- -_Em matéria esclusiva publicada no portal Terra "GO OUTSITE" sobre esportes radicais, ele fala como foi a sua experiência em ao passar por Ruanda.
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- -_Em dezembro de 2005, Ritchey viajou para Ruanda para ver tudo isso com seus próprios olhos. Era um período delicado em sua vida, pois seu casamento acabara havia pouco tempo. "Eu não sabia como lidar com minha filha de 17 anos ou com a minha empresa de 17 anos", explica. "Metaforicamente falando, eu estava caminhando na prancha e decidi que era hora de pular na água".
- -_Assim, ele montou em sua bike e percorreu centenas de quilômetros em Ruanda, visitando vilarejos e a agitada capital. Conversou com mecânicos que fabricavam bikes caseiras e pedalou com os taxistas que carregavam tubos de aço de 15 quilos. "Eu não tinha plano algum", recorda-se. "Foi uma experiência completamente espontânea, do tipo simplesmente sair porta afora".
- -_Um "ocidental transfigurado pela África" é um dos maiores clichês de viagens que existem, mas ele existe por um bom motivo. Ritchey gosta de falar que Ruanda é "um lugar para segundas chances" e aqui estava ele, precisando desesperadamente de um reboot. Poucas semanas depois de voltar aos EUA, ele montou uma organização não lucrativa chamada Projeto Ruanda. Começou a montar em sua garagem uma "bike de café", de baixo custo e baixa manutenção, no intuito de agilizar o transporte de grãos de café recém-colhidos e possibilitar aos cafeicultores venderem a produção a um preço melhor. Também foi ele quem concebeu a Wooden Bike Classic, na esperança de que a prova servisse como uma atração turística anual - uma corrida de touros subsaariana. Pediu a ajuda de seu velho amigo Jock Boyer - o primeiro norte-americano a completar a Volta da França, em 1981 - para desenvolver uma equipe nacional de ciclismo ruandesa, que poderia espelhar a otimista mensagem de que o país está se recuperando. Jock veio a Ruanda atrás de seu próprio recomeço. Em 2002, após se declarar culpado da acusação de molestar uma menina de 11 anos, um crime que chocou o mundo do ciclismo, passou nove meses na prisão. A decisão de Ritchey de lhe dar um emprego foi inspirada, em parte, na crença cristã do poder do perdão. . . . . . . .
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Pessoal a matéria publicada de grande valía para conhecermos um pouco das diversidades culturais e financeiras existentes por esse nosso mundo. Vemos que com pouca coisa conseguimos obter a felicidade apesar de estar rodeados de tantos problemas.
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Fonte: Go Outside - http://gooutside.terra.com.br