🎧 Ouça esta notícia Calculando...

Delegação brasileira conquista quatro medalhas de ouro e três de prata nas provas de contrarrelógio disputadas em Codazzi, na Colômbia, com destaque para os títulos de Lauro Chaman, Viviane Soares, Eduardo Pimenta e Roberto Franco Neto.

O Brasil iniciou sua participação nos Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026 com uma atuação de destaque no ciclismo. Nas provas de contrarrelógio individual, disputadas em Codazzi, no departamento colombiano de Cesar, a delegação brasileira conquistou sete medalhas, sendo quatro de ouro e três de prata, assumindo a liderança da modalidade logo no primeiro dia de competições.

O excelente desempenho reafirma a força do paraciclismo brasileiro no cenário continental e evidencia o trabalho desenvolvido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) na preparação de atletas para o novo ciclo paralímpico rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Contrarrelógio abre campanha com domínio brasileiro

As primeiras disputas do ciclismo aconteceram no circuito montado na cidade de Codazzi, reunindo atletas de diversas classes funcionais do paraciclismo.

O Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio em quatro oportunidades, além de conquistar outras três medalhas de prata, encerrando o dia como a principal potência da modalidade nos Jogos Parasul-Americanos.

Ao final das provas de contrarrelógio, a classificação do ciclismo ficou da seguinte forma:

  • Brasil: 4 medalhas de ouro e 3 de prata;

  • Colômbia: 3 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze;

  • Argentina: 2 medalhas de prata e 2 de bronze.

O desempenho brasileiro representa um início extremamente positivo para uma delegação que busca manter sua tradição entre as principais potências do paradesporto nas Américas.

Lauro Chaman amplia coleção de títulos internacionais

Um dos principais nomes do paraciclismo brasileiro, Lauro Chaman voltou a confirmar seu favoritismo na classe C5, destinada a atletas com deficiência físico-motora que competem em bicicletas convencionais adaptadas.

Com mais uma atuação consistente, o paulista conquistou a medalha de ouro e ampliou sua extensa galeria de títulos internacionais.

Medalhista paralímpico e multicampeão continental, Chaman segue como uma das maiores referências da modalidade e demonstra estar em excelente forma para o novo ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

Roberto Franco Neto conquista ouro na classe C2

Outro destaque brasileiro foi Roberto Franco Neto , campeão da classe C2.

Controlando o ritmo durante todo o percurso, o atleta garantiu mais uma medalha de ouro para o Brasil e reforçou a força da equipe nacional nas categorias destinadas aos ciclistas com deficiência físico-motora.

Sua vitória foi uma das primeiras conquistadas pela delegação brasileira no ciclismo durante os Jogos Parasul-Americanos.

Eduardo Pimenta domina a handbike H3

Na categoria Eduardo Pimenta Handbike H3,  confirmou o favoritismo e conquistou mais um ouro para o Brasil.

 A modalidade utiliza bicicletas reclinadas impulsionadas pelos braços e exige elevada capacidade física, resistência e técnica.

Com uma prova consistente do início ao fim, Roberto garantiu mais um título continental para o paraciclismo brasileiro.

Viviane Soares conquista ouro em nova fase da carreira

Uma das histórias mais marcantes da competição foi protagonizada por Viviane Soares.

Conhecida por sua trajetória no atletismo paralímpico, a atleta iniciou sua carreira no ciclismo apenas em 2025, por meio do programa de transição esportiva criado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

Mesmo com pouco tempo na modalidade, Viviane conquistou a medalha de ouro na classe B, destinada a atletas com deficiência visual que competem em bicicletas tandem ao lado de uma piloto-guia.

Ela completou o percurso com o tempo de 26min46s41, mostrando rápida adaptação ao esporte e confirmando o sucesso do projeto de migração entre modalidades.

Após a conquista, a atleta destacou que chegou a considerar o encerramento de sua carreira esportiva antes de receber o convite para integrar o programa de desenvolvimento do ciclismo paralímpico.

Jerusa Geber celebra prata em nova modalidade

Outro grande destaque da equipe brasileira foi Jerusa Geber, uma das maiores velocistas da história do atletismo paralímpico.

Competindo na mesma classe B, Jerusa conquistou a medalha de prata ao completar o percurso em 27min55s23, garantindo uma dobradinha brasileira na categoria.

Assim como Viviane, Jerusa iniciou recentemente sua trajetória no ciclismo por meio do programa de transição promovido pelo CPB e pela CBC.

A rápida evolução da atleta impressiona. Em poucos meses de treinamento, ela já conquistou títulos continentais e agora soma mais uma medalha internacional em sua nova modalidade.

Sabrina Custódia e Fabiana Ventura completam campanha brasileira

O excelente desempenho brasileiro foi completado por outras duas medalhas de prata.

Na classe C2 feminina, Sabrina Custódia terminou na segunda colocação, ficando atrás apenas da colombiana Daniela Munévar.

Fabiana Ventura conquistou a medalha de prata na classe C5, confirmando a presença brasileira entre as melhores atletas da competição.

Com isso, o Brasil encerrou o primeiro dia do ciclismo com sete medalhas e presença no pódio em diversas categorias.

Programa de transição esportiva já apresenta resultados

Além das medalhas, um dos aspectos mais comemorados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro foi o sucesso do programa de transição entre modalidades.

Criada em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo, a iniciativa identifica atletas paralímpicos de outras modalidades com potencial para migrar ao ciclismo de alto rendimento.

Os resultados apareceram rapidamente.

Viviane Soares conquistou o ouro em sua primeira grande competição internacional no ciclismo, enquanto Jerusa Geber confirmou sua adaptação ao esporte ao subir ao pódio continental poucos meses após iniciar os treinamentos.

O projeto inclui acompanhamento multidisciplinar, preparação física especializada, suporte técnico e treinamentos realizados no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Brasil inicia ciclo paralímpico com confiança

Os Jogos Parasul-Americanos representam o primeiro grande evento multiesportivo do ciclo que culminará nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

A delegação brasileira participa da competição com 237 atletas, distribuídos em 13 modalidades esportivas, reunindo nomes experientes e jovens promessas do esporte paralímpico nacional.

Entre os convocados estão dezenas de medalhistas paralímpicos e mundiais, além de uma expressiva renovação da equipe, evidenciando o planejamento do CPB para manter o Brasil entre as principais potências do paradesporto internacional.

Com quatro medalhas de ouro e três de prata logo na estreia do ciclismo, o país inicia sua campanha continental em alta e demonstra que continuará sendo um dos protagonistas da modalidade nas Américas.


Fontes: Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Agência Brasil, Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)