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Um fantasma assombra o ciclismo! Entenda um pouco mais sobre o doping mecânico...

___No começo do ano uma competição de ciclismo off-road terminou muito mal pra uma atleta chamada Femke Van den Driessche. Essa atleta belga, campeão nacional e européia na categoria teve a corrente de sua bicicleta partida logo no começo da corrida, e como todos que recebemos e-mails sabemos, quebrar correntes traz consequências terríveis.
___No caso da Femke as consequências começaram a aparecer quando a bicicleta foi inspecionada e descobriram fios suspeitos saindo do assento. Um exame mais minucioso e acharam algo parecido com isto:
___É um motor miniaturizado que vai dentro do quadro da bicicleta e se encaixa no eixo do movimento central. Em termos de física está longe de ser a posição ideal mas funciona muito bem se você tiver o mesmo objetivo da Femke, ocultar a existência da marmotagem.
___Sim, Femke Van den Driessche é uma trapaceira. Uma trapaceira linda de 19 anos, mas uma trapaceira.
___A categoria é altamente competitiva e a arrogância dos atletas faz com que dopping seja comum, mas agora inventaram o “Dopping Mecânico”, mas é algo que já existia ao meu ver.
___A briga está tão boa que o fabricante da bicicleta está processando a Femke, por ferrar com a imagem deles (que não vendem bicicletas motorizadas). Ela por sua vez justificou a trairagem dizendo que… wait for it… a bicicleta era emprestada de um amigo.
___O caso não é isolado, há um monte de ciclistas trapaceiros usando esses motores, que custam 10 mil euros e são vendidos para uso legítimo, ou como atletas se recuperando de acidentes, ou em fase inicial de treino.
___Os atletas e equipes negam veementemente, mas há toda uma comunidade que acompanha as corridas e percebe comportamentos anômalos, como esta estranhíssima bicicleta que depois de caída começa a se mover de novo:

___A situação está tão complicada que as autoridades do ciclismo (se é que existe isso) estão usando câmeras térmicas para identificar motores escondidos:

___Agora o melhor: esses motores são obsoletos, só "trouxas pobres" usam. Há um novo esquema que custa custa 200 mil euros e envolve modificar os pneus, colocando imãs de neodímio presos no aro, cortar os garfos de fibra de carbono, inserir bobinas e fechar.

Essas bobinas são ligadas a uma bateria e uma unidade controladora que por sua vez acompanha o monitor cardíaco do atleta. Se ele ultrapassar um determinado número de batimentos, as bobinas recebem carga e passam a agir como um motor elétrico.


___Segundo um engenheiro anônimo que falou com a Gazzetta dello Sport, só ele vendeu mais de 1.200 unidades, com potência entre 20 e 60 watts, capazes de transformar um competidor mediano em um fenômeno. O sistema é indetectável se você não procurar especificamente por ele pode ter certeza que várias equipes usam sem conhecimento dos atletas.
___O pior dessa história é que o dopping mecânico parece estar tão disseminado que ao menos no ciclismo top é impossível eliminá-lo, os quadros da categoria seriam dizimados, vamos ver até onde a coisa vai.
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Fonte: http://meiobit.com/341857/dopping-mecanico-ciclistas-utilizam-motor-eletrico-na-bike/

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