Giro d'Italia 2026: Baixas aumentam e mais três ciclistas abandonam na 11ª etapa
Confira o balanço atualizado de todos os atletas que deixaram a principal Grande Volta do início da temporada por quedas, lesões ou problemas de saúde.
Após o alívio de um contrarrelógio limpo e sem baixas na 10ª etapa, o pelotão do Giro d'Italia 2026 voltou a encolher. A 11ª etapa, disputada nesta quarta-feira, forçou a despedida de mais três competidores. Entre os abandonos do dia, o mais marcante foi o do italiano Davide Ballerini (XDS Astana), vencedor da 6ª etapa desta edição.
Ballerini sofreu uma violenta queda em uma curva a 150 km da linha de chegada, no momento exato em que batalhava para se posicionar na fuga do dia. Além dele, o belga Edward Planckaert (Alpecin-Premier Tech) e o norueguês Martin Tjøtta (Uno-X Mobility) também não suportaram o ritmo e entraram no carro de apoio de suas respectivas equipes. Com os novos desfalques, o pelotão que ruma em direção a Roma agora conta com 164 ciclistas.
Até o momento, a resistência física tem sido testada ao extremo: apenas quatro das onze etapas disputadas terminaram com o pelotão intacto (a etapa de abertura, na Bulgária, e as etapas 7, 9 e 10).
UAE Team Emirates é a mais castigada pelas quedas
O fantasma das lesões começou a assombrar o Giro logo no início da competição. Duas quedas massivas nas três primeiras etapas disputadas em solo búlgaro dizimaram blocos estratégicos. A equipe mais impactada foi a UAE Team Emirates-XRG, que viu suas pretensões de apoio sofrerem um duro golpe com os abandonos sucessivos de Adam Yates, Jay Vine e Marc Soler. Apesar do prejuízo tático, a equipe demonstrou forte poder de reação e já faturou duas vitórias de etapa desde então.
A Visma-Lease a Bike, escuderia do grande favorito à classificação geral, Jonas Vingegaard, também roda desfalcada. O experiente gregário Wilco Kelderman não alinhou para a largada da 4ª etapa, necessitando de maior tempo de recuperação após se chocar fortemente contra o asfalto ainda no segundo dia de prova.
O calvário dos velocistas: de quedas a infecções raras
O pelotão de velocistas perdeu peças fundamentais para as chegadas massivas. O australiano Kaden Groves (Alpecin-Premier Tech) sucumbiu a dores decorrentes de uma lesão prévia. No entanto, o caso mais inusitado — e severo — envolve a dupla da Lotto Intermarché, Arnaud De Lie e Milan Menten. Ambos foram forçados a abandonar a competição devido a um quadro infeccioso agudo, cuja principal suspeita aponta para o contato com fezes de gado espalhadas na pista durante uma prova preparatória clássica que antecedeu o Giro.
Outros nomes importantes também se despediram mais cedo: na dura 8ª etapa, Fabio Christen (Pinarello-Q36.5) e Jake Stewart (NSN Pro Cycling) deram adeus à briga após se envolverem em acidentes no decorrer do percurso.
O preço de uma Grande Volta: Entenda as siglas de abandono
Completar as 21 etapas e os milhares de quilômetros de uma Grande Volta como o Giro d'Italia exige o ápice da resistência humana. Conforme o cansaço acumulado cobra o seu preço, é natural que dezenas de ciclistas fiquem pelo caminho, seja por acidentes, viroses ou exaustão extrema. No jargão do ciclismo e nas tabelas oficiais, essas desistências são classificadas em quatro categorias principais:
DNF (Did Not Finish / Não Terminou): Quando o ciclista alinha para a largada, mas abandona a prova no meio do percurso, entrando na ambulância ou no carro de sua equipe.
DNS (Did Not Start / Não Largou): Quando o atleta decide, junto ao corpo médico, não iniciar a etapa no dia seguinte devido a lesões ou dores crônicas.
DSQ (Disqualified / Desclassificado): Punição aplicada pelos comissários da UCI em caso de infrações graves ao regulamento técnico ou desportivos.
OTL (Over Time Limit / Fora do Controle): Quando o ciclista cruza a linha de chegada, mas o seu tempo excede o limite tolerado para aquela etapa (calculado com base no tempo do vencedor do dia).
Abaixo, nosso portal mantém o acompanhamento em tempo real de cada guerreiro que se despediu das estradas entre a Bulgária e Roma neste Giro d'Italia 2026.
Fonte: CyclingNews
