Imbatível: Lorena Wiebes atropela rivais e vence 1ª etapa da Vuelta a Burgos Féminas com margem histórica
A ciclista holandesa Lorena Wiebes (Team SD Worx-Protime) confirmou mais uma vez por que é considerada a velocista mais rápida e temida do pelotão mundial. Na abertura da Vuelta a Burgos Féminas 2026, realizada nesta quinta-feira (21 de maio), Wiebes não apenas venceu, mas obliterou a concorrência em um sprint massivo devastador no bairro de Gamonal, em Burgos.
Com o triunfo incontestável na jornada de 127 quilômetros, a atleta da SD Worx-Protime garantiu a primeira camisa roxa de líder geral da competição, iniciando a tradicional prova do UCI Women's WorldTour com o pé direito.
Montanhas e tentativas de fuga marcam o início
A etapa inaugural, batizada de Burgos Eclipsa, apresentou um trajeto quebrado de 127 km com largada sob a imponente Catedral de Burgos e um total de 1.168 metros de desnível positivo. O percurso contou com três subidas categorizadas na primeira metade: o Alto de las Rebolledas, o Alto de Coculina e o Alto de la Ermita de las Mercedes.
A escapada do dia levou quase 30 quilômetros para se consolidar, sendo formada por três ciclistas: a norueguesa Oda Aune Gissinger, a italiana Irene Cagnazzo e a francesa Elyne Roussel (que acabou perdendo o contato com o grupo rapidamente). Gissinger aproveitou o relevo para ditar o ritmo nas subidas, cruzando na frente em Rebolledas e Coculina, acumulando os pontos necessários para faturar a primeira camisa de líder de montanha da edição.
O pelotão principal, controlado de perto por equipes como UAE Team ADQ e Human Powered Health, manteve a vantagem das fugitivas sob rédea curta, nunca permitindo que o gap passasse de 1 minuto e meio. A 18 quilômetros do fim, Cagnazzo tentou uma última aceleração solitária, mas a neutralização foi inevitável a 17 km da linha de chegada devido ao forte ritmo imposto pelo bloco.
O trem da SD Worx e a aceleração brutal de Wiebes
Nos quilômetros finais em direção a Gamonal, a aproximação em alta velocidade testou o posicionamento e o sangue frio das equipes. O vento de lado e uma queda a 39 km do fim — envolvendo atletas como Millie Couzens e Mackenzie Coupland — já haviam aumentado drasticamente a tensão no bloco.
Dentro do quilômetro final, a equipe AG Insurance-Soudal assumiu a ponta do pelotão para lançar sua atleta. No entanto, a experiente Barbara Guarischi (SD Worx) fez uma leitura perfeita e contornou a última curva na liderança, deixando Lorena Wiebes na posição ideal. Quando a belga Shari Bossuyt lançou o sprint de forma antecipada, Wiebes ligou os motores com uma potência absurda.
A aceleração da holandesa foi tão avassaladora que abriu uma clareira visual impressionante sobre o resto das competidoras. Enquanto Wiebes cruzava a linha isolada e de braços erguidos, a italiana Chiara Consonni (Canyon//SRAM) e a australiana Georgia Baker (Liv AlUla Jayco) tiveram de se contentar em disputar a segunda e a terceira colocação, respectivamente.
"Shari Bossuyt começou o sprint bem cedo, então eu tive que responder e ir com tudo. Amanhã vamos buscar outra vitória de etapa. Estamos aqui principalmente para isso, então tentaremos vencer o máximo de etapas possível."
— Lorena Wiebes, em entrevista logo após cruzar a linha de chegada.
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Amanhã, a Vuelta a Burgos Féminas segue para a 2ª etapa, ligando Castrojeriz a Pedrosa de Duero, em mais um dia altamente propício para as equipes de velocistas trabalharem, antes que o terreno empine definitivamente rumo às etapas decisivas de montanha.
Fontes: Cyclingnews, La Razón, Esciclismo, ProCyclingStats, FirstCycling

