomas Silva também teve um significado especial para a competição. Nos últimos anos, a UAE Team Emirates-XRG vinha dominando a Clásica de Ordizia.
Igor Arrieta havia vencido a edição de 2025, enquanto a equipe dos Emirados Árabes Unidos também havia conquistado as edições anteriores com Marc Hirschi, em 2023, e Jan Christen, em 2024.
Ao derrotar Arrieta no duelo final, Thomas Silva interrompeu a sequência recente de vitórias da equipe e garantiu à XDS Astana Team uma importante vitória em uma das provas mais tradicionais do calendário espanhol.
Como foi a Clásica de Ordizia 2026
A prova foi disputada em um percurso de 167 quilômetros, com largada e chegada em Ordizia, no País Basco. O circuito apresentou um perfil bastante exigente, com cinco passagens pelo Alto de Abaltzisketa, uma subida de terceira categoria com 2,9 quilômetros e inclinação média de 7,4%.
A parte mais difícil da ascensão chega a apresentar inclinações próximas de 13%. Além disso, os ciclistas também enfrentaram a subida de Gaintza, não categorizada, mas importante para a seleção do pelotão.
O percurso acumulou aproximadamente 2.332 metros de desnível positivo, transformando a prova em uma disputa especialmente adequada para ciclistas explosivos e capazes de atacar em subidas curtas.
Fuga inicial é neutralizada antes da decisão
A primeira movimentação importante da corrida surgiu ainda nos quilômetros iniciais. Um grupo de oito ciclistas conseguiu escapar e abrir vantagem sobre o pelotão.
Posteriormente, uma fuga com cinco corredores, entre eles o especialista em pista Oscar Nilsson, o português Lucas Lopes e o espanhol Ibai Azanza, chegou a estabelecer uma vantagem próxima de um minuto quando restavam aproximadamente 70 quilômetros para a chegada.
Com a aproximação das subidas decisivas, a XDS Astana Team assumiu papel importante na perseguição. A equipe trabalhou para reduzir a vantagem dos escapados e provocar uma seleção no pelotão.
Samuel Fernández e Hugo de la Calle também protagonizaram movimentos importantes na fase final. De la Calle chegou a permanecer sozinho na frente durante parte do percurso, mas foi neutralizado antes da última subida decisiva de Abaltzisketa.
Paul Double também tenta surpreender
Quando a corrida entrou em sua fase decisiva, Paul Double, da Team Jayco AlUla, atacou e tentou aproveitar o desgaste dos principais favoritos.
O britânico conseguiu movimentar a disputa, mas o ritmo imposto pelo grupo principal acabou reduzindo sua vantagem. A UAE Team Emirates-XRG também passou a trabalhar na perseguição, enquanto os ataques se sucediam nos quilômetros finais.
Foi nesse cenário de intensa disputa que Igor Arrieta conseguiu abrir espaço durante a descida final. Thomas Silva respondeu imediatamente e os dois acabaram formando a dupla que decidiria o título da 103ª edição da clássica.
Nícolas Sessler completa a prova na 68ª posição
O Brasil esteve representado na Clásica de Ordizia 2026 por Nícolas Sessler.
O ciclista brasileiro competiu pela Victoria Sports Pro Cycling, equipe continental que também contou com Daniel Ven Cariño, Jude Gabriel Francisco, Eugenio Sánchez, Edson Corbadora, Mark Baruelo e Edgar Nieto na formação inscrita para a prova.
Sessler completou os 167 quilômetros da competição e terminou na 68ª colocação. A posição demonstra a dificuldade de uma prova que reuniu equipes WorldTour, ProTeam e continentais em um percurso com cinco passagens por Abaltzisketa e diversas mudanças de ritmo.
A participação em Ordizia representa mais uma experiência internacional para o brasileiro em uma competição de alto nível do calendário europeu. A prova exigiu resistência, capacidade de enfrentar sucessivas subidas e habilidade para acompanhar uma corrida marcada por ataques na parte final.
Thomas Silva vive grande momento na temporada 2026
A vitória em Ordizia reforça a excelente temporada de Guillermo Thomas Silva.
O uruguaio já havia demonstrado grande capacidade em provas de etapas e competições de um dia. De acordo com os registros de sua temporada, o triunfo em Ordizia foi mais uma vitória importante em um ano que também incluiu resultados expressivos no Tour of Hainan e no Giro d'Italia.
A vitória na Espanha também amplia o número de triunfos profissionais do ciclista e confirma sua evolução entre os principais nomes do ciclismo sul-americano.
Pódio totalmente formado por ciclistas de equipes WorldTour
O resultado final da Clásica de Ordizia 2026 mostrou a força das principais equipes do ciclismo mundial.
Guillermo Thomas Silva venceu representando a XDS Astana Team, enquanto Igor Arrieta e António Morgado completaram o pódio pela UAE Team Emirates-XRG.
A disputa também contou com nomes importantes como Christian Scaroni, Diego Ulissi, Jhonatan Narváez, Jon Barrenetxea, Natnael Tesfatsion, Paul Double e outros ciclistas de destaque do pelotão internacional.
Uma vitória histórica para o Uruguai
A conquista de Guillermo Thomas Silva tem também um significado especial para o ciclismo uruguaio.
O triunfo em Ordizia colocou o país no topo de uma prova histórica, disputada desde 1922 e que chegou à sua 103ª edição em 2026. Thomas Silva tornou-se o primeiro vencedor uruguaio da competição, de acordo com os registros históricos disponíveis.
Para o ciclismo sul-americano, a vitória representa mais um resultado de destaque no calendário europeu e confirma o crescimento de atletas do continente em provas tradicionais do circuito internacional.
Resultado da Clásica de Ordizia 2026
Guillermo Thomas Silva (Uruguai) — XDS Astana Team — 3h54min18s
Igor Arrieta (Espanha) — UAE Team Emirates-XRG — mesmo tempo
António Morgado (Portugal) — UAE Team Emirates-XRG — +1s
Nícolas Sessler (Brasil) — Victoria Sports Pro Cycling — 68º colocado.
A Clásica de Ordizia 2026 terminou, assim, com uma grande surpresa no duelo pelo título. Igor Arrieta tinha a responsabilidade de defender a vitória do ano anterior e contava com uma equipe muito forte, mas Guillermo Thomas Silva aproveitou a oportunidade no momento decisivo.
O uruguaio resistiu ao ataque do espanhol, acompanhou-o na descida final e foi mais rápido no sprint que decidiu a corrida. Enquanto isso, Nícolas Sessler completou sua participação na tradicional prova basca, garantindo mais uma experiência internacional para o ciclismo brasileiro.
Fontes: ProCyclingStats; EFE; Infobae; Deia; Olímpiada Todo Dia; PalcoUy; Ciclismo al Día; Cycling Fantasy; Watts2Win.

